Category: Micelli Publicado

Les Bleus X Les Clients 1

Les Bleus X Les Clients

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Não tem jeito! Copa do Mundo, Olimpíadas, jogo amistoso, jogo de bafo, cuspe à distância, o Brasil virou “client” da França. Começo a achar que, guardadas as devidas proporções, a mesma tremedeira que o Corinthians tem numa Libertadores da América, a seleção brasileira tem quando vê os “Le Bleus” em campo.

Já são quase duas décadas de tabu. A última vitória aconteceu em 1992, em Paris, por 2 a 0 com gols de Raí e Luis Henrique. Parreira era o técnico que se sagraria tetracampeão do mundo dois anos depois.

O primeiro jogo do Brasil principal no ano, sob o comando de Mano Menezes, foi sonolento, modorrento, chato. Esta foi a segunda derrota seguida de Mano. No final do ano passado, o Brasil foi derrotado pela Argentina por 1 a 0.

A França, que ainda se recupera das confusões ocorridas no ano passado na Copa da África do Sul estava em casa, diante de um adversário que não ofereceu aperto. E justamente por jogar em casa, os franceses tomaram a iniciativa do jogo, mas também tiveram suas deficiências por ser meio de temporada no futebol europeu, além do pouco entrosamento.

Entrosamento também faltou ao time brasileiro que errava passes absurdamente fáceis.

No final do primeiro tempo, num lance isolado e desnecessário, Hernanes fez falta violenta em Benzema e, corretamente, foi expulso.

Logo no início da etapa final, a França marca. Rápida jogada pela direita, Ménez cruza para o mesmo Benzema dar números finais à partida.

Controlando o jogo e o toque de bola o Galo cozinhou o Canarinho em água fria e ponto final.

Mano Menezes terá muito trabalho se quiser montar um time vitorioso para a Copa de 2014 e precisa de uma sequência de jogos, pois o time não disputará as Eliminatórias. Mano precisa observar, também, que alguns jogadores o são apenas em clubes. Quando chega na seleção, a coisa pega.

França 1 x 0 Brasil

Stade de France, em Saint-Denis (França)
Árbitro: Wolfgang Stark (ALE)
Público: 79.712 pagantes

Gol: Benzema [F] (53′)
Cartões amarelos: Ménez (F); Robinho (B)
Cartão Vermelho: Hernanes (B)

FRANÇA: Lloris; Sagna, Rami, Mexès e Abidal; Diarra e M’Villa (Diaby); Gourcuff (Cabaye), Ménez (Rémy) e Malouda; Benzema (Gameiro)
Técnico:
Laurent Blanc

Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos; Lucas e Elias (André); Renato Augusto (Jadson), Hernanes e Robinho (Sandro); Alexandre Pato (Hulk)
Técnico: Mano Menezes

Charge por Gustavo Duarte
www.gustavoduarte.com.br
@_gustavoduarte

Corinthians 4 a 0 no Ituano. Lição de casa feita. 1

Corinthians 4 a 0 no Ituano. Lição de casa feita.

Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Alexandre Praetzel
e Alex Müller (Grupo Bandeirantes de Rádio)

Luis Ramirez (2′)

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Chicão (21′)

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Liédson (75′)

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Liédson (90’+1′)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Não há, ainda, como esquecer a eliminação da Libertadores para o Deportes Tolima na semana passada. O jogo desta noite no Pacaembu era para ter sido contra o Guarani (PAR), mas, enfim, a vida prossegue.

Num estádio vazio para os padrões corinthianos, pouco mais de 7 mil torcedores viram a equipe cumprir jogo adiado da 6ª rodada do Campeonato Paulista contra o Ituano.

Em termos anímicos, o Corinthians resolveu o jogo com pouco mais de dois minutos. Jogada rápida pela direita, Danilo toca para Alessandro que cruza no meio da área para Luis Ramirez completar para o fundo das redes. Ainda num primeiro tempo truncado no meio de campo, Chicão fez 2 a 0. Falta em Liédson. Chicão bateu na barreira, a bola voltou para ele que bateu de primeira e contou com o desvio da defesa.

O Ituano, equipe voluntariosa mas fraca, tentou alguma coisa ainda no primeiro tempo. Jefferson bate forte para defesa de Julio Cesar e Malaquias teve gol bem anulado por impedimento.

No segundo tempo, o time do Interior chegou a pressionar até a metade do segundo tempo, mas sem ameaças à meta de Julio Cesar. Quando tudo indicava que o jogo fosse terminar no 2 a 0, brilhou a estrela de Liédson que reestreou pelo Corinthians, 8 anos depois.

Aos 30 do segundo tempo, Morais rouba a bola numa saída do Ituano e deixa Liédson na cara do gol, que não perdoa. 3 a 0.

Abro um parêntese: Tite se esqueceu de Morais nos dois jogos contra o Tolima. Ele deu uma assistência perfeita a Alessandro no domingo contra o Palmeiras e outra, igualmente perfeita para Liédson hoje. Fecho o parêntese.

