Category: Blog Canelada

Enquete: Qual o maior clássico do Brasil? 0

Enquete: Qual o maior clássico do Brasil?

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada


Olá corinthiano, corinthiana, membros desta enorme Nação que me acompanha no Blog Canelada.

Há uma nova enquete no ar e peço que você vote.

Qual é o clássico regional de maior rivalidade no Brasil?

  • Corinthians X Palmeiras (30%, 18 Votes)
  • Grêmio X Internacional (26%, 16 Votes)
  • Atlético-MG X Cruzeiro (18%, 11 Votes)
  • Flamengo X Vasco (11%, 7 Votes)
  • Atlético-PR X Coritiba (7%, 4 Votes)
  • Goiás X Vila Nova (5%, 3 Votes)
  • Avaí X Figueirense (2%, 1 Votes)
  • Paysandu X Remo (2%, 1 Votes)
  • Ceará X Fortaleza (0%, 0 Votes)
  • Bahia X Vitória (0%, 0 Votes)

Claro que você sabe em qual jogo deve votar, mas para que não haja dúvidas vote e mostre a todos, qual é o maior jogo do país.

O resto, você sabe. É dente de leite!

Vote no Timão!

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Leia texto do Micelli sobre Corinthians X Palmeiras

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Corinthians massacra o 5ão Paulo. E foi até pouco… 0

Corinthians massacra o 5ão Paulo. E foi até pouco…

Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Leandro Quesada
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Danilo (46′)

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Liédson (53′)

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Liédson (60′)

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Liédson (79′)

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Jorge Henrique (82′)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Ok. O São Paulo jogou sem Lucas. Ok. O São Paulo ainda não pode contar com Luís Fabiano. Ok. O São Paulo teve que escalar jogadores novos, numa reformulação pretendida pela própria diretoria. Ok. O Carlinhos Paraíba foi expulso, ainda no primeiro tempo, de forma justa, e o São Paulo ficou com 10 em campo. Mas quaisquer dessas afirmações não explica o que se viu no Pacaembu, na tarde-noite do “Majestoso”.

Com um segundo tempo absolutamente perfeito, o Sport Club Corinthians Paulista goleou o São Paulo Futebol Clube por 5 a 0, time até então invicto no campeonato. O resultado, além de brecar o Tricolor, isola o Timão na vice-liderança e dá novo ânimo ao campeonato.


O jogo

O Timão teve 28 finalizações, contra apenas cinco do São Paulo e isso, sim, explica muita coisa. E mesmo quando jogaram 11 contra 11, o Corinthians foi superior.

O alvinegro do Parque São Jorge começou na pressão. Logo a um minuto, Paulinho deu belo chute de fora da área com ótima defesa de Rogério Ceni. Em seguida, Fábio Santos mandou uma bomba que explodiu na defesa. O São Paulo tentou equilibrar as ações com Marlos e Dagoberto, mas insistia nas jogadas individuais e optou por jogar apenas nos contra-ataques.

Aos 15 minutos, uma bela jogada de Ralf, que limpou a marcação com habilidade e bateu colocado da entrada da área. Com perigo a bola passou à direita do gol. Pelo lado do São Paulo, Dagoberto não aproveitou as duas oportunidades que teve. Danilo chegou a dar um bom chute, de longa distância, mas o primeiro tempo terminou 0 a 0. O São Paulo jogou fechado e procurou explorar os contra-ataques e o Timão foi muito mais efetivo no ataque.

Aos 40 minutos, Carlinhos Paraíba foi expulso. Fez uma falta violenta em Welder e desnecessária no meio de campo. Poderia até ter sido expulso direto. Tomou o segundo amarelo. O primeiro cartão, o atleta sãopaulino recebeu oito minutos antes numa disputa mais ríspida com Paulinho e ambos foram advertidos.

O São Paulo reclama, e com razão, que Jorge Henrique não recebeu um cartão amarelo por uma falta em Marlos, uns minutos antes. Mas isso, não mudaria o resultado do jogo. As reclamações exageradas de Rogério Ceni, também advertido, nada resolveriam.

De volta ao segundo tempo, começou o show alvinegro.

Aos 43 segundos, Danilo abriu o placar. E foi um golaço, desses que serão repetidos até o final do campeonato. Cruzamento de Jorge Henrique, Liédson tenta dominar e a bola sobra para Danilo que dá um corte seco em Bruno Uvini e com Rogério Ceni caído, apenas rola para o gol.

