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Já são 19 deputados que assinaram o pedido de CPI do Judiciário

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Na primeira semana foram seis. Na segunda, 13. Agora já são 19. O número de parlamentares que assinaram o pedido para a instação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário paulista tem crescido paulatinamente. O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), autor do pedido, comemorou durante a Assembleia Geral dos Servidores do Judiciário que aconteceu na Praça João Mendes nesta quarta (07). “Mesmo com o recesso da Assembleia, muitos deputados tem vindo de suas bases para assinar o pedido de CPI, graças a pressão de vocês”. O parlamentar informou que até deputado da base governista já assinou o pedido.

Dos 19 deputados que assinaram o pedido temos 13 do PT, os dois parlamentares do PSOL, o parlamentar do PC do B, um do PDT, a parlamentar do PR e um deputado do PSDB. Confira a lista abaixo.

Para instalar o pedido de CPI na Assembleia Legislativa são necessárias 32 assinaturas, o que equivale a um terço do parlamento.

Mesmo no período de recesso parlamentar você, servidor, pode e deve ajudar. Este é o momento em que os parlamentares estão em suas bases eleitorais. Forme um grupo de servidores, visite o escritório regional e pressione. As eleições estão aí. E o voto é a única arma de que dispomos.

Lembremos da frase de Eça de Queirós (foto), repetida diversas vezes pelo deputado Major Olímpio Gomes em nossas assembleias:

“Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.”

Confira a lista com os 94 deputados de São Paulo e suas bases eleitorais

Baixe a lista com o e-mail de todos os deputados

Parabéns aos 19 que já assinaram!

Adriano Diogo
Partido: PT
Área de Atuação: Diversas
Base Eleitoral: Capital
Contato: adiogo@al.sp.gov.br

Ana do Carmo
Partido: PT
Área de Atuação: Movimentos Populares
Base Eleitoral: Grande ABC (ABCDMRR)
Contato: anadocarmopt@al.sp.gov.br

Ana Perugini
Partido: PT
Área de Atuação: Assuntos Jurídicos
Base Eleitoral: Hortolândia e região
Contato: aperugini@al.sp.gov.br

Beth Sahão
Partido: PT
Área de Atuação: Agricultura e Pecuária, Criança e Adolescente, Gênero e Raça, Obras e Serviços Públicos, Social
Base Eleitoral: Catanduva, Novo Horizonte, São José do Rio Preto, Mirassol e região
Contato: bsahao@al.sp.gov.br

Carlinhos Almeida
Partido: PT
Área de Atuação: Diversas
Base Eleitoral: São José dos Campos e região do Vale do Paraíba
Contato: carlinhos@carlinhos.org

Carlos Giannazi
Partido: PSOL
Área de Atuação: Cidadania, Cultura, Educação, Funcionalismo Público
Base Eleitoral: Capital
Contato: carlosgiannazi@uol.com.br

Fausto Figueira
Partido: PT
Área de Atuação: Cidadania, Meio-Ambiente, Saúde, Segurança Pública, Transportes
Base Eleitoral: Baixada Santista
Contato: fausto@faustofigueira.com.br

Hamilton Pereira
Partido: PT
Área de Atuação: Agricultura, Educação, Relações do Trabalho, Saúde, Segurança Pública
Base Eleitoral: Sorocaba e região
Contato: hpereira@al.sp.gov.br

José Cândido
Partido: PT
Área de Atuação: Religião, Sindicalismo
Base Eleitoral: Alto Tietê, Suzano
Contato: josecandido@al.sp.gov.br

José Zico Prado
Partido: PT
Área de Atuação: Agricultura, Movimentos Sociais, Sindical, Transportes
Base Eleitoral: Capital
Contato: jprado@al.sp.gov.br

Maria Lúcia Prandi
Partido: PT
Área de Atuação: Agricultura, Criança e Adolescente, Meio-Ambiente, Pesca, Promoção Social
Base Eleitoral: Baixada Santista e Capital
Contato: mlprandi@al.sp.gov.br

Olímpio Gomes
Partido: PDT
Área de Atuação: Assuntos Jurídicos, Comunicação, Educação Física, Segurança Pública
Base Eleitoral: Capital
Contato: molimpio@al.sp.gov.br

Patrícia Lima
Partido: PR
Área de Atuação: Assuntos Jurídicos
Base Eleitoral: Capital
Contato: patricialima@al.sp.gov.br

