Arquivar para 2010/abril/28

Presidente do TJ-SP até chama reunião. Mas a greve continua

Grevepor Sylvio Micelli / Assetj

Esta quarta-feira, dia 28 de abril, primeiro dia da Greve Geral do Judiciário de São Paulo foi intensa.

Próximo à hora do almoço, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos chamou uma reunião às pressas. Na verdade, a reunião foi uma continuidade das “não prospostas” apresentadas numa reunião ontem, que nada resolveu.

Viana Santos apresentou dois documentos (veja os anexos) onde há o comprometimento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) em colocar o Projeto de Lei Complementar nº 43/2005, que institui o Plano de Cargos e Carreiras em votação na próxima terça, dia 04 de maio.

Em outro documento, Viana Santos comprometeu-se a encaminhar em junho, um projeto de lei de 4,17% a ser votado pela Assembleia. O percentual é inferior até mesmo ao INPC de março de 2009 a fevereiro de 2010 apurado em 4,77%. Além disso, como já é sabido, a Assembleia estará envolvida com as eleições no segundo semestre. Ou seja, a possibilidade de qualquer coisa ser votada e muito remota.

Diante de tais propostas, cerca de 5 mil pessoas, por meio de fortes vaias, foram contrárias às propostas.

Houve manifestação de todos os representantes das entidades de Servidores do Judiciário. Ao final houve as seguintes deliberações:

1. Manutenção da Greve Geral da categoria, por tempo indeterminado;

2. Comparecimento à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na próxima terça, dia 04 de maio, às 14 horas, a fim de que se pressione a votação do PLC 43/2005 (Plano de Cargos e Carreiras). A ideia é lotar os plenários daquela Casa.

3. Realização de nova Assembleia Estadual na próxima quarta, dia 05 de maio, às 13 horas, na Praça João Mendes.

Ao final da Assembleia Geral foi aprovada a realização de uma passeata até a frente do Palácio da Justiça, sede do Judiciário de São Paulo.

Segundo avaliação de José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o percentual de adesão inicial é superior a 40%.

O ponto principal de reivindicação dos Servidores do Judiciário é a reposição total das perdas salariais num montante de 20,16% advindos do descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que também não foi paga. A reposição salarial anual é um mandamento constitucional (Artigo 37, X da CF).

AGENDE-SE

TERÇA – 04 DE MAIO – 14 HORAS – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

QUARTA – 05 DE MAIO – 13 HORAS – ASSEMBLEIA GERAL ESTADUAL NA PRAÇA JOÃO MENDES

CONFIRA

OS ÍNDICES DE PARALISAÇÃO DO PRIMEIRO DIA

O OFÍCIO DE VIANA SANTOS SOBRE A REPOSIÇÃO

O OFÍCIO DE BARROS MUNHOZ SOBRE O PLANO DE CARGOS E CARREIRAS

Servidores do Poder Judiciário mantêm paralisação para esta quarta-feira

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

Os servidores do Poder Judiciário em todo o Estado de São Paulo cruzam os braços, a partir de hoje, por tempo indeterminado, como parte da luta da categoria pela reposição salarial.

Ontem, os representantes do segmento saíram frustrados de reunião com o desembargador Antonio Carlos Malheiros, que preside a comissão salarial do TJ (Tribunal de Justiça). “Não deu em nada”, afirmou o diretor de imprensa da Assetj (Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça), Sylvio Micelli. Ele citou que, em vez de negociar, Malheiros apenas informou a posição da presidência do tribunal, em encontro que durou não mais do que 15 minutos.

Segundo Micelli, o que foi apresentado pelo desembargador nem de longe responde aos anseios dos servidores.

Em nota divulgada pelo tribunal, sob o título “Reunião entre TJSP e servidores foi improdutiva para ambas as partes”, o órgão do Judiciário informou que, durante o encontro, o plano de cargos e carreiras, há muito tempo esperado pelos servidores, entrará na pauta de votação da Assembleia Legislativa no início de maio.

Também informou que “tem havido tratativas entre representantes do tribunal e do Banco do Brasil, com o objetivo de rever a situação de alguns funcionários que tiveram o cheque especial suspenso e outros que estão em débito com a Nossa Caixa”.

SEM PROPOSTA – O principal ponto da pauta de reivindicações, a reposição salarial, não foi alvo de contraproposta. O que foi colocado pelo TJ, de acordo com o diretor da Assetj, é que apenas no segundo semestre, “talvez em agosto, é possível que venha alguma coisa”, mas não foi oferecido percentual de aumento.

A categoria, que reúne cerca de 56 mil servidores em todo o Estado – na região, são cerca de 2.500 – pleiteia reajuste de 20,16%. Segundo Micelli, o índice se deve ao descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do tribunal e também contempla residual da data-base de 2008, que também não foi paga.

O dirigente afirmou ainda que, somada à inflação dos dois últimos anos, a não correção dos salários na data-base tornou a perda de poder aquisitivo “insuportável”. Para a Assetj, as condições de trabalho vêm piorando no Judiciário paulista e há carência de mão de obra, que ultrapassa 15 mil pessoas, o que gera acúmulo nos processos

A decisão pela paralisação havia sido tomada, em assembleia geral no dia 14. Nova assembleia está marcada para hoje, às 13h, na Praça João Mendes, no centro da Capital.

A perspectiva do presidente do Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, Wagner José de Souza, é que o movimento comece com 8.000 trabalhadores parados e que o número deverá crescer com o tempo.

Temporão, o ministro do sexo!

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão - Foto: Ruben Silva (Ministério da Saúde) por Sylvio Micelli

Ah! Nossos políticos e suas frases de efeito! Ou serão frases-defeito?

Seja lá como for, o médico sanitarista, político luso-brasileiro e atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão já gravou seu nome, digamos, nos anais (!) da história ao aconselhar a prática sexual no combate à hipertensão. Nada contra, ministro. Concordo em gênero, número e grau. Mas é que vindo de um ministro, a frase toma proporções geométricas.

A afirmação de Temporão juntar-se-á, em breve, a outras frases sexistas do gênero como “Estupra, mas não mata” (Paulo Maluf) e “Relaxa e goza!” (Marta Suplicy).

Já avisei minha mulher que aquela desculpa da “dor-de-cabeça” não cola mais. Precisamos preservar nossa saúde e o sexo é um santo remédio e agora, trata-se de uma recomendação ministerial.

Sites especializados ensinam que uma relação sexual bem feita queima de 100 a 170 calorias. Então, meu povo, mãos (e outras partes do corpo) a obra. Sempre com segurança, pelo amor de Deus! O Brasil não precisa de mais jovens abandonados.

Considerando-se que a saúde do Brasil anda mal das pernas há muito tempo, até que enfim, o ministro deu uma dentro. Literalemente!

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