A zebra é o colorido do futebol

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Meus amigos tricolores do Canelada, bem como o mestre, gênio e guru Nelson Rodrigues, lá do céu (ou próximo) devem estar embasbacados, doídos, emputecidos. Quem poderia, em sã consciência imaginar que o Fluminense, atual campeão brasileiro, fosse ser derrotado pelo Boavista, clube com pouco mais de 6 anos de existência, da simpática Saquarema na região dos Lagos do não menos querido estado do Rio de Janeiro.

Pois é. Como já dira meu avô, futebol são 11 homens contra 11 homens e o Boavista, em pleno Engenhão, derrotou o Fluminense nos pênaltis por 4 a 2, após empate em 2 a 2 no tempo normal, neste sábado, e assegurou vaga na final da Taça Guanabara que é o primeiro turno do Campeonato Carioca. Disputará a final contra Flamengo ou Botafogo.

A zebra é algo que machuca o torcedor. Além do sarro dos adversários, o imponderável no futebol sempre faz suas vítimas e transforma estas páginas trágicas em história. Quem poderia acreditar que o Palmeiras fosse desclassificado pelo ASA de Arapiraca na Copa do Brasil de 2002, ou que o São Paulo perdesse uma final de Libertadores da América para um limitado Vélez Sarsfield em 1994 em pleno Morumbi? E o recente caso de Tolima e Corinthians? Em que pese o meu alvinegro ter campanhas ruins na competição sulamericana, muitos anticorinthianos torceram para a equipe colombiana, mas poucos acreditariam no que viria a acontecer.

Entretanto, paradoxalmente, a zebra é que faz o futebol ser adorável. Em outros esportes, os melhores sempre vencem, como o caso do basquete norte-americano, apenas para citarmos um exemplo. Nas disputas de voleibol, sempre observamos as mesmas seleções disputando e vencendo. Fica algo chato e enfadonho.

Entre os anos 70 e 80, a zebra ganhou vida no dominical “Fantástico” da Rede Globo. Léo Batista, o mais antigo apresentador em atividade na televisão brasileira, apresentava os resultados da Loteria Esportiva, acompanhado da simpática Zebrinha criada pelo caricaturista Borjalo. Durante 13 anos, a Zebrinha mostrava os resultados e soltava um “Olha eu aí! Zêêêbra!!!”, quando o “Sobrenatural de Almeida”, outra criação de Nelson Rodrigues entrava em campo.

Só o futebol propicia momentos assim.

Mas força, Flu, que a Taça Rio, logo, logo está aí.

E, desde já, torço para que o Boavista seja campeão estadual do Rio de Janeiro de 2011!

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1 Response

  1. 20 de fevereiro de 2011

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