Redes Sociaispor Sylvio Micelli

Na última segunda-feira, dia 31 de maio, houve uma fracassada tentativa do QuitFacebookDay. Se você não sabe do que se trata, foi um movimento na Internet para que usuários do mundo inteiro saíssem da rede social Facebook, uma das maiores e mais importantes do planeta. O motivo foi a pequena (ou nenhuma) segurança na manutenção de dados dos seus usuários. Segundo o próprio site http://www.quitfacebookday.com/, não chegou a 40 mil o número de “suicidas”, um número irrisório diante de 500 milhões de usuários que o Facebook tem.

Ao menos o QuitFacebookDay jogou luz numa antiga discussão sobre a segurança das redes sociais que crescem vertiginosamente nos últimos anos, principalmente a partir do surgimento do microblog Twitter.

Eu, particularmente, sou usuário frequente e adepto das principais redes sociais. Por sinal, uso as redes antes mesmo da criação do termo. Quem estiver próximo dos 40 anos há de se lembrar das primeiras incursões sociais da Internet como os mensageiros instantâneos mIRC e ICQ, que sobrevivem e até renasceram em tempos de orkut, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube, Flickr e outras dezenas e centenas de redes com maior ou menor expressão.

Em relação às redes tenho duas opiniões bem formadas:

1. se você quer total privacidade esteja longe delas. Longe mesmo! Nem entre. Hoje, com um clique no Google você será achado independente de qualquer coisa;

2. quem faz sua privacidade na rede é você. É um recado velho e roto, mas nada de colocar informações pessoais que podem cair em mãos indevidas.

3. Usando um termo do internetês, “No hard feelings”, ou seja, caiu na rede dançou. Escreveu bobagem, falou o que não devia, deu uma opinião que não caiu bem… já era. Já tivemos jornalista de grande revista demitido, publicitário demitido, apresentador de programa de TV  estressado com críticas… Este é o lado B das redes sociais.

A questão prática é a seguinte: se você tem medo, não entre. Se você acha que pode colocar fotos de casa, carro e tudo mais, também não entre. Você será um alvo fácil no mundo virtual acessado por milhões de pessoas neste exato momento.

Por outro lado, relembrando um antigo comercial de uma companhia de água, “sabendo usar não vai faltar”. Se você tiver consciência e um pouco de bom senso, for relevante ainda que para um grupo restrito de pessoas, entre. As redes sociais são perfeitas para novas amizades e oportunidades neste mundo que está aí em suas mãos, apenas com um clique.

Acompanhe o jornalista Sylvio Micelli nas seguintes redes sociais:

TWITTERFACEBOOKORKUTBLIP.FMLINKEDINYOUTUBE