Archive for the ‘Jornalismo e nada mais’ Category

Se você NÃO é CORINTHIANO, não leia. Risco de morte por INVEJA!


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

#TORINDO #TOLIDER #TOINVICTO #TOFELIZ

A campanha do Sport Club Corinthians Paulista no Campeonato Brasileiro 2011 é de encher os olhos de sua torcida e, obviamente, de encher de inveja os adversários. Isso sem falar em outros assuntos como o estádio em Itaquera, Copa do Mundo etc e tal, que vamos escrevendo aos poucos.

É claro que há muito campeonato pela frente; o Timão ainda disputará 28 jogos, mas os números não mentem jamais e, matematicamente, o Corinthians já trilhou um terço do caminho, com um quarto de campeonato, para sagrar-se pentacampeão brasileiro. E pentacampeão original, sem aquelas invenções da CBF…

A grande verdade, meus queridos corinthianos e corinthianas é que o Timão transformou a série A em série B.

Explico.

Em 2008, quando o nosso Todo Poderoso passou pela experiência de disputar a série B do Campeonato Brasileiro – dolorosa, mas de grande valia – o Corinthians fez a maior campanha da série B em toda a história. Foram 85 pontos com 25 vitórias, 10 empates e apenas três derrotas.

Neste início de Brasileiro de 2011, porém, o Corinthians está sendo superior à disputa na série B de três anos atrás.

Em 2008, nos dez primeiros jogos, o Timão venceu oito e empatou dois. Marcou 26 pontos. O Coringão venceu: CRB (3X2), Gama (1X3), ABC (0X1), Fortaleza (2X0), Barueri (1X4), Brasiliense (4X1), São Caetano (1X0) e Marília (5X0). Tivemos dois empates por 1X1 e jogando fora de casa contra Ponte Preta e Bragantino.

O Timão só atingiria os 28 pontos já conquistados em 2011, na 13ª rodada, fruto de mais dois empates fora de casa contra Santo André (1X1) e Ceará (2X2) e da única derrota do Corinthians no Pacaembu naquele campeonato no jogo contra o Bahia (0X1).


Rolo compressor

Em 2011, o Timão em dez jogos venceu nove e empatou um. Vamos lembrar. Grêmio (1X2), Coritiba (2X1), Flamengo (1X1), Fluminense (2X0), São Paulo (5X0), Bahia (0X1), Vasco (2X1), Atlético-GO (0X1), Internacional (1X0) e Botafogo (0X2).

Para quem acha que é fácil, o Timão encarou os quatro times do Rio de Janeiro, os dois de Porto Alegre, o clássico contra o São Paulo que era o líder da competição, além de jogos fora de casa contra os “chatos” Bahia e Atlético-GO, além de um jogo em “casa” contra o Coxa, campeão do Paraná e sensação do primeiro semestre. O jogo foi em Araraquara e o time paranaense jogou com uma equipe mista por conta da final da Copa do Brasil.

Se analisarmos que a melhor campanha da história dos pontos corridos, no formato com vinte equipes, pertence ao São Paulo em 2007, o Timão caminha a passos largos para a conquista. Naquele ano o Tricolor do Morumbi teve 23 vitórias e marcou 77 pontos, quinze a mais que o vice-campeão. A seguir nessa linha, o Corinthians precisa de 14 vitórias, ou seja, metade dos jogos que restam e marcar 49 pontos em 84 possíveis.


É proibido perder!

Ao vencer o Botafogo pela décima rodada, o Timão atingiu uma marca histórica. Desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado por pontos corridos, essa é a primeira vez que uma equipe consegue ficar 19 jogos invicta no torneio.

Não perdemos desde o dia 13 de outubro de 2010, quando o Timão foi derrotado pelo Vasco em São Januário por 2 a 0. Desde então, foram 14 vitórias e cinco empates com 32 gols marcados e apenas sete sofridos.

No Brasileiro de 2011, o Timão tem um avassalador aproveitamento de 93,3%. Com 28 pontos, o Coringão fez 19 gols e levou somente quatro, possuindo o melhor ataque e a melhor defesa do Nacional.

