Jornalista Sylvio Micelli participa de entrevista com Schröder sobre a 1ª Confecom
- 2010/fevereiro/7
- Posto em Micelli Publicado
- Comentar
O jornalista Sylvio Micelli participou de uma coletiva online elaborada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em janeiro, sobre a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) realizada em dezembro passado. A entrevista foi feita com o vice-presidente da Fenaj, coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), Celso Schröder.
Abaixo você confere a resposta do entrevistado em relação à pergunta feita por Sylvio Micelli:
“E-FENAJ – Sylvio Micelli considera que o fato da Confecom ter acontecido já é um avanço na história da Comunicação do Brasil. Mas acha que a aprovação de aproximadamente 700 propostas foi “uma grande bobagem para agraciar a maior parte de interesses envolvidos”. Ele pergunta como implementar rapidamente as questões principais formuladas, já se sabendo que as grandes oligarquias de mídia vão ser frontalmente contrárias?
Schröder – Olha Sylvio, efetivamente a realização da Confecom foi a sua maior virtude. Com ela quebramos dois paradigmas cristalizados pelos empresários do ramo: 1) romper o silêncio consolidado em torno da comunicação, propiciando pela primeira vez um debate de dimensões nacionais. 2) Rompendo também a tese de que qualquer tentativa de regular ou legislar sobre comunicação era taxada de censura ou autoritarismo. Mas obviamente ela teve o formato que conseguimos e não o que queríamos. Foi necessário um enorme esforço para vencer as forças que de um lado pretendiam que a conferência não acontecesse, mantendo assim o status quo e, por outro, dos que não desejavam uma conferência com a dimensão que aconteceu. Para os empresários permanecerem foi preciso que os movimentos sociais que apostavam na realização da conferência cedessem ao limite do suportável. Garantindo, entre outras questões, a inclusão das propostas destes setores não habituados ao debate público e, principalmente, à crítica e exposição pública. De tal maneira que estas 700 propostas são na verdade uma agenda política que deve ser selecionada e encaminhada como políticas públicas a partir do agente público que é o governo. A sociedade civil fez a sua primeira parte garantindo e propondo políticas. Agora deve partir para a mobilização e agitação no sentido de desencadear o processo legislativo. O governo, que bancou a parte inicial da consulta popular, agora deve transformar o que foi proposto, a partir de sua visão política que é a sua prerrogativa, propor regulações e regulamentações que traduzam estas propostas. Vamos agora ajudar a hierarquizar e selecionar políticas de comunicação”.
Confira a íntegra do matéria no site da Fenaj
Ainda sem comentários.