Archive for maio, 2010

Zico está de volta. Ganha o futebol!

Zico - Imagem do site Magia Rubronegrapor Sylvio Micelli

Com imensa alegria, o Brasil e o mundo receberam a notícia do retorno de Zico para o futebol. Ele será o novo executivo de futebol do Flamengo e sem remuneração. Foi um golaço da presidente Patrícia Amorim.

A informação veio do próprio Zico por meio de sua conta no Twitter. Em tempos de comunicação total das redes sociais, a notícia se espalhou numa velocidade absurda.

Arthur Antunes Coimbra foi o jogador mais completo que vi atuar. Seu único defeito foi nunca ter defendido o Corinthians, mas até aí, ninguém é perfeito.

Brincadeiras a parte, o Flamengo acertou em cheio. Há muitos anos, a equipe mais popular do Brasil (há controvérsias!) precisa deste, digamos, ânimo e nada melhor que contar com o seu maior jogador para esta empreitada. Zico terá um enorme trabalho pela frente, mas seu amor pelo Clube de Regatas Flamengo é inquestionável e compensará o sacrifício.

Sua capacidade, então, não se pode mensurar. Trata-se de um sujeito competente, sério, honesto, ou seja, um oásis no futebol de hoje. É um dos maiores jogadores do mundo e ainda ajudou a difundir o esporte no continente asiático. Por um acaso do destino não foi campeão do mundo nas copas que disputou (1978 / 1982 / 1986), mas isso não minimiza sua história.

Torço para que outros clubes ajam da mesma forma.

Aliás, Corinthians… quando o Sócrates será tratado como o gênio que foi?

Voltou o brilho da Fórmula 1?

F1 Official Logopor Sylvio Micelli

Acompanho corridas de Fórmula 1 desde o longínquo ano de 1979. Tinha 8 anos.

Era apaixonado pelo arrojo do Gilles Villeneuve e, por influência da famiglia italiana, era ferrarista. Os tempos eram outros e sei que muitos hão de criticar-me por aquilo que se convencionou chamar de saudosismo.

Para se ter uma ideia, em 1979 o campeonato era totalmente diferente do que ocorre mais de três décadas depois. O sistema de pontuação não era tão generoso como hoje. Apenas os seis primeiros pontuavam. O primeiro colocado ganhava nove pontos e o sexto, um pontinho. Isso tornava a disputa ainda mais acirrada. Uma outra curiosidade da época é que se contavam os pontos dos quatro melhores resultados nas sete primeiras provas e os quatro melhores resultados nas oito últimas provas.

Ainda lembro-me das vitórias de Jacques Laffite da saudosa Ligier nas provas da América do Sul que abriam a temporada daquele ano. Foram as corridas de Buenos Aires (dos tempos do inesquecível Carlos Reutemann) e aqui em Interlagos (São Paulo). Por sinal, durante muitos anos as provas disputadas no Brasil aconteciam em Interlagos e Jacarepaguá (Rio de Janeiro), alternadamente.

Nostalgia a parte, ao longo dos anos 80 e 90 vi as histórias construídas de grandes pilotos nacionais (com destaque para os tricampeonatos de Nelson Piquet e Ayrton Senna) e dos grandes concorrentes internacionais. São tantos nomes mas destaco, por gosto pessoal, Nigel Mansell, Niki Lauda, Alan Jones, Alain Prost, Gerhard Berger e Riccardo Patrese.

Nos anos 2000 habituei-me a ver a supremacia de Michael Schumacher e as chorumelas de um piloto, limitado e reclamão, chamado Rubens Barrichello.

Para quem está na faixa acima dos 30 anos deve se lembrar de como o couro comia com os pilotos dentro da mesma equipe. O exemplo máximo está nas duas decisões dos campeonatos de 1989 e 1990 que envolveram Alain Prost e Ayrton Senna para júbilo da McLaren. Naquela época, a equipe não interferia (ou pouco interferia) na disputa dos pilotos, independente do desfecho.