Confira a campanha da maior invencibilidade dos pontos corridos no Brasileirão:

17/10/2010 – Guarani 0 x 0 Corinthians
24/10/2010 – Corinthians 1 x 0 Palmeiras
27/10/2010 – Flamengo 1 x 1 Corinthians
03/11/2010 – Corinthians 4 x 0 Avaí
07/11/2010 – São Paulo 0 x 2 Corinthians
13/11/2010 – Corinthians 1 x 0 Cruzeiro
21/11/2010 – Vitória 1 x 1 Corinthians
28/11/2010 – Corinthians 2 x 0 Vasco
05/12/2010 – Goiás 1 x 1 Corinthians
22/05/2011 – Grêmio 1 x 2 Corinthians
29/05/2011 – Corinthians 2 x 1 Coritiba
05/06/2011 – Flamengo 1 x 1 Corinthians
12/06/2011 – Corinthians 2 x 0 Fluminense
26/06/2011 – Corinthians 5 x 0 São Paulo
29/06/2011 – Bahia 0 x 1 Corinthians
06/07/2011 – Corinthians 2 x 1 Vasco
10/07/2011 – Atlético Goianiense 0 x 1 Corinthians
14/07/2011 – Corinthians 1 x 0 Internacional
20/07/2011 – Botafogo 0 x 2 Corinthians

Enfim, parabéns Timão! A Fiel está contigo!

P.S.: Aos adversários e às suas velhas histórias devo dizer que o Tolima foi uma lição e que a Libertadores é uma meta. Mas de nada adianta títulos, se não tivermos o que mais importa: esta Nação chamada Corinthians… E isso, só nós temos.

O Brasileirão virou uma zona


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Que a CBF é uma bagunça, a gente já sabe. Mas os clubes… também não ajudam.

O Campeonato Brasileiro completa dois meses e a quantidade de jogos adiados, transferidos, remarcados, faz qualquer um perder a cabeça. Já até desisti do meu bolão num site de um canal esportivo, porque cansei de perder os palpites das partidas cujas datas eram modificadas.

A zona começou na terceira rodada. Coisa pouca. A CBF transferiu o jogo Atlético Mineiro e São Paulo do final de semana para a quarta seguinte, porque a grade das TVs estava vazia no dia.

Logo em seguida, na quinta rodada, o Santos pediu o adiamento do jogo contra o Corinthians porque iria disputar a final da Libertadores. Já manifestei-me aqui que o pleito é justo, mas não é certo. A partida está marcada para 10 de agosto.

Depois, o mesmo Santos começou a pedir uma série de adiamentos alegando que seu elenco estaria sendo prejudicado pela participação do Brasil na Copa América. Até entendendo que o time praiano queira contar com os seus principais jogadores mas aí tem duas coisas: 1. menospreza o próprio elenco deixando claro que quem não foi convocado não tem condições de segurar o rojão e 2. atrapalha o planejamento dos outros clubes.

E assim aconteceu: Santos e América Mineiro se enfrentaram uma semana após toda a disputa da sexta rodada. Santos e Fluminense pela oitava rodada foi transferido para 24 de agosto. Grêmio e Santos da 11ª rodada foi transferido para 05 de outubro… E por aí vai…

O Internacional de Porto Alegre vai fazer uma excursão na Europa e ganhar uns trocados. Justíssimo. Mas para isso, antecipou o jogo da 12ª rodada contra o Corinthians e também antecipou a disputa contra o Avaí pela 11ª rodada, aí no caso, um mal menor.

Até o meu Corinthians, e eu também corto na própria carne (para não dizerem que só falo dos outros), adiou um jogo ano passado na semana de seu Centenário. Tudo bem que não se completa 100 anos todo dia, mas não acho legal mudar o calendário, alterar jogos, fazer da vida do torcedor uma bagunça.

A CBF continuou a lambança, por conta do Brasil na Copa América. Transferiu metade da rodada passada do final de semana para a quarta, sempre na dependência da participação do Brasil que, acabou por ser eliminado.

A questão é a seguinte: tudo é muito justo, muito certo e a gente entende todo mundo, ok?

Mas os clubes precisam sentar e resolver o eterno problema do calendário do futebol brasileiro. Todo ano é a mesma reclamação e choradeira: o calendário é ruim, não há tempo para preparação, vamos encurtar os estaduais, vamos acabar com os estaduais etc etc etc.

E a zona, ano após ano, continua a mesma.

Parece que a partir da 13ª rodada, a coisa entra nos eixos. Tomara.

[Copa América 2011] O Brasil na Copa América: as verdades sem enrolação


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Inicio este post com um pedido de desculpas ao amigo, à amiga do Canelada. Queria ter feito uma cobertura da Copa América, uma análise legal (ao menos tentar) de jogo a jogo mas, infelizmente, o tempo – este maldito – não me permitiu tal compromisso. Como eram dois jogos por dia, tudo acabou acumulando e não tive mais como escrever sobre a Copa América.

Segundo, que fiz questão de escrever este texto após ver o VT do jogo Brasil e Paraguai, que não pude acompanhar ao vivo devido ao retorno de uma viagem. Nem mesmo ouvi o jogo no carro. Apenas consegui sintonizar algum dial, justamente, na hora da cobrança dos pênaltis.