Pouco tempo depois, Willian cobrou um escanteio e Leandro Castan desviou de cabeça. A bola passou muito perto e saiu à direita do gol. Logo em seguida, Ceni faz grande defesa num chute de Jorge Henrique e mandou a bola para escanteio.

Mas na cobrança, o Timão amplia. Willian bateu com perigo e Paulinho desviou para o gol. Ceni faz boa defesa, mas larga a bola nos pés de Liédson que, com frieza e categoria, dá apenas um leve toque por cobertura para fazer 2 a 0.

Willian continuou aprontando. Fez bela jogada, deu um lençol no adversário e tocou para Welder, que finalizou à esquerda do gol.

Ralf quase marca o terceiro. Ele acertou um chute de fora da área e a bola explodiu na trave esquerda do gol de Rogério Ceni.

Em seguida, Liédson faz 3 a 0. Ele recebeu lançamento na área de Danilo e só teve o trabalho de ajeitar e mandar a bomba.

Com 15 minutos e três gols, o Corinthians relaxou e começou a valorizar a posse de bola. Perdido em campo, o São Paulo não conseguia atacar.

Aos 30 minutos Liédson tentou um voleio, defendido por Rogério Ceni. Mas pouco tempo depois, Danilo avançou livre pela esquerda e cruzou rasteiro para Liédson, que passou por trás da defesa sãopaulina e apenas empurrou a bola para o fundo do gol, para fazer 4 a 0.

Aos 37 minutos, Jorge Henrique chutou de longe e Rogério Ceni aceitou. Um frango, mas típico acidente de trabalho. 5 a 0.

O time tocou a bola no ataque, o São Paulo evitou o sexto gol e aos gritos de “Olé”, o árbitro, curiosamente, encerrou a partida sem dar nenhum minuto de acréscimo.

O “Showrínthians” volta a campo no meio de semana, na quarta, às 10 da madruga, para jogo difícil contra o Bahia em Pituaçu.


Fiquei sem entender

Ao final do jogo, a alegria do vestiário corinthiano era paradoxalmente oposta à tristeza no vestiário do São Paulo. Paulo César Carpegiani, que considero um bom técnico em que pese a tendência a professor Pardal, afirmou por diversas vezes que faltou “experiência” ao time do São Paulo.

Tá. E o Rivaldo no banco? Ele joga fácil no time do São Paulo e talvez tenha a experiência que faltou à equipe hoje.


Notas do Micelli

1 Julio Cesar - Mero espectador, foi bem nos poucos lances que o adversário proporcionou. Lidou bem com a questão do centésimo gol de Ceni “novamente”. Nota 7

18 Welder - Continua sendo uma grata surpresa. Foi ótimo no apoio e leva o jogo com seriedade. Dividiu uma bola na intermediária quando o jogo já estava 5 a 0. Bom jogador. Nota 7
3 Chicão - Voltou meio sem ritmo de jogo, mas não comprometeu. Nota 7
4 Leandro Castan - Anulou o ataque sãopaulino e foi o rei da bola roubada. Nota 8
6 Fábio Santos - Cumpre uma função tática importante. Os adversários não conseguem jogar pelo seu lado. Nota 7

5 Ralf - Cada vez mais comanda o meio de campo. Fez uma bela jogada de ataque e quase marca um golaço, que parou na trave. Nota 8
8 Paulinho - Mostrou o cartão de visita no começo do jogo. Começa a exercer função similiar à do Elias. Seus chutes de fora da área são fundamentais para furar a retranca adversária. Nota 8
20 Danilo - O melhor do jogo. Aos poucos vai retomando seu futebol cerebral e prova que Tite não estava errado ao insistir com sua escalação. Além de um gol antológico, deu passe para outros dois e foi fundamental na tática armada pelo treinador. Nota 10
S17 Morais - Pouco tempo. Sem nota.

