Sem merecer, Corinthians vence Palmeiras nos pênaltis e faz final no Paulistão

Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Leandro Quesada e Alexandre Praetzel
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Leandro Amaro (52′)

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Willian (64′)

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Decisão de pênaltis

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Foi do jeito mais difícil, mais sofrido, mais Corinthians. O alvinegro venceu o Palmeiras nos pênaltis por 6 a 5, depois de empate em um gol no tempo normal e se classificou para a final do Campeonato Paulista 2011, em jogo que aconteceu nesta tarde no Pacaembu, em São Paulo.


A arbitragem

Nego-me a ir muito além nos comentários sobre a arbitragem. Quem provocou a semana inteira foi o time do Palmeiras, potencializado diga-se de passagem, pela mídia que gosta de ver sangue. Falou-se sobre a “propriedade” do Pacaembu, reduziu-se a quantidade de ingressos para a torcida corinthiana e questionou-se a capacidade do árbitro. E tudo isso veio da Sociedade Esportiva Palmeiras. Então, que eles se manifestem. Claro que nossos adversários vão usar do mesmo discurso de sempre, aquela cantilena enfadonha e mentirosa, de que o Corinthians é beneficiado etc e tal.
Só posso dizer que, pelo que entendo de futebol, o Kléber mais reclamou que jogou. Ter tomado apenas um amarelo ficou no barato. Danilo fez uma falta criminosa e até sua mãe o expulsaria e Felipão, como sempre, quis apitar a partida. Se houve erro que tenha beneficiado o Corinthians, Ralf deveria ter tomado um cartão amarelo no lance que antecedeu a expulsão de Danilo, por falta em Kléber, não marcada. E Tite deveria ter sido expulso por bater boca com Felipão. Expulsão essa que nos beneficiaria. No final do jogo, o Corinthians somou cinco cartões amarelos contra um único de Kléber e o vermelho de Danilo… E aí, que cada um tire suas próprias conclusões.


O jogo

A verdade é que o Corinthians jogou muito mal. Cheguei a twittar, ao longo da partida, que o Timão estava jogando como timinho e merecia perder.

Quando o jogo começou, estranhamente observei o Palmeiras muito nervoso, pilhado mesmo, como se fosse a decisão do título. Os primeiros dez minutos não houve futebol, apenas faltas. Quando o futebol entrou em campo, o Verdão quase abriu o placar. Valdívia arriscou um chute de longe, Julio Cesar espalmou. Luan pegou o rebote, chutou cruzado e Rivaldo, atrasado, quase marcou. Pouco depois, novo chute de Valdívia em contra-ataque de Cicinho e Julio Cesar mandou para escanteio.

Na metade do primeiro tempo, a bola puniu (ela sempre pune) Valdívia. Bizarramente, ele errou um chute no vácuo, similar aos que foram motivo de discussão nos últimos dias e saiu de campo contundido sendo substituído por Leandro Amaro. Enquanto isso, Danilo fez falta violenta em Liédson e foi expulso direto. Com os nervos a flor da pele, o técnico Luiz Felipe Scolari começou a bater boca com o quarto árbitro, com o árbitro e com o técnico Tite e acabou sendo expulso. Cicinho seria uma nova baixa palmeirense ainda no primeiro tempo e deu lugar para João Vítor.

Mesmo com o Palmeiras jogando com dez atletas, o Corinthians não soube tirar aproveitar a vantagem. Heroicamente, ressalte-se, o Palmeiras se segurou na defesa e o primeiro tempo terminou 0 a 0. Na primeira etapa, a rigor, o Timão teve dois lances mais “agudos”: uma falta batida por Bruno César que quase encobriu Deola e uma cabeçada de Liédson, que esteve o tempo todo apagado, e que o goleiro alviverde mandou para escanteio.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou mais forte e parecia que era o Corinthians que jogava com um homem a menos. Logo no começo, Julio Cesar operou um milagre, buscando no ângulo, uma falta batida por Marcos Assunção. No escanteio, gol do Palmeiras. Marcos Assunção cruzou na primeira trave e Leandro Amaro cabeceou para o fundo do gol.

Com o resultado adverso, o sonolento técnico Tite teve que mudar a equipe e, mais uma vez, brilhou sua estrela. O primeiro que saiu (e não gostou) foi Dentinho para a entrada de Willian. Em seguida, o lateral direito Alessandro deu lugar a Luis Ramírez. E foi Willian quem empatou a partida. Após cruzamento na área, Willian cabeceou, a bola passou por Deola e Leandro Amaro que ainda tentou tirar de dentro do gol. 1 a 1 no Pacaembu. Tite ainda tiraria Bruno César e colocaria Morais. No Palmeiras, Tinga deu lugar a Patrik.

O empate empurrou o Palmeiras para cima do Corinthians que ainda teve duas chances claras de vencer a partida. Julio Cesar espalmou chute de Luan num lançamento perfeito de Marcos Assunção e o mesmo Assunção bateu uma falta que resvalou o travessão no final da partida.


Julio Cesar fez a diferença

O goleiro corinthiano, criticado a semana inteira pela falha contra o Oeste, merece todos os votos de louvor. Salvou o time e salvou Tite durante os noventa minutos. Na cobrança de pênaltis, o arqueiro corinthiano mostrou competência ao defender a única bola possível depois de onze cobranças perfeitas de ambos os lados e sobrou para o jovem João Vítor. Kléber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan e Thiago Heleno marcaram para o Palmeiras. Pelo Corinthians, Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais e Ramírez obtiveram um aproveitamento de 100% e ainda bem que “São” Marcos estava na reserva.

E estranhamente, o Corinthians calou o Pacaembu…


As finais

Diante do Santos, com esse futebol medíocre, o Corinthians perde o campeonato na primeira partida. Mas, enfim, chegamos a mais uma final.

Contra o alvinegro praiano, o Corinthians precisa entrar em campo e jogar bola. O time se apequenou hoje diante de um irritado Palmeiras e contou com a competência de Julio Cesar e a sorte. São Jorge nunca esteve tão presente e acho que Ayrton Senna ouviu minhas preces.

Enfim, aguardemos as feridas lambidas, as verdades que serão ditas. O primeiro jogo da final é no domingo em São Paulo. O Santos leva a vantagem de decidir em casa, por ter melhor campanha no cômputo das três fases.

Como não sou de fazer média, em que pese acharem o contrário, acho que a equipe de Vila Belmiro é favorita ao bicampeonato. Mas, deste lado tem o Corinthians. E isso é muito importante.


SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS 1 [5] X 1 [6] SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu,
São Paulo (SP)

Árbitro: Paulo César de Oliveira
Assistentes: Vicente Romano Neto e Alex Alexandrino
Assistentes Adicionais: Cleber Wellington Abade e
Antonio Rogério Batista do Prado

Público: 33.861 pagantes (35.874 torcedores)
Renda: R$ 949.236,00

Cartões amarelos: Kléber [P]; Alessandro, Fábio Santos,
Bruno César, Ralf, Leandro Castán [C]

Cartão vermelho: Danilo [P]

Gols: Leandro Amaro [P] (52′); Willian [C] (64′)

Gols na decisão por pênaltis: Kléber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan e Thiago Heleno [P]; Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais e Ramírez [C]

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (João Vitor), Thiago Heleno, Danilo e Rivaldo; Marcos Assunção, Márcio Araújo, Tinga (Patrik) e Valdívia (Leandro Amaro); Luan e Kléber
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro (Luis Ramírez), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian) e Liedson
Técnico: Tite

Ficha técnica by Gazeta Esportiva.Net

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