Pois bem. Desculpas e explicações feitas, vamos malhar em ferro frio e só para (não) variar, eu vou na contramão das opiniões reinantes, até porque, no meu humilde entender e pensar, muita bobagem foi escrita e dita após a eliminação do Brasil pelo “esquadrão” de Larissa Riquelme.

É sempre assim. O Brasil perdeu, a culpa é do técnico, da CBF, do Ricardo Teixeira, da Dilma, do gramado, do Kassab, do Datena e como diria Carlos Heitor Cony, ainda não encontraram os ossos da Dana de Teffé.

Quase ninguém fala da culpa dos jogadores e do establishment que envolve esses atletas, tratados como sultões, porque a paixão pelos clubes que todos defendemos e pelos mitos, ainda que tenham pés-de-barro, impede uma análise ao menos razoável. Por isso, coloco minhas ideias para fomentar o debate.


O jogo

Obviamente que o Brasil não foi nenhuma maravilha. Mas o jogo em si, foi o ataque brasileiro contra a defesa paraguaia. Foi a melhor partida do time na Copa América e, salvo engano, o melhor jogo do Brasil sob o comando de Mano Menezes. A equipe falhou na finalização, durante longos 120 minutos e foi extremamente incompetente na cobrança dos pênaltis. Deve, também, ter sido a melhor partida na vida do goleiro paraguaio Justo Villar.

A rigor, portanto, a eliminação do Brasil foi um acidente de percurso, tal e qual por exemplo, a eliminação do País na mesma competição, dez anos atrás. Para quem não se lembra, em 23 de julho de 2001, o time de Luiz Felipe Scolari foi eliminado em Manizales, na Colômbia, pela “fortíssima” seleção de Honduras. Muito se falou sobre o técnico, a CBF e blá blá blá blá… Com poucas alterações, Felipão foi campeão do mundo no ano seguinte e calou a boca de todos até porque os cães sempre ladram e a caravana sempre passa. E depois que Felipão ganhou o mundo, ninguém se lembra de que ele perdeu a Copa América.

Como já tive a oportunidade de escrever aqui para o Canelada incomoda-me, sobremaneira, esse complexo de vira-lata que parte do povo tem. Tem gente que não quer a Copa no Brasil. Tem gente que não quer as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Prá piorar, a próxima Copa América, em 2015, também será aqui.

Tem gente que adora falar mal. Tem gente que gosta de torcer contra. Tem gente que deu graças a Deus porque o Brasil foi eliminado porque os atletas podem voltar aos clubes. Sei lá… Tô ficando cada vez mais velho, mais chato e mais ranzinza, mas venho de um tempo, não tão remoto assim, que a gente sentia orgulho dos jogadores que eram convocados para defender a Pátria de chuteiras.

Cadê aquela brasilidade de outrora? Nessas horas eu gostaria que tivéssemos o nacionalismo do povo americano ou até do japonês, mas somos brasileiros e tudo o que está aí é o reflexo, direto ou indireto, de cada um de nós. Doa a quem doer.

O brasileiro, no geral, não sabe perder. Não sabe nem mesmo reconhecer a competência adversária e, como a derrota, assim como a morte, são órfãs, sempre busca-se a desculpa certa para explicar o inexplicável. Mais que isso, busca-se o culpado para jogar sobre ele todas as nossas outras mazelas estruturais que não sabemos resolver.

Ora… o Brasil é o atual bicampeão da Copa América. Bicampeão sobre a Argentina, ainda. Reclamamos do quê, afinal? A eliminação contra o Paraguai foi uma fatalidade e o maior problema do Brasil não foi o jogo de domingo, mas os três jogos da fase de classificação, quando empatamos com Venezuela e o mesmo Paraguai e apenas vencemos o Equador, que foi o saco de pancadas do grupo. Se a Venezuela e o Paraguai estão nas semifinais e o Brasil não está, é porque ambos foram, da forma deles, mais competentes que nós. Simples assim. E dane-se quem fez bico (Mano Menezes) porque o Paraguai empatou os quatro jogos. Aquela seleção poderá empatar todos os jogos e ser campeã nos pênaltis e assim o regulamento permite.


Os vilões

No Brasil, o técnico é sempre o primeiro que vai ao cadafalso. Além de ser mais fácil, é uma cultura burra nossa (vide o texto sobre a demissão do Falcão da colega Marcela Semler) e que dela não conseguimos nos livrar.

Mano Menezes foi subindo degrau a degrau, desde o Interior do Rio Grande do Sul. Chegou ao Corinthians para fazer a melhor campanha da série B, ganhar o Campeonato Paulista – o regional de maior disputa – de forma invicta, vencer a Copa do Brasil de forma soberba. Foi eliminado na Libertadores do ano seguinte, nas oitavas de final diante do Flamengo, depois de ter ganho as seis partidas na fase inicial. Saiu para assumir a seleção, deixando o Corinthians na liderança do Campeonato Brasileiro, até porque Muricy Ramalho, que era treinador do Fluminense à época, não quis a seleção brasileira alegando ser cumpridor de contratos, coisa que ao final ele não fez.

