O corinthiano Ayrton Senna, 17 anos depois


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Há dezessete anos (sim! também me assustei como o tempo passa!) morria Ayrton Senna da Silva, um dos maiores pilotos da história do Brasil.

Eu me lembro muito bem. Foi num domingo assim, ensolarado, que de óculos escuros após a balada da noite anterior (sim, eu ainda ía em baladas), que vi, atônito, Senna se esborrachar no muro de Ímola, naquela maldita e fatídica curva Tamburello. Eu e o mundo perguntávamos se seria possível acontecer aquilo. Não podíamos crer que um piloto daquele porte, um profissional exímio, tivesse aquele fim tão trágico.

Mas aconteceu. E de nada adianta lastimar. A morte, assim como a derrota, são órfãs. Buscamos respostas, mas todas em vão.

Senna foi e sempre será, um dos maiores esportistas do mundo. Tricampeão mundial de Fórmula 1, num tempo em que a concorrência era muito mais acirrada, ele foi além. Para mim e muitos de meus amigos, era o único cara que fazia com que acordássemos cedo aos domingos (ou nem dormíssemos) para ver mais uma disputa com Alain Prost, Nigel Mansell e tantos outros. De caráter íntegro, bom moço, deixou de legado uma fundação que leva o seu nome e que presta o bem às crianças carentes.

Para nós, corinthianos, Senna ainda tinha esta qualidade. Fiel Torcedor confesso era comum vê-lo com o manto alvinegro pelos autódromos do mundo.

Então, meu caro Senna, de onde você estiver e sei que você só pode estar ao lado Dele, dê uma força ao nosso Coringão logo mais. Esse time que você amou e cuja torcida jamais te esquece. Faça com que o time, num dos jogos mais importantes do ano, lembre você nas corridas da vida.

Que o goleiro Julio Cesar, já recuperado da falha da semana passada, use as mãos com a firmeza e a destreza que você usava e que desvie as bolas palmeirenses, da mesma forma como você fazia pelas curvas ultrapassando os retardatários que teimavam em ficar à sua frente.

Que o Alessandro, nosso valente lateral direito, seja igual ao seu Toleman no GP de Mônaco em 1984. Um carro, que ainda limitado, pode dar muita dor de cabeça aos adversários.

Que Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos sejam os freios dos ataques palestrinos e que se o Valdívia inventar de chutar o vácuo, que usemos o vácuo a nosso favor, em mais um ataque, como você fazia tão bem na “orelha” do Alain Prost.

Que Ralf, Paulinho, Bruno César acelerem ao máximo nas retas e nas avenidas do nosso tão querido Pacaembu, deixando para trás qualquer meio de campo ou lateral adversário.

Que Jorge Henrique e Dentinho façam as manobras audaciosas com as quais você conquistou o mundo e que enlouqueçam a defesa palmeirense.

E que Liédson, nosso Senna no ataque, esteja à frente para mais uma bandeirada com a vitória consagradora.

Tudo isso extensivo aos reservas que entrarem. Que eles levem o nome, a raça, a gana, a garra do Corinthians durante os minutos que for, igual você que não desistia da corrida até que ela acabasse.

E que ao final, exaustos, mas vitoriosos, possamos cantar o Hino da Vitória mais uma vez!

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