Nos acréscimos, Morais cruzou, Jackson se atrapalhou e “ajeitou” para Liédson fechar o placar. 4 a 0.

Longe ainda do ideal, o time fez a lição de casa feita. E Liédson nem parece que ficou quase uma década em Portugal. O manto sagrado caiu como uma luva.

Domingo, o Timão visita Jundiaí e encara o Paulista.


SPORT CLUB CORINTHIAN
S PAULISTA 4 X 0 ITUANO FUTEBOL CLUBE

Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu,
São Paulo (SP)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: David Botelho Barbosa e
Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Assistentes adicionais: Robério Pereira Pires e
Edson Reis Pavani Junior
Público: 6.587 pagantes / 7.179 torcedores
Renda: R$ R$ 170.751,00

Gols: Luis Ramirez [C] (2′); Chicão [C] (21′);
Liédson [C] (75′) e (90’+1′)
Cartões amarelos: Jorge Henrique [C]; Jefferson e Ataíde [I]

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Marcelo Oliveira; Ralf, Jucilei (Paulinho), Luis Ramírez (Morais) e Danilo (Edno); Jorge Henrique e Liédson
Técnico:
Tite

ITUANO: Eder; Eder Sciola, César Gaúcho, Jackson e Esquerdinha (Daniel); Adoniran (Anderson Ataíde), Anderson Salles, Junior Urso e Oliveira (Leomir); Jefferson e Malaquias
Técnico:
Sérgio Ramirez

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Uma vitória beeeeeeeeeeeem corinthiana 1

Uma vitória beeeeeeeeeeeem corinthiana


Os melhores lances do primeiro tempo

A grande defesa de Julio Cesar no último minuto

O gol de Alessandro


Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Alexandre Praetzel
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Alessandro (82′)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

De um lado, a respeitável Sociedade Esportiva Palmeiras e seu clássico uniforme verde, sem invenções. Equipe líder do campeonato, time bem azeitado, mesmo com a ausência do atacante Valdívia. Gozando merecida paz, o time veio a campo com um tranquilo Luiz Felipe Scolari, em busca da sexta vitória consecutiva, o que faria o Palmeiras disparar no Campeonato Paulista rumo à classificação para as etapas seguintes da disputa.

De outro lado, o despedaçado Sport Club Corinthians Paulista de camisas brancas, sinalizando uma paz ausente. Distante no campeonato, a equipe desclassificada na Libertadores pelo Deportes Tolima e com a autoestima em baixa, catou seus cacos e veio a campo com os desfalques de Ronaldo, Roberto Carlos e Dentinho e o técnico Tite com um incomensurável peso às costas. Empatar, reconhecidamente, seria uma “goleada”.

O jogo começa e o Corinthians se lance ao ataque, mas sem bem saber porquê. Com Ramirez, Jorge Henrique e Edno, sem treinar, mas com uma garra não demonstrada na Libertadores, a equipe pressiona e quase marca aos quatro minutos com Jucilei que tentou encobrir o já lendário goleiro Marcos, sem sucesso.

A partir daí, o Palmeiras foi equilibrando o duelo e demonstrando sua superioridade técnica.

Mas do outro lado, havia um cara predestinado e que há muito tempo vem demonstrando um grande futebol e que a mídia já começa a chamar de “Imperador do Parque”. O goleiro Julio Cesar, que para mim foi o melhor goleiro do Brasileirão 2010 (sem fanatismos), começou a fechar o gol já no primeiro tempo. Cabeçada de Kléber, mergulho de Julio Cesar; chute de Maurício Ramos, defesa dele e depois o zagueiro perde o gol de forma inacreditável; Kleber corta Alessandro e chuta… Julio Cesar defende com o pé.

E assim termina o primeiro tempo com os nervos à flor da pele.

A etapa final começa e o Palmeiras quer resolver. Precisa deixar seu principal rival à mingua. Marcos Assunção bate falta e Julio Cesar espalma. Dinei chuta de longe o goleiro do Corinthians espalma (com os olhos)…

O tempo vai passando e estava tão na cara que o Palmeiras venceria… Mas o futebol tem dessas coisas que outros esportes não tem.

Numa jogada rápida, Alessandro que passou o tempo inteiro discutindo e sendo driblado por Kléber arranca no meio de campo, faz tabela com Morais, que havia acabado de entrar, e frente a frente com Marcos, não perdoa.

Foi comemorar provocando a torcida rival, atitude que considero lamentável.

Dos 37 minutos do segundo tempo até os 48, os minutos se eternizavam.

Mas era tarde do Imperador Julio Cesar, que ainda faria duas defesas em chutes de Kléber, sendo a última delas um verdadeiro milagre: chute de frente, cabeçada de Patrik na trave, a bola bate nas costas de Chicão e volta para as mãos que salvaram a Nação alvinegra. Julio atribuiu às “mãos de Deus”. Amém!

