por Sylvio Micelli / ASSETJ (*)

Após as cenas de violência da Polícia Militar, vinculada à presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, durante a Assembleia Geral de Servidores do Judiciário realizada ontem (07), é importante conhecer como o trabalho é desenvolvido. Afinal, conhecimento é tudo. Então, dá próxima vez que nós, servidores, tomarmos porrada já saberemos, na teoria, do que se trata. Na prática, aprendemos nesta quarta-feira.

Saiba como a PM do TJ-SP, que agride servidores desarmados age:

Gás lacrimogêneo é um nome genérico dado a vários tipos de substâncias irritantes da pele, tais como o brometo de benzilo, ou o gás CS (o-clorobenzilideno malononitrilo); olhos (pode causar cegueira  temporária) e vias respiratórias. O uso crescente do gás lacrimogêneo, pela polícia e exército, como arma de “controle de multidões” deveu-se ao fato de, supostamente, ser capaz de dispersar multidões sem causar efeitos letais (mortes). Os primeiros estudos clínicos mostravam que o gás causava irritação e mal-estar e em concentração controlada era incapaz de deixar marcas ou causar óbitos. Por isso era chamado de arma “não letal”. Porém, em crianças de colo o efeito pode ser consideravelmente perigoso. Gases lacrimogênios populares são os irritantes oculares CS, CN e CR, e o irritante respiratório aerosol de pimenta.

O “spray” de pimenta ou gás-pimenta é um agente lacrimogênio (composto químico que irrita os olhos e causa lacrimejo, dor e mesmo cegueira temporária) usado pelas forças de segurança para controle de distúrbios civis ou mesmo, em alguns países, para defesa pessoal. Geralmente é obtida com o extrato de pimenta natural e acondicionada em sprays ou bombas de efeito moral. O gás pimenta atua nas mucosas dos olhos, nariz e da boca, causando irritação, ardor e sensação de pânico. Geralmente, o principio ativo é o “Oleoresin Capsicum”, que é uma mistura entre o principio ativo natural da pimenta, a capsaicina ou “Capsicum”, obtido da pele da semente (que também é um anestésico natural), que é o que causa o ardor, com uma espécie de óleo sintético, para dificultar a retirada do produto. Por isso quando uma pessoa é atingida, não é efetivo em retirar o produto a lavagem com água da área atingida.

A Bala de Borracha é geralmente utilizadas para conter tumultos violentos ou manifestações onde a intenção é de dispersar a turba. É como uma munição normal, ela tem uma cápsula com pólvora para impulsioná-la e uma ponta – a parte que atinge o alvo. A diferença é que a ponta não é de metal como nas munições comuns, mas de borracha. A vantagem desse material é que ele não perfura a pele. Mas a munição de borracha pode causar ferimentos graves se atingir o rosto ou até mesmo ser fatal em pontos como a garganta. Por isso os tiros só devem ser dados na direção das pernas. No caso da PM do TJ-SP, os tiros foram dados na altura do tórax como fotos já amplamente divulgadas. Uma bala de borracha consiste de um projétil de látex. O nome técnico desse tipo de munição é elastômero e pode apresentar-se em vários formatos e tipos. Basicamente é encontrado no calibre 12gauge, podendo constituir-se de projétil singular ou em vários fragmentos.

Cassetete, porrete, porra, clava ou bastão é um tipo de taco ou bastão, mais grosso numa das extremidades e geralmente feito de algum material sólido – podendo ser de madeira, pedra, ou metal – normalmente utilizado para fins de necessária força física ou em batalhas de estilo corpo-a-corpo, em especial pelas forças policiais. Seu nome vem do francês “casse-tête”, que significa literalmente “quebra-cabeça”. É um bastão utilizado por policiais ou militares, podendo ser usado também para segurança pessoal.

Agora, meus colegas, vocês já aprenderam na teoria, aquilo que aprenderam na prática.

N.R.: Caso você tenha fotos ou vídeos da “aula” demonstrada pela PM do TJ-SP por favor envie-nos! É sempre um aprendizado importate. Mande para o e-mail imprensa@assetj.org.br.

Texto: Sylvio Micelli – Fonte: Wikipedia e sites especializados