Monthly Archive: abril 2010

Chantagem!!! Assembleia Legislativa aprovará o Plano de Cargos… se a Greve parar 0

Chantagem!!! Assembleia Legislativa aprovará o Plano de Cargos… se a Greve parar

O jornalista Sylvio Micelli ao lado do deputado Vaz de Lima (PSDB) e da presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo, Yvone Barreiros Moreira que dialoga com o presidente da Assembleia Paulista, deputado Barros Munhoz (PSDB) - Foto: Edilson Silva (Aojesp)por Sylvio Micelli / ASSETJ

Aconteceu, no final da tarde desta quinta-feira (29), segundo dia da Greve Geral do Judiciário, uma reunião na Assembleia Legislativa. Solicitada pelo presidente daquela Casa, deputado Barros Munhoz (PSDB), contou ainda com as presenças dos deputados Vaz de Lima (PSDB), que é líder do governo e do deputado José Bittencourt (PDT), responsável pela Frente Parlamentar em Defesa do Judiciário. Alguns representantes de entidades de Servidores do Judiciário também compareceram para discutir a votação do Projeto de Lei Complementar nº 43/2005, que institui o Plano de Cargos e Carreiras para os funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e que está tramitando há 5 anos.

O deputado Barros Munhoz deu início à reunião dizendo das tratativas que fez com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Antonio Carlos Viana Santos para que viabilizasse a aprovação do Plano de Cargos e deu explicações técnicas sobre a existência de verbas no orçamento ou a necessidade de suplementação por parte do Governo. Segundo ele, para implantação do Plano será necessário o aporte financeiro de R$ 13 milhões por mês ou R$ 169 milhões por ano.

Em seguida condicionou a aprovação do projeto que, segundo opinião do parlamentar, “tem o apoio dos 94 deputados”, à paralisação da Greve Geral iniciada na última quarta (28). “Podemos assegurar, na semana que vem, a aprovação do projeto se não houver greve. É um entendimento do Executivo não autorizar a suplementação de verba com os funcionários em greve”, afirmou. Questionado, então, sobre o teor do documento que o próprio presidente do TJ encaminhou às entidades e que, assinado por Barros Munhoz, afirma que o projeto “será discutido e votado na próxima terça-feira, 04 de maio de 2010″ e que agora as coisas estavam voltando para trás, Munhoz disse que seria uma “insanidade” colocar num documento que a aprovação estaria condicionada ao encerramento da greve, mas que havia avisado o presidente do Tribunal de Justiça para que os servidores do Judiciário substituissem a greve por “estado de greve”.

Os representantes argumentaram que a aprovação do plano é secundária neste momento e que a categoria pleiteia 20,16% de reposição salarial. Diante disso, o deputado Vaz de Lima comparou a greve do Judiciário com a da Educação, deixando subtender que ela é “política” e que “o Executivo não tem condições de arcar com a reposição de 20,16%”. O líder do governo ainda ironizou a questão da data-base afirmando que “temos um presidente [Lula] que cumpriu a data-base concedendo 0,01% de reposição e que está no governo e vai terminar o seu mandato tendo cumprido a lei”.

Barros Munhoz argumentou, para finalizar, que existem carreiras no funcionalismo que estão piores, financeiramente, que os servidores do Judiciário. E disse que aguardará a próxima Assembleia Geral dos Servidores do Tribunal de Justiça, marcada para quarta, 05 de maio, para rediscutir a votação e aprovação do Plano de Cargos.

Segundo avaliação dos representantes que estiveram presentes à reunião existe a tentativa de trocar a Greve Geral, justa e para cumprimento da data-base, por um Plano de Cargos que já deveria ter sido aprovado há muito tempo. Além disso, a Assembleia usa de chantagem ao condicionar a aprovação do Plano com o encerramento da greve sendo que um documento já dava garantias de sua votação na próxima semana. Ou seja. São mais motivos para fortalecer o movimento grevista e paralisar totalmente o Judiciário de São Paulo.

Informes diversos de paralisação nas comarcas indicam que o segundo dia de greve teve adesão de cerca de 50% em todo o estado. Trata-se de percentual superior ao apurado no primeiro dia.

