Bolsonaro e a arte de gastar vela com defunto ruim
- 2011/março/31
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por Sylvio Micelli
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), com a devida vênia, é um babaca. Sempre foi. Egresso das sombras do regime militar ele é nazista, fascista, racista e homofóbico. Ou seja, um perfeito imbecil, se é que alguém pode ser perfeito em algo.
Bolsonaro, porém, não está só. Seus filhos seguem seus passos na política do estado do Rio de Janeiro que, paradoxalmente, sempre teve a mente aberta. Carlos foi o vereador mais jovem eleito na história do país, com apenas 17 anos. Flávio, deputado fluminense desde 2003, pasmem, preside a Comissão Especial de Planejamento Familiar. O pai está na sexta legislatura na Câmara dos Deputados. Não é pouca coisa.
Presto todas essas informações para reiterar que a Família Bolsonaro virou “grife”, tem até blog na Internet e não está só. Há um nicho (nada pequeno) do eleitorado que comunga dos “ideais” de extrema direita defendidos pelo pai, em Brasília, e por sua prole no Rio. Para quem não sabe, há duas décadas em Brasília, Jair Bolsonaro foi o 11º deputado federal mais votado com quase 121 mil votos, o que equivale a 1,5% do eleitorado fluminense. Repito: não é pouca coisa.
A questão principal, nesta confusão toda, ainda não foi abordada e muita vela se tem gasto com o defunto ruim que Bolsonaro é. Ele está tendo, sem merecer, uma grande mídia nacional que pode ampliar o poder de suas declarações estúpidas e decrépitas.
Parlamentares de mente oxigenada protocolaram pedidos contra ele, petições online surgem pela Internet e, bem provável, teremos
atos públicos contra o parlamentar. Tudo válido e democrático, sem dúvida, mas de pouca resolutividade.
Bolsonaro tem a maldita im(p)unidade par(a)lamentar e, dificilmente, algo acontecerá com ele que já até chamou uma deputada de “vagabunda” diante das câmeras de TV.
A entrevista de Bolsonaro no CQC da última segunda, e que gerou todas essas discussões, só demonstrou ao País que o preconceito, qualquer que seja ele, ainda é tratado de forma hipócrita, camuflada, mesmo com as dezenas de ONGs e instituições a defender as minorias.
Bolsonaro é apenas a ponta do iceberg. Tem muito mais lixo com a mesma opinião. E isso só será revertido por meio de educação, punições severas e cumprimento da lei.
A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) implementou, em 2011, mais uma importante prestação de serviço. Trata-se do ASSETJ Facilita. A intenção, como o próprio nome diz, é facilitar a vida do associado. Foi a criação de um departamento que visa auxiliar o associado em suas demandas junto ao Setor de Recursos Humanos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e outras, tais como, saúde, social e jurídico.
A sede campineira da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) está disponibilizando ônibus para todos os servidores da Cidade Judiciária de Campinas, Foro Distrital da Vila Mimosa e adjacências, que desejarem participar do Ato Público “Chega de Mentira”, que acontece nesta sexta-feira na Capital.