Alemanha e Inglaterra: o melhor jogo da Copa… e com vários lances para a história


por Sylvio Micelli

Alemanha e Inglaterra acabaram de protagonizar o melhor jogo desta fraca Copa do Mundo. A vitória alemã por 4 a 1 é incontestável. Tem melhor equipe que os ingleses e um contra-ataque mortal. Aliás, é uma injustiça para o futebol, ter um jogo deste nível numa “simples” disputa de oitavas-de-final. Fosse a Commembol, para o bem ou para o mal, seria inventada uma regra em que campeões do mundo não poderiam se enfrentar numa “partidinha mixuruca” dessas.

Mas há vários lances que entram para a história. O primeiro gol da Alemanha nasceu de um tiro de meta. O goleiro Neuer cobra com força. A bola viaja por 90 metros. O fantástico Klose protege a bola, ganha de Upson e bate na saída de James. Seu gol, o 12º em copas do Mundo, faz com que ele empate com Pelé em copas. Isso não é pouca coisa. Não se toma gol vindo de um tiro de meta. Nem na várzea. Ainda mais numa Copa do Mundo.

A Alemanha já vencia por 2 a 1, com gols de Podolski para os germânicos e Upson para os britânicos, quando a Inglaterra empata. O genial Lampard coloca de longe, por cobertura e a bola bate no travessão. Entra e sai do gol. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda não vê nada e manda seguir.

Pausa para a história. Final da Copa de 1966 na Inglaterra, em 30 de julho, no templo de Wembley. Depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal, no primeiro tempo da prorrogação o artilheiro Hurst bate. A bola quica na linha e nunca saberemos ao certo se a bola entrou ou não. Há um entendimento de que a bola não entrou, mas é importante ressaltar que 44 anos atrás não tínhamos dezenas de câmeras nem redes sociais.

Seja como for, o suiço Gottfried Dienst validou o gol inglês. Hurst faria, ainda, 4 a 2 para a alegria da terra da raínha.

Jorge Larrionda não validou o golaço de Lampard e a Inglaterra provou do próprio veneno de quatro décadas atrás.

Perdendo por 2 a 1, os ingleses foram para cima. Bateram faltas em barreiras alemãs e em rápidos contra-ataques a Alemanha matou o jogo. Destaque para o meia Mesut Özil, um baixinho genial que é um verdadeiro motor Mercedes-Benz na seleção.

O golaço de Lampard entrará para a história dos não-gols que comentaremos nos botecos vida a fora.

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1 Response

  1. 1 de agosto de 2010

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