Fim de jogo. E o Corinthians escreve mais uma daquelas páginas epopeicas da sua história.

Mas o time continua um lixo.

Mas ganhar deles continua lindo.

O destaque do jogo, já escrevi.

Renda e público fracos para um Palmeiras e Corinthians.

Quarta-feira, o Ituano aqui e no domingo, o Paulista em Jundiaí são os próximos jogos. Mas o time (?) precisa melhorar muito!


SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS 0 X 1 SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu,
São Paulo (SP)
Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado
Assist
entes: Rafael Ferreira da Silva e Maiza Teles Paiva
Assistentes adicionais: Luiz Flavio de Oliveira e
Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Público: 23.714 pagantes
Renda: R$ 678.111,00

Gol: Alessandro [C] (82′)
Cartões amarelos: Tinga, Luan e Patrik [P]; Leandro Castán e Alessandro [C]

PALMEIRAS: Marcos; Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Rivaldo (Max Santos); Marcos Assunção, Márcio Araújo, Tinga (Adriano) e Luan; Kleber e Dinei (Patrik)
Técnico:
Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Marcelo Oliveira); Ralf, Jucilei, Danilo e Cachito Ramírez (Morais); Jorge Henrique e Edno (Willian)
Técnico:
Tite

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

William Morais: a morte prematura de uma das grandes promessas do futebol 1

William Morais: a morte prematura de uma das grandes promessas do futebol

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

A rotina se repete. Todos os dias, especialmente nos finais de semana, dezenas de jovens morrem vítimas de assalto. A juventude não lhes permite, uma certa tranquilidade diante da situação de perigo que só a maturidade nos dá.

Na roleta-russa da vida, mais um jovem não escreverá uma bela página nos gramados do Brasil e do mundo.

O meia corinthiano, vindo das categorias de base, William Morais, foi assassinado nesta madrugada em um assalto em Belo Horizonte. O atleta estava emprestado ao América (MG) desde o início do ano.

William teria se assustado com os bandidos e, tentando fugir, foi morto com um tiro pelas costas.

A polícia mineira já prendeu os três suspeitos que já tinham passagem por outros crimes. Mas a rotina se repete. Eles são soltos e em breve farão novas mortes.

Por ser um jogador, relativamente famoso, haverá muita mídia sobre o assunto e promessas de mudança ou severidade no cumprimento das leis. Mas, a rotina sempre se repetirá e, em breve, tudo cairá no esquecimento.

O amor e o ódio da Fiel Torcida 1

O amor e o ódio da Fiel Torcida


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

“Tua conduta provoca ódio; tua beleza provoca amor.” (Ovídio)


Antes de escrever qualquer coisa, deixo claro que sou totalmente contrário à violência. Portanto, invasão do CT do Corinthians, quebra de carros, apedrejamento de ônibus e qualquer outro ato imbecil promovido por torcidas organizadas vinculadas ao clube ou mesmo torcedores independentes, não contam com meu apoio.

Abro exceção às pixações que, historicamente, sempre foram manifestações democráticas do pensamento e achei válida a crítica feita por um grupo de corinthianos que, com bebidas, chamou o time de “cachaceiro”.

Ronaldo manifestou-se via Twitter chamando os torcedores violentos de “terroristas”, o que também acho bastante plausível.

Pois bem. A dor da desclassificação na Pré-Libertadores é plenamente explicável. O torcedor corinthiano, integrante desta massa chamada Fiel Torcida, ama o time sobre todas as coisas. E para o ódio basta um passo em falso.

Há derrotas e derrotas. E a dor que se sente é o reflexo do tipo de derrota que se impõe. Vou pegar apenas as últimas duas participações do Corinthians para análise.

Ano passado, o Corinthians foi eliminado da Libertadores nas oitavas-de-final. Depois de ter feito a melhor campanha na primeira fase, encontrou um Flamengo limitado e um jogo num Maracanã encharcado. Derrotado por 1 a 0, tinha de vencer na volta sem tomar gols. Venceu por 2 a 1. Caiu de pé e nada aconteceu. Ninguém pichou, ninguém apedrejou. As gozações ocorreram e a vida prosseguiu

A derrota para o Deportes Tolima tem diversos ingredientes medíocres que, certamente, fazem a dor, com perdão da redundância, ser mais doída.

Primeiro: há uma enorma diferença entre Flamengo e Tolima.

Segundo: há uma enorme diferença entra as oitavas-de-final e a Pré-Libertadores.

Terceiro e o mais importante: o Corinthians não jogou nada. Seja por medo, seja por tática, sejam os jogadores, seja o técnico, Corinthians e Tolima só deve ser lembrado para que nunca mais aconteça.

Mas… para o amor basta um passo certo. Nem que seja uma simples vitória contra o Palmeiras amanhã.

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