Arquivar para setembro, 2010

Pós-Greve: TJ-SP altera data da reunião com a Comissão Salarial

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Conforme e-mail enviado a todas as Entidades representativas de Servidores do Judiciário, no final da tarde desta quarta (29), o desembargador Antonio Carlos Malheiros alterou a data da reunião que ocorreria na próxima quarta, dia 06.

A reunião acontecerá no próximo dia 07 de outubro, quinta-feira, às 17 horas no Prédio 9 de Julho.

É importante lembrar que esta reunião servirá para avaliar a Lei Orçamentária para o ano de 2011, que deve ser encaminhada pelo Governo do Estado de São Paulo até esta quinta, dia 30 de setembro.

Confira o teor do e-mail:

“29 de setembro de 2010 18:56
Assunto: Reunião_servidores_desMalheiros

Prezados senhores,

Em atendimento à solicitação do desembargador Antonio Carlos Malheiros, informo que a reunião agendada para o dia 6/10 foi transferida para o dia 7/10 (5ª feira), às 17 horas, no auditório do Prédio 9 de Julho (Gabinete dos Desembargadores – Direito Privado), rua Conde de Sarzedas, 100.

Att,

Rosangela Sanches
Assessora de Imprensa”

Dois artigos do jornalista Sylvio Micelli são publicados no Observatório da Imprensa

O site Observatório da Imprensa, especializado na visão crítica do trabalho da mídia, publicou dois artigos do jornalista Sylvio Micelli:  “Liberdade de imprensa e a imprensa liberta” e “O pobre menino rico”.


No primeiro artigo, Micelli faz uma análise das atuais discussões sobre o comportamento da grande mídia, critica reportagem da Revista Veja e destaca o crescimento da chamada mídia alternativa, alicerçada por blogues e redes sociais, como forma de equilibrar a prática do Jornalismo no Brasil.

No segundo artigo, o jornalista comenta as discussões que envolveram o caso Neymar criticando a postura do atleta e da diretoria do clube que preferiu demitir o técnico a dar o suporte psicológico necessário ao jogador.


Para publicação no site do OI, ambos os textos foram adaptados ao formato do portal.

O Observatório da Imprensa é uma iniciativa do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É um veículo jornalístico focado na crítica da mídia, com presença regular na internet desde abril de 1996.

Nascido como site na web, em maio de 1998 o Observatório da Imprensa ganhou uma versão televisiva, produzida pela TVE do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo, e transmitida semanalmente pela Rede Pública de Televisão (confira a grade horária no site do programa).

Em maio de 2005, o Observatório da Imprensa chegou ao rádio, com um programa diário transmitido pela rádio Cultura FM de São Paulo, rádios MEC AM e FM do Rio de Janeiro, e rádios Nacional AM e FM de Brasília. Os áudios dos programas, na forma de um blog, estão disponíveis no site do OI.

Leia o artigo “Liberdade de imprensa e a imprensa liberta” no site Observatório da Imprensa

Leia o artigo “O pobre menino rico” no site Observatório da Imprensa

Leia o artigo “Liberdade de imprensa e a imprensa liberta” no blog do jornalista Sylvio Micelli

Leia o artigo “O pobre menino rico” no blog do jornalista Sylvio Micelli

Neymar: o pobre menino rico

por Sylvio Micelli

Imagine a seguinte situação: você, trabalhador, comete um ato de insubordinação em seu trabalho. O resultado, no geral, pode ser a demissão por justa causa. Caso você seja do serviço público, certamente será instaurado um processo administrativo que poderá, também, resultar numa demissão a bem do serviço público. No mínimo, uma severa punição acontecerá.

No maravilhoso mundo das estrelas do futebol é diferente. Um ato de desrespeito é visto como uma “molecagem” e o superior hierárquico – no caso o técnico – é transformado no algoz da situação. Foi exatamente isso que aconteceu no caso envolvendo o jogador Neymar do Santos Futebol Clube e o técnico Dorival Júnior.

Neymar cometeu uma dupla infração. Desrespeitou o capitão de sua equipe – o atleta Edu Dracena – bateu boca e xingou o treinador ao ter sido preterido numa cobrança de pênalti num jogo que já estava resolvido para a sua equipe.

Inicialmente, o clube multou o atleta. O treinador desrespeitado quis puní-lo com a suspensão por algumas partidas e todas as declarações que li e ouvi de Dorival Júnior foram no sentido de que o jogador refletisse sobre o seu ato. Neymar ficou ausente de um jogo, mas no seguinte, diante do Corinthians, a corda arrebentou do lado mais fraco. A diretoria do Santos, até então tida e havida como moderna, rendeu-se ao amadorismo habitual dos cartolas do futebol e ao invés de demonstrar seriedade, optou por dispensar o técnico. Achei “interessante” a nota do clube ao afirmar que o técnico teria “quebrado a hierarquia”. Afinal, quem quebrou a hierarquia primeiro…

O caso Neymar X Dorival rendeu muitas páginas na mídia esportiva e a maioria passou a mão na cabeça do jogador. Neymar foi analisado como um garoto que ainda precisa amadurecer. Cheguei até a ler um texto que o considera um clássico representante da chamada Geração Y, esta formada pela molecada que já nasce com o mouse nas mãos a navegar pela Internet.

O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, também foi criticado por não convocar o atleta para amistosos, logo depois do ocorrido.

É preciso ter a ideia clara de que Neymar errou. E não foi um ato isolado. Ele já havia se envolvido em outras confusões, tanto em partidas de futebol, como no seu dia-a-dia. Endossar seus atos é apenas piorar a situação.

Outro fato lamentável que devo salientar é que, ao reduzir o ato de Neymar a uma mera “molecagem”, e este sendo ídolo de sua geração, induz-se a criançada a acreditar que desrespeitar é legal e no final, se você for competente naquilo que fizer, tudo estará resolvido.

Falta ao atleta um apoio psicológico que deveria ser obrigação de qualquer clube que se preze. A maioria dos jogadores vem das camadas mais pobres da sociedade e, de repente, por competência, dom e magia, tornam-se milionários da noite para o dia. Nem sempre (quase nunca) contam com o apoio da família e não sabem lidar com dinheiro, fama e os novos “amigos” que aparecem nessas horas.

É sempre bom lembrar que na história do mundo tivemos ditadores, déspotas e seres com desvio de caráter diversos que foram muito competentes naquilo que fizeram. E isso foi péssimo para a humanidade.

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