Aí eu pergunto: reclamam do quê? Não era, afinal, essa a seleção que os lambe-sacos da imprensa patropi queriam? Todos os atletas que a grande maioria das pessoas queria lá, Mano Menezes trouxe.

Dunga quase foi excomungado no ano passado porque não levou a “criançada” para a Copa. Na verdade, Dunga caiu em desgraça porque não deu atendimento Vip à Globo na África do Sul. Cheguei a ouvir e ler no ano passado, antes da Copa, que a seleção brasileira era Neymar, Paulo Henrique Ganso e mais 9.

E aí dizem que o Mano não sabe escalar? Muita gente na imprensa chegou a afirmar que com a dupla Neymar e Ganso, bastava distribuir as camisas que o resto eles destruíam.

Ah, já sei. Os jogadores devem estar cansadinhos, né? Estão numa rotina estressante, mesmo ganhando seus milhões. Os que jogam na Europa vão justificar que estão no final de temporada e que o calendário é complicado e blá blá blá blá. Os que jogam no Brasil vão alegar que acabou, há pouco, os campeonatos estaduais, a Libertadores e que o calendário é complicado é blá blá blá blá. Isso sem falar naquelas desculpas velhas como a falta de entrosamento e as contusões.

A questão fundamental é a seguinte. Há jogador e há treinador que servem apenas para time. E de preferência time pequeno, aonde a cobrança é pouca. Fica mais fácil. Não tem que carregar o peso de uma camisa com milhões de torcedores nas costas. Não tem que carregar o peso de vestir a camisa amarela e seus 190 milhões de técnicos. Sendo assim, o jogador ou jogadores, quaisquer que sejam eles, fazem qualquer frescurinha e aí aquela meia dúzia de gatos pingados que nem enchem estádio acham o máximo. E a mídia – que vende qualquer coisa – abraça a causa.

Agora, depois do fracasso na Copa América, um ou outro começa a pensar se Dunga não tinha razão. Se até Dorival Júnior, que ousou peitar a molecadinha mass media, também não tinha razão.

Outro culpado das mazelas do futebol brasileiro, já eternizado, é Ricardo Teixeira. Particularmente, acho o cara podre e incomoda-me vê-lo há séculos no comando da Confederação Brasileira de Futebol. Tirá-lo, porém, não é a solução dos problemas. Não é ele quem bate pênalti na lua. Não é ele que pensa no corte de cabelo ou nos contratos milionários do futebol europeu. A parada dele é muito maior e assim será com os seus sucessores, ainda que haja pessoas que gostem de se enganar.

Não dá, enfim, para misturar tudo no mesmo balaio de gato.

A responsabilidade real é dos jogadores, todos sem exceção, incluso os queridinhos da mídia. Foram eles que jogaram sem vontade contra a medrosa Venezuela que não deu um único chute a gol. Foram eles que acharam que venceriam o Paraguai a hora que bem entendessem no primeiro jogo e conseguiram empatar com um gol do reserva Fred no finalzinho da partida. Foram eles que resolveram jogar o segundo tempo contra o Equador, tomando ainda dois frangos. E até que eles bem que tentaram fazer “o que dava” para que o Brasil permanecesse na competição. Mas aí, sabe como é… a preocupação com a janela de transferências da Europa era muito maior.

A verdade sobre a eliminação é esta. Sem hipocrisia, sem tergiversações. E claro que você tem todo o direito de não gostar, mas com o devido respeito, a minha visão é de alguém que já acompanhou nove Copas do Mundo.

Em que pese ser um pensamento utópico, há muito tempo defendo uma seleção brasileira composta por jogadores que atuem apenas aqui no Brasil. Claro que eles devem almejar bons e merecidos contratos no futebol europeu, asiático ou no raio que o parta. Mas que comam a grama para chegar lá.

Hoje está tudo muito fácil. Qualquer caretinha que faz três embaixadinhas com a bola é chamado de craque, aparece empresário, às vezes da própria família e vira estrelinha.

Então é isso: enquanto permanecermos reféns dos empresários, da mídia tupiniquim, dos cortes ridículos de cabelo e da vaidade acima de tudo, o dilema será o mesmo.

E aí, meus caros, podem trocar o Mano Menezes por Telê Santana e Ricardo Teixeira por Jesus Cristo, que o resultado será o mesmo.

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Sylvio Micelli

Criar seu atalho


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