23 Jorge Henrique - Volta a ter confiança no seu bom futebol. Continua com os cruzamentos precisos de sempre e foi premiado com um gol no final do jogo num “acidente de trabalho” do goleiro tricolor. Nota 8
S21 Edenílson - Pouco tempo. Sem nota.
7 Willian - Ele não marcou gols, mas infernizou a defesa do São Paulo. Foi prá cima, deu lençol, cobrou escanteios com perigo e foi muito acionado no ataque. Reclamou um pênalti que não aconteceu. Nota 8
11 Emerson - Entrou no final para colocar a bola entre as pernas do adversário. É arisco, mas falta ritmo de jogo. Nota 7
9 Liedson - Três jogos sem marcar e três gols num clássico. Mostrou frieza no primeiro gol, categoria no segundo e tranquilidade no terceiro. E poderia ter feito mais. Um espetáculo! Nota 10


SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA 5 X 0 SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 26 de junho de 2011 (domingo)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e
Vicente Romano Neto (SP)

Público: 30.351 pagantes / 32.221 torcedores
Renda: R$ 955.283,00

Gols: Danilo [C] (46′); Liédson (53′, 60′, 79′) e
Jorge Henrique (82′)

Cartões amarelos: Paulinho, Liedson e Leandro Castán [C]; Carlinhos Paraíba, Rogério Ceni e Wellington [S]
Cartão vermelho: Carlinhos Paraíba [S]

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Morais); Willian (Émerson), Liédson e Jorge Henrique (Edenílson)
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Bruno Uvini e Luiz Eduardo; Rodrigo Caio, Wellington, Carlinhos Paraíba e Marlos (Ilsinho); Fernandinho (Henrique) e Dagoberto
Técnico: Paulo César Carpegiani

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Colocação: 2ª posição com 13 pontos (*)
Campanha: 5 J – 4 V – 1 E – 0 D – 12 GF – 3 GC – 9 SG
Artilheiros: Liédson (4 gols); Willian (3 gols); Danilo (2 gols); Chicão, Jorge Henrique e Paulinho (1 gol cada)

(*) Devido ao adiamento do jogo Santos X Corinthians pela 5ª rodada, a equipe tem um jogo a menos que os demais adversários.
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Uma bela sacada do site “Meu Timão“, que eu compartilho com os corinthianos do Canelada. E que os companheiros sãopaulinos saibam levar na esportiva.

Missão do Corinthians: parar o São Paulo e “salvar” o Campeonato Brasileiro 0

Missão do Corinthians: parar o São Paulo e “salvar” o Campeonato Brasileiro

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Ufa! Após duas semanas, o Sport Club Corinthians Paulista volta a entrar em campo. Depois de folga forçada para beneficiar o alvinegro praiano na conquista da Libertadores (depois reclamam de nós…), o Timão entra em campo pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro 2011. No velho e bom Pacaembu, o Corinthians tem uma missão um tanto inglória: parar o São Paulo Futebol Clube e começar a salvar o torneio.

Invicto e com campanha 100%, o São Paulo venceu as cinco partidas que disputou. Nova vitória do Tricolor significa ampliar muito a vantagem já obtida e tornar, ainda no seu começo, o “endurão” brasileiro, uma disputa chata.

O Timão, por sua vez, também está invicto com três vitórias e um empate. Vencer significa enconstar no líder, tendo ainda uma partida por disputar. É, enfim, depender das próprias forças.

Mesmo com a abertura da “janela”, Alex não deve jogar. Alessandro ainda permanece fora recuperando-se de uma contusão. Chicão, depois de cumprir suspensão automática, volta ao elenco e Jorge Henrique, que sentiu contusão durante a semana, recuperou-se e vai para o jogo. Tite vem a campo com os guerreiros: Julio Cesar; Welder, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo; Jorge Henrique, Liédson e Willian.


Números

A cada disputa, Corinthians e São Paulo mostram jogos cada vez mais equilibrados e hoje, não é exagero afirmar que se trata do clássico mais acirrado do estado e, consequentemente, do país.

A primeira vez em que as equipes se enfrentaram foi no dia 22 de março de 1936, no Parque São Jorge. Com três gols de Teleco, a equipe corinthiana venceu por 3 a 1. Em 75 anos de história e 292 jogos, o Timão tem vantagem sobre o rival. São 111 vitórias, 92 empates e 89 vitórias do time do Morumbi. O coringão marcou 427 gols e sofreu 395. O maior artilheiro do clássico é o ídolo dos anos 30 e 40, o atacante Teleco, com 24 gols, seguido de Baltazar e Cláudio com 17 gols.

O Pacaembu já foi palco da disputa por 128 vezes, com 47 vitórias para cada lado e 34 empates. O Timão marcou 206 gols e sofreu 208. O Corinthians tem vantagem no Campeonato Brasileiro. São 17 vitórias contra 12 e 18 empates.