Num dado momento, para minha tristeza, justamente a Ferrari resolveu alterar os resultados das provas. O maior escândalo foi no GP da Áustria em 12 de maio de 2002. Para quem não se lembra, Barrichello liderava a prova e iria vencer, mas cedeu à pressão da equipe e permitiu a ultrapassagem de Schumacher no último metro de pista. Não vou entrar no mérito da atitude do Barrichello, porque cada um poderá ter uma opinião. A minha, obviamente, é crítica ao piloto brasileiro que, para mim, tornou-se desprezível.

Por esses e outros motivos fui esquecendo da Fórmula 1 nas manhãs dominicais.

Mas hoje, sabe-se lá porquê, vi a metade final do GP da Turquia. Duas cenas fizeram com que eu lembrasse daqueles tempos nostálgicos que relatei aqui. Primeiro, a disputa entre Sebastian Vettel e Mark Webber, ambos da Red Bull Racing. Tudo bem que o Vettel colocou, literamente, os pés pelas mãos, mas houve uma disputa entre pilotos do mesmo potencial e de uma mesma escuderia.

Logo em seguida, Lewis Hamilton e Jenson Button, ambos da McLaren, protagonizaram aquela cena clássica que estava esquecida no meu cérebro: a disputa palmo a palmo, o “X” e a troca de posições… Não tive como não lembrar, ainda mais em se tratando de McLaren das deliciosas disputas de Prost e Senna que causaram até incidentes diplomáticos!

Espero que a magia e a boa pilotagem tenham voltado à Fórmula 1. E tomara que as equipes não interfiram nos resultados e que se lembrem que os artistas são os pilotos.

Estarei ligado, desde o início, no próximo GP que ocorre no Canadá em 13 de junho e cujo autódromo leva o nome de Gilles Villeneuve, aquele mesmo louco que prendia a minha atenção naqueles domingos da minha infância.

Por absoluta maioria, Greve dos Servidores do Judiciário de São Paulo continua

Assembleia de Servidores na Praça João Mendes em 26 de maio de 2010 - Foto: Sylvio Micelli (Assetj)por Sylvio Micelli / ASSETJ

Aconteceu na tarde desta quarta (26), mais uma Assembleia Geral Estadual dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na Praça João Mendes no Centro da Capital. Os cerca de 7 mil funcionários presentes decidiram, quase por unanimidade, manter a greve iniciada no último dia 28 de abril.

O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze defendeu a continuidade do movimento pelo fato de nada ter mudado em relação à semana passada. “O Plano de Cargos foi sancionado pelo governador Alberto Goldman, mas isso não pode ser moeda de troca. Nossa luta sempre foi e continua sendo pela reposição salarial de 20,16% e em relação a isso não houve mudanças e a greve tem que continuar”, afirmou. Gozze ainda deu informações sobre dúvidas de servidores em relação às faltas. “As entidades tomaram todas as medidas jurídicas para garantir o exercício de greve”, informou.

Em seguida, outros presidentes e representantes de entidades se manifestaram. A defesa da continuidade da greve foi quase unânime.

Com as propostas em votação, a absoluta maioria optou por continuar a greve que chega hoje ao seu 29º dia. Ao final, os presentes encerram a Assembleia em frente ao Palácio da Justiça, sede do Judiciário paulista gritando palavras de ordem.

Outra proposta importante que foi aprovada é que o conjunto das entidades vai dar suporte aos representantes de prédios para piquetes e todo o movimento o que, por sinal, já vinha sido feito.

É sempre importante destacar que a principal de reivindicação dos Servidores do Judiciário é a reposição total das perdas salariais num montante de 20,16% advindos do descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do TJ. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que também não foi paga. A reposição salarial anual é um mandamento constitucional (Artigo 37, X da CF).

Nova Assembleia Geral está marcada para o dia 02 de junho, próxima quarta-feira, às 14 horas, mais uma vez na Praça João Mendes.

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Sylvio Micelli

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