Pedro Antonio Bigardi
Partido: PC do B
Área de Atuação: Habitação, Meio-Ambiente, Planejamento Urbano
Base Eleitoral: Jundiaí
Contato: pabigardi@al.sp.gov.br

Pedro Tobias
Partido: PSDB
Área de Atuação: Saúde
Base Eleitoral: Bauru e região
Contato: ptobias@al.sp.gov.br

Raul Marcelo
Partido: PSOL
Área de Atuação: Direitos Humanos, Educação, Reforma Agrária
Base Eleitoral: Sorocaba
Contato: raul@raulmarcelo.com.br

Roberto Felício
Partido: PT
Área de Atuação: Educação, Funcionalismo Público
Base Eleitoral: Estado de São Paulo
Contato: rfelicio@al.sp.gov.br

Simão Pedro
Partido: PT
Área de Atuação: Educação, Habitação
Base Eleitoral: Capital e região de Mogi das Cruzes
Contato: spedro@al.sp.gov.br

Vanderlei Siraque
Partido: PT
Área de Atuação: Controle Social do Estado, Desenvolvimento, Educação, Juventude, Saúde, Segurança Pública, Terceira Idade
Base Eleitoral: Grande ABC
Contato: vsiraque@al.sp.gov.br

Servidores do Judiciário são agredidos pela PM. Greve continua

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Aconteceu nesta quarta (07), mais uma Assembleia Geral dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) na Praça João Mendes, centro da Capital. Foi a décima-primeira desde a greve iniciada em 28 de abril.

Por volta do meio-dia, representantes das Entidades do Judiciário, desembargadores e juizes do TJ-SP reuniram-se no Palácio da Justiça na tentativa de formular uma contraproposta aos 20,16% pleiteado pelos servidores. Foi em vão. Mais uma vez mostrando intransigência e que nada tem a oferecer, exceto promessas, o TJ-SP nada faz para resolver uma greve que já ultrapassa os dois meses e que caminha, a passos largos, para se transformar na maior greve da história da categoria ultrapassando a marca de 91 dias de 2004. Considerando-se a nova Assembleia Geral marcada para o dia 14, já serão 78 dias de paralisação.

Greve continua por unanimidade

A Assembleia teve início com a manifestação de representantes de prédios e comarcas. Em seguida falaram os deputados estaduais Carlos Gianazzi (PSOL) e Major Olímpio Gomes (PDT), em especial sobre o pedido de CPI do Judiciário que já contém 19 assinaturas.

Quando os representantes retornaram, o primeiro a se pronunciar foi o presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze. Ele parabenizou os manifestantes pela garra e manutenção do movimento e afirmou que “nem tinha o que dizer” diante do nada apresentado pelo TJ-SP. Os outros representantes manifestaram-se no mesmo sentido e após os informes dados, a decisão foi unânime mais uma vez. A praça deliberou pela continuidade da greve. Outras propostas foram aprovadas (veja lista abaixo).

Repressão policial num ato ordeiro. A “promessa” de Viana Santos foi cumprida

Ao final da Assembleia, a categoria realizou um ato que consistia em “dar um abraço” no Fórum João Mendes. Tudo de forma pacífica e tranquila sendo que a maioria dos manifestantes era composta por mulheres, inclusive com filhos, quando a Polícia Militar usando gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha e cacetetes reprimiu o ato sem que tivesse havido qualquer provocação por parte dos servidores.

A PM chegou a informar que um policial havia sido ferido por uma pedrada, mas isso não foi confirmado. Boa parte da imprensa buscou o nome do policial, sem que o Tribunal de Justiça tenha divulgado. O TJ, por meio do seu site, divulgou uma nota com informações evasivas e que não condizem com a verdade dos fatos. Apresenta, inclusive, uma foto minúscula de pedras amontoadas num canto da praça.

Do lado dos servidores houve muitos feridos pelas balas de borracha e por estilhaços das bombas de gás lacrimogêneo. O filho do cinegrafista Rubens Chinaglia, que gravava a Assembleia para o programa Cidadania & Serviço Público da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), teve o peito “rasgado” por uma bala de borracha. O cinegrafista, que permaneceu gravando toda a atitude covarde da polícia, mesmo com o filho ferido afirmou que a agressão começou “do nada” e que a história da pedra atirada num policial é “fantasia”. Chinaglia disse ainda que os policiais estavam “nervosos” e que “coisas piores só não aconteceram porque eu estava com uma câmera na mão e eles ficaram com medo das imagens”. Toda a agressão está gravada e, obviamente, será usada pelos meios judiciais cabíveis. O material será exibido no programa do próximo domingo.

A presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp), Yvone Barreiros Moreira foi internada depois de ter sido alvejada por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo e pisoteada pela correria que se instalou na Praça João Mendes diante da selvageria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Até o final da noite de ontem, o presidente da Assetj, José Gozze acompanhou diversos servidores que registraram Boletim de Ocorrência no 1º DP de São Paulo. Gozze lamentou a truculência da polícia. “É triste ver que a PM, ao invés de buscar bandidos, bate em servidores desarmardos. Ainda que tivesse sido arremessada uma pedra contra um policial, e isso não é verdadeiro, a brutalidade não se justifica. Mulheres foram arrastadas, pessoas agachadas receberam golpes de cacetetes. Um absurdo”, criticou.

Enfim, a “promessa” de Antonio Carlos Viana Santos, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi cumprida. Relembre o primeiro parágrafo da entrevista que ele deu ao jornalista Frederico Vasconcelos, no jornal “Folha de São Paulo” de 18 de junho passado na matéria intitulada “Grevistas desejam ter um mártir, diz presidente do TJ-SP”: “O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, prevê confrontos entre grevistas e a Polícia Militar: “Eles estão loucos para ter heróis e mártires. Estão provocando”.

Foi uma ameaça velada. Pois bem. Mesmo sem provocação a Polícia Militar do TJ-SP, vinculada à presidência do TJ-SP, agrediu os servidores.

E o grito da Praça João Mendes ecoa: “A greve continua. Viana, a culpa é sua”!

Confira as propostas aprovadas na Assembleia Geral

1. Continuidade da Greve

2. Realização de nova Assembleia na próxima quarta, dia 14 de julho, às 14 horas na Praça João Mendes

3. Realização de Ato Público em Brasília em data a ser informada pelas Entidades com possibilidade de reunião junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

4. Fortalecimento e manutenação das assembleias regionais

5. Fortalecimento e manutenação das ações na Capital

6. Divulgação de todas as propostas aprovadas nos sites das Entidades

Foi ainda informado que as reuniões do Comando de Greve, que acontecem todas as quartas-feiras, passarão a ter início às 9 horas em local a ser divulgado. Manifestantes que não participaram do “abraço” ao Fórum João Mendes deram seu apoio aos colegas da Justiça Federal que fizeram ocupação do prédio central do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na Rua Francisca Miquelina, na Capital.

Selvageria da PM e continuidade da greve

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Tendo  em vista as cenas de selvageria e truculência protagonizadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo contra Servidores do Judiciário Paulista que realizavam um ato pacífico em frente ao Fórum João Mendes informamos a todos que faremos um noticiário completo sobre o acontecimento logo mais.

A situação agora é tranquila na Praça João Mendes. O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze acompanha, neste momento, os servidores feridos que, após terem sido medicados, registram Boletim de Ocorrência no 1º DP de São Paulo. Outros servidores que foram agredidos pela PM devem adotar o mesmo procedimento.

Para que todos saibam, a Assembleia Geral deliberou por unanimidade a continuidade da greve e nova Assembleia está marcada para o dia 14 de julho, às 14 horas na Praça João Mendes. Em reunião ocorrida hoje do meio-dia às 15 horas no Palácio da Justiça, o TJ-SP nada apresentou de proposta para a categoria.

Finda a Assembleia, a PM apresentou aos servidores, sem que nada justificasse a agressão, bombas de gás lacrimogênio, cacetetes e balas de borracha.

A Assetj lamenta o ocorrido, solidariza-se com os feridos e lembra que Servidor Público não é bandido até porque os bandidos têm assegurado o tratamento digno dentro daquilo que se convencionou chamar de Direitos Humanos.

As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra os responsáveis por terem transformado a Praça João Mendes, um espaço democrático, numa praça de guerra e numa luta desigual onde a PM dispunha de farta munição, inclusive metralhadoras e nós, servidores, apenas a ideologia e a luta pelo cumprimento da Constituição Federal do Brasil.

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