Corinthians e São Paulo decidiram 11 campeonatos, entre Paulista, Brasileiro e Rio-São Paulo. O Corinthians venceu 7 e o Tricolor, 4. O Timão venceu o Paulistão dos anos de 1938, 1982, 1983, 1997 e 2003. O São Paulo venceu em 1957, 1987, 1991 e 1998. O Brasileiro de 1990 e o Rio-São Paulo de 2003 também foram vencidos pelo Corinthians.


Polêmica

Em 27 de março deste ano, ainda na disputa do Campeonato Paulista, o São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1, encerrando um tabu de mais de quatro anos. Além disso, o goleiro Rogério Ceni anotou o seu 100º gol, por meio de uma falta. A polêmica nasce por dois motivos. A Fifa não reconhece, oficialmente, o gol como o de número 100, mesmo que todas as comemorações, de forma justa, tenham sido feitas. O goleiro lançou revista e DVD sobre o feito histórico.

O problema, já criticado por mim à época, é que o site do Corinthians e sua diretoria também não reconheceram o feito e agora corre-se o risco de ver o Corinthians tomando o centésimo gol “novamente” e de forma oficial. Rogério Ceni, até pelo seu caráter e postura ao longo da carreira afirmou que não se marca 100 gols duas vezes.

Seja como for, se o goleiro marcar neste domingo, a diretoria corinthiana vai ter que engolir duas vezes, algo que seria engolido apenas uma…


Campeonato Brasileiro 2010

No ano passado o Timão venceu as duas partidas que aconteceram pelo Campeonato Brasileiro.

Pela 15ª rodada, em 22 de agosto, o Timão goleou o Tricolor por 3 a 0 no Pacaembu. Elias marcou dois gols. O primeiro, aos 21 minutos, um golaço de fora da área. No final do primeiro tempo, ele marcou outro depois de cruzamento de Jorge Henrique. Jucilei, aos 26 minutos do segundo tempo, de cabeça após cruzamento de Jorge Henrique, deu números finais à partida.

No segundo turno, já pela 34ª rodada, em 07 de novembro, um grande jogo no Morumbi e nova vitória corinthiana. O Timão fez 2 a 0. Elias marcou aos 39 minutos do primeiro tempo, depois de uma enfiada de bola de Jucilei. No segundo tempo, também aos 39 minutos, Dentinho fez o segundo gol, após cruzamento de Alessandro e falha da zaga.


De olho no apito

Trio paulista, para o Majestoso paulista. Rodrigo Braghetto apita e será auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Vicente Romano Neto.


Radar do Timão no Brasileirão

Essa será a partida de número 1038 que o Corinthians disputará pelo Campeonato Brasileiro. São 435 vitórias, 305 empates e 297 derrotas. Marcamos 1387 gols e sofremos 1144 gols.

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Em meia hora, Corinthians despacha Flu e permanece invicto 0

Em meia hora, Corinthians despacha Flu e permanece invicto


Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Alexandre Praetzel
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Willian (6′)

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Willian (30′ – pen)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Nada além que 30 minutos. Este foi o tempo que o Sport Club Corinthians Paulista precisou para derrotar o Fluminense Football Club, atual campeão brasileiro, no Estádio Municipal Doutor Paulo Machado de Carvalho, o querido Pacaembu, em jogo pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro 2011.

Muito superior no primeiro tempo, o Timão bateu o Tricolor das Laranjeiras por 2 a 0, dois gols de Willian que, além de destaque da partida, já chega à artilharia do campeonato com três gols marcados, ao lado de outros atletas. O resultado deixou o Alvinegro do Parque São Jorge na terceira (*) colocação do torneio com 10 pontos ganhos em 12 possíveis.


O jogo

Como tem acontecido desde o início do campeonato, o Corinthians tem mostrado um poder ofensivo desde o início do jogo. Contra o Fluminense não foi diferente. Com menos de um minuto a equipe conseguiu um escanteio e aos seis abriu o placar. Danilo recebeu passe na esquerda e tentou o cruzamento, interceptado por Leandro Euzébio. A bola voltou para o meia que cruzou na medida para Willian cabecear na primeira trave. O goleiro Ricardo Berna pulou atrasado e o Timão fez 1 a 0.

