por Sylvio Micelli / ASSETJ

Revolta e um certo ceticismo. Eis o somatório da reação dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em relação às denúncias feitas pelo desembargador Vallim Bellocchi. O ex-presidente do TJ afirmou, na segunda (04) quando transmitiu seu cargo ao novo presidente, desembargador Viana Santos, que 4.800 servidores estariam fraudando licenças médicas para não trabalharem. As denúncias ganhou repercussão na mídia.

A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) divulgou uma Nota Pública em relação ao fato. Por e-mails e telefonemas, muitos servidores teceram críticas ao Tribunal de Justiça. Sobrou para todos. Desde juízes e diretores acusados de assédio moral, até outros colegas que se calam e, mesmo doentes, permanecem exercendo suas funções. O ex-presidente foi muito criticado pela sua gestão e distanciamento dos problemas da Casa.

Destacamos a seguir, trechos de duas manifestações de colegas do Judiciário sobre o caso. A publicação foi autorizada pelos seus autores.

Miguel Tadeo, Jacupiranga

“Em primeiro lugar, quero destacar que por coisas menos graves o Tribunal puniu seus servidores, mesmo quando tinham direito (no caso da greve/2004, só para dar exemplo). Agora, não querem caçar as bruxas e nem dar nome aos bois? Querem os funcionários de volta trabalhando, sendo oprimidos em seus locais de trabalho ou assediados. Esses que possivelmente nem gostam do trabalho, já que permaneciam afastados? Tudo para ofuscar a verdadeira mácula que é a dívida com os servidores, uma dívida que cresce cada vez mais e nunca será paga. O problema maior do Tribunal é o desrespeito com seus trabalhadores. Se não existe processo administrativo, ou qualquer punição, porque divulgar um assunto tão sério? A verdadeira face do judiciário é outra: muitos trabalham doentes porque precisam, têm familia para sustentar, dificuldades financeiras, além de sofrerem o assédio moral e pressão no ambiente de trabalho. Nessa circunstância, porque não buscar um perito na área de renome. O Prof. Herval Pina. É uma sugestão. Um Abraço”.

Osvaldo Januzzi, TJ-SP

“PREZADO COLEGA DO JUDICIÁRIO, É IMPORTANTÍSSIMO QUE ESTE TEXTO QUE O SR. ENVIOU PARA OS CADASTRADOS NO SEU SITE SEJA PUBLICADO EM JORNAIS DE GRANDE CIRCULAÇÃO NO ESTADO E SE POSSÍVEL ATÉ CIRCULAÇÃO NACIONAL.

DIGO ISSO POIS A NOTÍCIA SEM NENHUM DOCUMENTO COMPROBATÓRIO E SEM COMUNICAÇÃO ÀS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DOS FUNCIONÁRIOS DO TJ-SP SOBRE A SUPOSTA FRAUDE NO DEPARTAMENTO DE PERÍCIAS MÉDICAS DO ESTADO, FOI COLOCADA NA IMPRENSA ESCRITA E FALADA PELA TRISTE ADMINISTRAÇÃO DO TJ QUE SE FINDOU EM 2009, DE FORMA A GERAR A FALSA IMPRESSÃO EM QUEM LÊ OU ESCUTA, QUE SE TRATAM DE 4.800 FUNCIONÁRIOS IRREGULARES,

UM ESCLARECIMENTO DA VERDADE SE FAZ NECESSÁRIO DE IMEDIATO À OPINIÃO PÚBLICA, VISTO QUE SE TRATA DE UMA CLARA INTENÇÃO DE DENEGRIR MAIS UMA VEZ A IMAGEM DOS FUNCIONÁRIOS NÃO MAGISTRADOS DO TJ-SP, E CABE ÀS ASSOCIAÇÕES NESTE MOMENTO TÃO IMPORTANTE FAZER ISSO, POIS É O QUE OS FUNCIONÁRIOS DO TJ E ASSOCIADOS DAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DA CLASSE ESPERAM QUE SEJA FEITO POR VOSSAS SENHORIAS.

UM GRANDE ABRAÇO”

A Assetj esclarece aos seus associados que para questões funcionais, como assédio moral por exemplo, há um advogado que atenderá o associado gratuitamente para esclarecimentos e encaminhamento de ações. Mais informações podem ser obtidas em nossa Secretaria, nas sedes ou pelo PABX (11) 3291-4077.