José Gozze, presidente da ASSETJ, durante Assembleia realizada em 14 de abril - Foto: Sylvio Micelli (Assetj)por Sylvio Micelli / ASSETJ

O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça (Assetj), José Gozze, ficou extremamente irritado após a reunião com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo realizada nesta terça (27). Segundo ele, foi uma reunião “insana”. “Em mais de 40 anos de Tribunal, jamais pensei que fosse ver tamanho desrespeito com os servidores”, criticou.

Na própria reunião, Gozze já havia feito críticas profundas ao comportamento do TJ, ainda mais às vésperas de uma greve. “O que foi apresentado pelo Tribunal é uma falta de respeito”, analisou. O presidente da Assetj afirma não acreditar na aprovação do Plano de Cargos e Carreiras no mês de maio, possibilidade apresentada pelo desembargador Antonio Carlos Malheiros. “O Tribunal já mentiu para nós outras vezes. O projeto está tramitando há quase cinco anos. Agora, porque sairemos em greve ele será aprovado?”, afirmou.

Ele também atacou as reuniões que o TJ tem feito com o Banco do Brasil que servem, segundo ele, “apenas  para endividar, ainda mais, os servidores”. “Ao invés do Tribunal valorizar os seus funcionários pagando-lhes um salário digno, o Tribunal quer criar uma linha de crédito que, na verdade, é uma corda para o servidor se enforcar ainda mais. Se o TJ cumprir a Constituição, se o TJ aprovar o Plano de Cargos, se o TJ respeitar os seus servidores, não precisa de empréstimo. Não queremos favor contra nós, queremos os nossos direitos”.

Finalizou dizendo que “o Tribunal apenas se preocupa com os magistrados”. E convocou todos para que participem da greve. “Agora, está nas mãos da categoria. Acredito que depois desta reunião, se alguém tinha alguma dúvida sobre sair ou não em greve, não há mais nada a dizer. Ou paramos pelos nossos direitos ou ganharemos uma forca a curto prazo”, ironizou.