O resultado adverso fez o Tricolor atacar, mas é notória a falta de condições físicas de Deco, que saiu ainda no primeiro tempo por conta de uma lesão e de Fred que recebeu um lançamento em profundidade e de sua indecisão, Ralf mandou para fora. Conca, também, não é nem sombra do jogador fundamental que foi no ano passado. Mas o Flu teve uma boa chance. Cobrança de escanteio de Conca e o lateral Gum cabeceou para boa defesa de Julio Cesar.

Logo em seguida, o Timão fez 2 a 0. Paulinho chutou de fora da área, o goleiro tricolor rebateu mal a bola e Liédson, ao tentar completar foi derrubado por Leandro Euzébio. Com categoria, deslocando o goleiro, Willian fez o segundo gol e definiu o resultado final da partida. O primeiro tempo caminhou para o fim com um Fluminense perdido, tentando passes em vão e o Corinthians apenas controlando a partida.

Na etapa final, o estreante técnico Abel Braga mexeu no time. Saiu Edinho e entrou Souza, mesmo jogador que atuou pelo São Paulo, Grêmio e outros clubes. E no primeiro minuto quase ele marca ao cobrar uma falta sem muita pretensão e que foi bem defendida pelo arqueiro corinthiano. Três minutos depois, Souza tenta completar para o gol depois de um cruzamento rasteiro de Marquinhos para mais uma defesa de Julio Cesar.

A entrada de Souza deu um gás novo ao Nense. Mesmo assim, o atleta continua o de sempre. É um jogador voluntarioso, joga para a equipe, mas reclama e fala demais optando às vezes por buscar uma falta inexistente a prosseguir na jogada.

O Corinthians segurou a pressão do clube carioca e investia nos contra-ataques. Julio Cesar ainda fez duas boas defesas num chute de Conca de fora da área e numa falta ensaiada entre Marquinho e Souza.

Fim de papo: Timão 2 a 0. Lição de casa bem cumprida. No “endurão” brasileiro vencer em casa é fundamental, ainda mais não tomando gols.

O Timão voltará a campo duas semanas depois, no domingo, dia 26 de junho, às 16 horas. Pela sexta rodada do “endurão” brasileiro, o Corinthians faz o clássico contra o São Paulo no Pacaembu. O jogo que o time de Parque São Jorge faria contra o Santos na quinta rodada foi transferido para o dia 10 de agosto. O adiamento foi um pedido do clube praiano envolvido na final da Libertadores da América.


Curiosidades

– O atacante Emerson enfrentou seu clube pela primeira vez. No único lance real que teve, recebeu uma bola na intermediária e encarou sozinho quatro jogadores do Fluminense, fintou o goleiro, mas… tocou para trás. Willian tentou completar, mas a bola foi rechaçada pela defesa carioca. Detalhe: os atletas das Laranjeiras correram feito uns loucos para evitar o gol do ex-companheiro.

– Souza, ex-jogador do São Paulo e de outros clubes, é um velho conhecido da Fiel Torcida. E foi vaiado em todas as jogadas que fez.

- Antes do início da partida, educadamente Abel Braga foi cumprimentar o técnico Tite e todo o banco do Corinthians. Os repórteres enfiaram os microfones, literalmente, na face dos dois técnicos (que feio, não?). Tite tapou a boca parcialmente para falar algo reservado ao novo técnico do Fluminense.

– Pé no saco a transmissão do PFC mostrando casais de mãos dadas e aos beijos porque o jogo aconteceu no Dia dos Namorados. Oras… todo jogo do Corinthians e de outros clubes há casais de mãos (e outras coisas) juntas… Colocar um ou outro casal, vá lá, soa a pauta datada de editor metido a certinho, mas faz parte do processo, mas o jogo inteiro…

– Acaba o jogo no Pacaembu e, de repente, a Fiel Torcida grita insandecida… Ah, tá… O placar informa o gol de Leandro Damião no empate do Inter em Porto Alegre contra o Palmeiras!

– O treinador mandou, tá mandado… No lance do pênalti, Liédson apresentou-se para a cobrança. Tite mandou que Willian batesse. Depois explicou na coletiva que o atacante é que tem demonstrado maior técnica nas cobranças.

– Como assim? Abel Braga, após a partida, reclamou do resultado injusto e afirmou que o “meu goleiro não fez nenhuma defesa”… É… Não fez mesmo. Hahaha!