Nesta reunião da Assembleia Legislativa, a Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) esteve representada pelo seu 1º Secretário e Diretor de Imprensa, Sylvio Micelli.

Presidente do TJ-SP até chama reunião. Mas a greve continua 0

Presidente do TJ-SP até chama reunião. Mas a greve continua

Grevepor Sylvio Micelli / Assetj

Esta quarta-feira, dia 28 de abril, primeiro dia da Greve Geral do Judiciário de São Paulo foi intensa.

Próximo à hora do almoço, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos chamou uma reunião às pressas. Na verdade, a reunião foi uma continuidade das “não prospostas” apresentadas numa reunião ontem, que nada resolveu.

Viana Santos apresentou dois documentos (veja os anexos) onde há o comprometimento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) em colocar o Projeto de Lei Complementar nº 43/2005, que institui o Plano de Cargos e Carreiras em votação na próxima terça, dia 04 de maio.

Em outro documento, Viana Santos comprometeu-se a encaminhar em junho, um projeto de lei de 4,17% a ser votado pela Assembleia. O percentual é inferior até mesmo ao INPC de março de 2009 a fevereiro de 2010 apurado em 4,77%. Além disso, como já é sabido, a Assembleia estará envolvida com as eleições no segundo semestre. Ou seja, a possibilidade de qualquer coisa ser votada e muito remota.

Diante de tais propostas, cerca de 5 mil pessoas, por meio de fortes vaias, foram contrárias às propostas.

Houve manifestação de todos os representantes das entidades de Servidores do Judiciário. Ao final houve as seguintes deliberações:

1. Manutenção da Greve Geral da categoria, por tempo indeterminado;

2. Comparecimento à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na próxima terça, dia 04 de maio, às 14 horas, a fim de que se pressione a votação do PLC 43/2005 (Plano de Cargos e Carreiras). A ideia é lotar os plenários daquela Casa.

3. Realização de nova Assembleia Estadual na próxima quarta, dia 05 de maio, às 13 horas, na Praça João Mendes.

Ao final da Assembleia Geral foi aprovada a realização de uma passeata até a frente do Palácio da Justiça, sede do Judiciário de São Paulo.

Segundo avaliação de José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o percentual de adesão inicial é superior a 40%.

O ponto principal de reivindicação dos Servidores do Judiciário é a reposição total das perdas salariais num montante de 20,16% advindos do descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que também não foi paga. A reposição salarial anual é um mandamento constitucional (Artigo 37, X da CF).

AGENDE-SE

TERÇA – 04 DE MAIO – 14 HORAS – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

QUARTA – 05 DE MAIO – 13 HORAS – ASSEMBLEIA GERAL ESTADUAL NA PRAÇA JOÃO MENDES

CONFIRA

OS ÍNDICES DE PARALISAÇÃO DO PRIMEIRO DIA

O OFÍCIO DE VIANA SANTOS SOBRE A REPOSIÇÃO

O OFÍCIO DE BARROS MUNHOZ SOBRE O PLANO DE CARGOS E CARREIRAS

Servidores do Poder Judiciário mantêm paralisação para esta quarta-feira 0

Servidores do Poder Judiciário mantêm paralisação para esta quarta-feira

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

Os servidores do Poder Judiciário em todo o Estado de São Paulo cruzam os braços, a partir de hoje, por tempo indeterminado, como parte da luta da categoria pela reposição salarial.

Ontem, os representantes do segmento saíram frustrados de reunião com o desembargador Antonio Carlos Malheiros, que preside a comissão salarial do TJ (Tribunal de Justiça). “Não deu em nada”, afirmou o diretor de imprensa da Assetj (Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça), Sylvio Micelli. Ele citou que, em vez de negociar, Malheiros apenas informou a posição da presidência do tribunal, em encontro que durou não mais do que 15 minutos.

Segundo Micelli, o que foi apresentado pelo desembargador nem de longe responde aos anseios dos servidores.