Notas do Micelli

1 Julio Cesar - O goleiro corinthiano foi fantástico e garantiu os três pontos. Fez mais. Deu recado ao recém contratado Renan que não largará a meta alvinegra assim tão fácil. Fez bem ao Julio Cesar ter uma sombra a incomodá-lo. Respondeu em campo. Nota 9

18 Welder - Firme na lateral direita foi pouco acionado em seu setor. Quando apoiou o ataque fez com tranquilidade. Tem um belo futuro. Nota 7
4 Leandro Castan - Vem crescendo de produção. Ajudou a segurar bem o ímpeto do Fluminense na etapa derradeira. Nota 7
25 Wallace - Substituir o xerife e capitão Chicão, não é fácil e ele não comprometeu. Firme na marcação não deu chance ao ataque tricolor Nota 7
6 Fábio Santos - Tem subido pouco ao ataque, mas exerceu uma função tática interessante. Anulou a direita tricolor. Nota 7

5 Ralf - Na ausência de Chicão foi o xerife do dia. Firme na marcação, também apoiou muito bem. Não a toa que já se faz lobby pedindo-o na seleção brasileira. Nota 7
8 Paulinho - Foi perfeito no apoio ao ataque e fez a jogada que originou o pênalti do segundo gol. Nota 7
20 Danilo - É bom a Fiel se acostumar com o estilo sonolento do jogador. É a homem-tática do time. Joga pela equipe, fez a jogada do primeiro gol e ainda apoiou a marcação. Nota 8
23 Jorge Henrique - Nada que uma renovação contratual não se reflita em campo. O meia-atacante começa a voltar aos seus melhores dias. Nota 7
S14 Luís Ramirez - Pouco tempo. Sem nota.

7 Willian - O atacante vem ganhando a confiança de todos. Fez dois gols, quase marca outro, apoia, marca, chuta. É incansável. Nota 9
S17 Morais - Pouco tempo. Sem nota.
9 Liedson - O atacante sabe que passa por uma fase complicada depois de ter sido artilheiro do Campeonato Paulista. Acho que ele continua isolado e precisaria buscar mais o jogo fora da área. Foi impedido de fazer o gol, o que originou o pênalti para a equipe. Nota 7
S11 Emerson - A rigor fez apenas uma jogada que pôs em polvorosa a defesa adversária. Vai precisar de ritmo de jogo. Nota 7


SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA 2 X 0 FLUMINENSE FOOTBALL CLUB

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 12 de junho de 2011 (domingo)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Assistentes: Júlio César Rodrigues dos Santos e
Marcelo Bertanha Barison (ambos do RS)

Público: 18.400 pagantes / 20.777 torcedores
Renda: R$ 575.168,00

Gols: Willian [C] (6′ e 30′ – pen)

Cartões amarelos: Danilo e Paulinho [C];
Leandro Euzébio, Souza e Rafael Moura [F]

CORINTHIANS: Julio Cesar; Weldinho, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Willian (Morais), Liedson (Emerson) e Jorge Henrique (Luís Ramirez)
Técnico: Tite

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Gum, Edinho (Souza) e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia, Deco (Marquinho), Darío Conca e Julio Cesar; Tartá (Rafael Moura) e Fred
Técnico: Abel Braga

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Colocação: 3ª posição com 10 pontos (*)
Campanha: 4 J – 3 V – 1 E – 0 D – 7 GF – 3 GC – 4 SG
Artilheiros: Willian (3 gols)
Chicão, Danilo, Liédson e Paulinho (1 gol cada)

(*) Devido ao adiamento do jogo Santos X Corinthians pela 5ª rodada, a equipe tem um jogo a menos que os demais adversários.

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Na Libertadores, o Peñarol é Brasil. E o Santos é Uruguai 0

Na Libertadores, o Peñarol é Brasil. E o Santos é Uruguai


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Logo mais, acontece a partida final da Copa Santander Libertadores. No Pacaembu jogam Santos e Peñarol. Na partida de ida, em Montevidéu, um empate sem gols. Quem vencer leva; novo empate terá prorrogação e pênaltis, se necessário.

Não sei que inventou a história, mas sempre lembro de uma repetição enfadonha do narrador Galvão Bueno a dizer que tal clube é “o Brasil na Libertadores”.

Não, não é! E falo isso tranquilamente na condição de torcedor, respeitando tantos amigos santistas que eu tenho.

Isso é “conversinha” como diria Muricy Ramalho e beira a uma hipocrisia deslavada, levar a crer que um clube represente um país, desconsiderando-se as rivalidades nacionais, estaduais e pasmem, até as regionais.

Rivalidade, na dose certa, é algo sadio e dá um colorido especial ao espetáculo. Tem gente que não sabe levar na esportiva, torna-se uma pessoa agressiva, mas aí, cada um com os seus problemas.

Na quarta da semana passada, a trabalho, estava na cidade de Santos. Enquanto aguardava o horário para voltar a São Paulo por conta do rodízio de veículos, deliciava-me com os pastéis do tradicionalíssimo Café Carioca, encravado bem no Centro da Cidade. Enquanto os torcedores santistas aglomeravam-se no local, já se preparando para a hora do jogo, um senhor, velho conhecido daquelas pessoas tirava barato. Dizia ele: “sou uruguaio desde criancinha” e ria com os santistas lá presentes. Ele pediu um café ao meu lado e fui puxar conversa. Advinhem. Tratava-se de torcedor do meu Corinthians? São Paulo? Palmeiras?

Nada! Era torcedor, sim, da Portuguesa Santista, a velha e querida “Briosa”. E, brincando, ele lembrou da tosca enganação das narrações esportivas e mandou para os amigos: “o Santos [clube] não é nem Santos [cidade] na Libertadores”.

Pois bem. Nessa semana ouvindo um programa esportivo no rádio, um jornalista uruguaio foi entrevistado. Falou das perspectivas do Peñarol, destacou que todos acham que o Santos é favorito ao título e afirmou que para os torcedores do Nacional, o Santos é o Uruguai na Libertadores.

Enfim, discussões a parte, Santos e Peñarol devem fazer um grande jogo, logo mais. Ao todo serão sete Libertadores e quatro Intercontinentais em campo.


Visitante?

Para quem acha que o Peñarol sentirá o peso de decidir fora de casa, fica a dica. Desde as oitavas de final, a equipe uruguaia decidiu sua classificação longe de casa. Derrubou o Inter em Porto Alegre, a Universidad Católica no Chile e o Velez Sarsfield na Argentina. Todos os adversários, até por jogarem em casa, eram considerados favoritos e, ao menos em tese, dispunham de um elenco melhor que os uruguaios.


Quer mais?

O Peñarol ganhou cinco Libertadores e todas fora de casa.

Na primeira Libertadores (1960) e, consequentemente, primeiro campeonato do clube uruguaio, o Peñarol derrou o Olímpia do Paraguai (1 X 0) em casa e segurou um empate (1 X 1) em Assunção.

No ano seguinte (1961), os uruguaios venceram o Palmeiras (1 X 0) no velho Centenário e seguraram novo empate (1 X 1) no mesmo Pacaembu de logo mais.

Em 1966, o Peñarol venceu o River Plate da Argentina em Santiago do Chile. Foram três partidas. Vitória em Montevidéu (2 X 0), derrota em Buenos Aires (2 X 3) e vitória no jogo desempate no Chile (4 X 2).

Em 1982, os uruguaios venceram novamente no Chile contra uma equipe local, o Cobreloa. Depois de empate no Uruguai (0 X 0), o Peñarol venceu os chilenos (1 a 0).

A última conquista do Peñarol foi em 1987 em nova decisão de três partidas, desta vez contra os colombianos do América de Cali. Em Cali, o Peñarol perdeu (0 X 2); venceu em sua casa (2 X 1) e no jogo desempate, mais uma vez em Santiago do Chile, os uruguaios venceram no último minuto da prorrogação, com um gol do atacante Diego Aguirre, técnico do Peñarol de hoje.

Independente do resultado final, o Peñarol prova que a ressureição do futebol uruguaio não ficará restrita à participação na Copa da África do Sul, no ano passado.

Então, vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai Peñarol! Mostre a velha garra da Celeste Olímpica! Encarne os melhores dias de Spencer, Ghiggia, Chilavert e Schiaffino. Rúben Vaz, Pablo Forlán, Dario Silva e Figueroa. Cubilla, Pedro Rocha, Maidana, Mazurkiewicz e o maior de todos, El Gran Capitán Obdulio Varela.

Que suas cores preta e amarela, a formar um dos mais belos uniformes do planeta-bola, resplandeça no #marbranco.

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