Em nota divulgada pelo tribunal, sob o título “Reunião entre TJSP e servidores foi improdutiva para ambas as partes”, o órgão do Judiciário informou que, durante o encontro, o plano de cargos e carreiras, há muito tempo esperado pelos servidores, entrará na pauta de votação da Assembleia Legislativa no início de maio.

Também informou que “tem havido tratativas entre representantes do tribunal e do Banco do Brasil, com o objetivo de rever a situação de alguns funcionários que tiveram o cheque especial suspenso e outros que estão em débito com a Nossa Caixa”.

SEM PROPOSTA – O principal ponto da pauta de reivindicações, a reposição salarial, não foi alvo de contraproposta. O que foi colocado pelo TJ, de acordo com o diretor da Assetj, é que apenas no segundo semestre, “talvez em agosto, é possível que venha alguma coisa”, mas não foi oferecido percentual de aumento.

A categoria, que reúne cerca de 56 mil servidores em todo o Estado – na região, são cerca de 2.500 – pleiteia reajuste de 20,16%. Segundo Micelli, o índice se deve ao descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do tribunal e também contempla residual da data-base de 2008, que também não foi paga.

O dirigente afirmou ainda que, somada à inflação dos dois últimos anos, a não correção dos salários na data-base tornou a perda de poder aquisitivo “insuportável”. Para a Assetj, as condições de trabalho vêm piorando no Judiciário paulista e há carência de mão de obra, que ultrapassa 15 mil pessoas, o que gera acúmulo nos processos

A decisão pela paralisação havia sido tomada, em assembleia geral no dia 14. Nova assembleia está marcada para hoje, às 13h, na Praça João Mendes, no centro da Capital.

A perspectiva do presidente do Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, Wagner José de Souza, é que o movimento comece com 8.000 trabalhadores parados e que o número deverá crescer com o tempo.

Temporão, o ministro do sexo! 0

Temporão, o ministro do sexo!

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão - Foto: Ruben Silva (Ministério da Saúde) por Sylvio Micelli

Ah! Nossos políticos e suas frases de efeito! Ou serão frases-defeito?

Seja lá como for, o médico sanitarista, político luso-brasileiro e atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão já gravou seu nome, digamos, nos anais (!) da história ao aconselhar a prática sexual no combate à hipertensão. Nada contra, ministro. Concordo em gênero, número e grau. Mas é que vindo de um ministro, a frase toma proporções geométricas.

A afirmação de Temporão juntar-se-á, em breve, a outras frases sexistas do gênero como “Estupra, mas não mata” (Paulo Maluf) e “Relaxa e goza!” (Marta Suplicy).

Já avisei minha mulher que aquela desculpa da “dor-de-cabeça” não cola mais. Precisamos preservar nossa saúde e o sexo é um santo remédio e agora, trata-se de uma recomendação ministerial.

Sites especializados ensinam que uma relação sexual bem feita queima de 100 a 170 calorias. Então, meu povo, mãos (e outras partes do corpo) a obra. Sempre com segurança, pelo amor de Deus! O Brasil não precisa de mais jovens abandonados.

Considerando-se que a saúde do Brasil anda mal das pernas há muito tempo, até que enfim, o ministro deu uma dentro. Literalemente!

Corinthians, Flamengo e Nelson Rodrigues no duelo das multidões 0

Corinthians, Flamengo e Nelson Rodrigues no duelo das multidões

Corinthians X Flamengopor Sylvio Micelli

Esta noite no estádio Mário Filho (irmão de Nelson Rodrigues), o bom e velho Maracanã, outrora chamado “Maior do Mundo”, Flamengo e Corinthians fazem a primeira partida pelas oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores. Fossem outros tempos e, certamente, o Maracanã teria mais de 100 mil pessoas.

O estádio carioca traz ótimas recordações para nós, corinthianos.

Em 05 de dezembro de 1976, um domingo paradoxalmente chuvoso na capital mais ensolarada do mundo – o Rio de Janeiro -, aconteceu a chamada “Invasão Corinthiana” no jogo semifinal contra o Fluminense. Quase 150 mil pessoas, metade corinthiana, dividiu o Maracanã pau-a-pau com a torcida do Fluminense. Carlos Alberto Pintinho marcou para o tricolor do nosso inesquecível Nelson Rodrigues. Mas Ruço, o “beijinho doce” imortalizado pelo não menos imortal Osmar Santos, selou o empate. Nos pênaltis, o goleiro Tobias defendeu duas cobranças e o Corinthians classificou-se para a final do Brasileiro daquele ano. Foi derrotado depois pelo muito superior time do Internacional gaúcho, que conquistaria o bicampeonato em 1976 com a maravilhosa equipe comandada por Paulo Roberto Falcão. Independente disso, a “Invasão” está na história, na alma e no coração de qualquer corinthiano e, quiçá, de qualquer um que adore futebol.

Mais de 24 anos depois, o alvinegro do Parque São Jorge voltou a fazer festa no Rio. Em 14 de janeiro de 2000, o Corinthians venceria o I Mundial Interclubes promovido pela Fifa. O jogo contra o Vasco da Gama foi para os pênaltis depois de um empate em 0 a 0. Nos pênaltis, Dida defendeu a cobrança de Gilberto. Os corinthianos Rincón, Fernando Baiano, Luizão e Edu converteram. Marcelinho Carioca, o “pé-de-anjo” da Fiel, perdeu quando teve a chance de decidir. Os vascaínos Romário, Alex e Viola marcaram. Edmundo perdeu quando poderia empatar a disputa. Corinthians campeão do mundo, mesmo tendo o título contestado por aqueles que não têm. A argumentação é pífia. O Corinthians não pode ser campeão do mundo, segundo nossos contrários, porque não venceu uma Libertadores e “porque não tem passaporte”. Pura inveja. Foi um torneio organizado pela entidade máxima de futebol. A final foi no mais famoso estádio do mundo e o Corinthians representou o Brasil como bicampeão brasileiro (1998-1999). Acho que o Campeonato Brasileiro é mais difícil que a Libertadores. Enfim, cada um com o seu cada qual…

As maiores torcidas do mundo – algo em torno de 70 milhões – jamais viram uma decisão de Campeonato Brasileiro, mas poderão ver hoje e na semana que vem, a decisão de quem permanece na disputa continental em 2010.

É muito injusto! Corinthians e Flamengo deveriam fazer uma final de Libertadores. Não uma partida intermediária. Mas quis o destino assim.

O Corinthians fez sua parte. Mesmo não mostrando um futebol convincente classificou-se, sem maiores problemas, num grupo fraco com o dobro de pontos do segundo colocado. Foi a melhor equipe dentre as 32 que disputam e levará a vantagem de jogar em casa todas as decisões até onde conseguir chegar.

Nelson Rodrigues, o mestre, o mago, o... tudo! Foto: ArquivoO Flamengo, por sua vez, classificou-se na velha e tosca “bacia das almas” dependendo de uma combinação de três resultados para continuar vivo na Libertadores.

Dois times de respeito. Dois times de história. Dois times com problemas.

Ronaldo e Adriano, duas estrelas mundiais, estão muito aquém de todo o futebol que sabem. Mas os outros jogadores dos dois times têm qualidades. E todo cuidado é pouco.

Que me perdoem as outras torcidas. Mas Corinthians e Flamengo é o maior clássico do planeta. Ouso complementar o que mestre Nelson Rodrigues afirmou com o “Fla-Flu começou 40 minutos antes do Nada”. Se ele estiver correto – e os mestres sempre estão – Palmeiras e Corinthians fizeram a preliminar. Corinthians e Flamengo fizeram o jogo principal.

É que nós, brasileiros, adoramos exaltar o que vem de fora e preferimos outros duelos como Barcelona X Real Madrid, Milan X Internazionale ou, até, Boca Jrs. X River Plate. Fosse esse jogo num país europeu e o mundo pararia.

Seja como for. O Brasil vai parar. Exceto para os torcedores que sobrarem das outras equipes que estiverem jogando no mesmo horário.

Nelson diria que “cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.” Será hoje o ideal dos anti-corinthianos.

Se fosse um jogo de truco seríamos nós e eles. E assim será sempre quando o Corinthians estiver envolvido.

Que vença o melhor. E que o Corinthians seja esse melhor.

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