Category: Jornalismo e nada mais

O legalismo do ministro Marco Aurélio Mello e o anseio popular de Justiça… na casa da Justiça 2

O legalismo do ministro Marco Aurélio Mello e o anseio popular de Justiça… na casa da Justiça

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Servidor e militante do Judiciário há mais de duas décadas vi, como dever de ofício, a entrevista que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, deu ao tradicional Roda Viva da TV Cultura. Iniciei este artigo logo após a programa, três semanas atrás, mas concluo apenas agora por ter aguardado, propositadamente, o retorno dos trabalhos no Judiciário quando, certamente, as discussões sobre os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltarão ao centro das atenções.

Todos sabemos, de forma ampla e inexorável, que foi Marco Aurélio foi quem deu início ao processo de esvaziamento das funções do CNJ ao conceder, às vésperas do Natal, liminar determinando que a apreciação da conduta de juízes não pode começar no Conselho, mas nas corregedorias estaduais. A partir daí, as notícias – todas desastrosas sobre o Judiciário – começaram a circular dia sim, outro também. São tantas e irritantes informações que nem mesmo parece que estamos num novo ano. Ou, talvez, 2012 serviu apenas para trocar a folhinha pendurada na parede.

Marco Aurélio, em pouco mais de 90 minutos de entrevista, tentou justificar sua atitude injustificável, apegando-se à Carta Maior do Brasil. Alegou, ainda que não de forma convincente, acreditar que o trabalho do CNJ pode ser importante, mas que o órgão não pode ser mais que a Constituição do País. Por diversas vezes ironizou o trabalho da corregedora Eliana Calmon chegando a indicar, cinicamente, que “quem sabe ela não venha a substituir o STF também?”, ou que o CNJ estaria ungido pela sociedade diante de tantas revelações.

O ministro é conhecido pelos seus próprios pares como o rei do voto vencido e, sob a ótica da opinião pública, ele também está com o voto vencido.


O legalismo constitucional

Ao pregar a Constituição Federal como o bálsamo para a cura de todos os males e para justificar uma medida desnecessária, às vésperas do recesso do Judiciário, o ministro Marco Aurélio cometeu um pecadilho que, de fato, nem é de sua responsabilidade. Os governantes de plantão e em quaisquer esferas, sempre avocam o mandamento constitucional quando lhes beneficia. Mas a Carta Magna do Brasil vive sendo descumprida, quando convém ao poder público. Só em nossa lida diária, posso destacar o constante descumprimento do Artigo 37, X que trata da revisão salarial anual do funcionalismo, ou o Artigo 40, VIII que versa sobre a paridade entre servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Há, ainda, na Constituição do Brasil artigos, digamos, poéticos e que todos sabemos que o cumprimento não logra êxito em sua plenitude. Peguemos por exemplo o Artigo 6º da nossa Carta que preconiza “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. Fica difícil imaginar ter “tuuuuuuudo” isso, com um salário mínimo de R$ 622. E, reconheçamos, que a situação já foi pior, em tempos não tão passados.

E aí, o ministro Marco Aurélio vem se apegar à Constituição para defender interesses corporativos? Soa hilário para não dizer patético! Todos sabemos, com raríssimas exceções, que as corregedorias pouco fazem em relação à conduta de seus magistrados. E todos sabemos também que eles não estão acima da lei, apesar da postura arrogante que a grande maioria dos juízes e desembargadores adota.

O que o CNJ põe em praça pública agora, faz parte de um acervo de documentos que diversos representantes das entidades do Judiciário paulista fizemos chegar às mãos do então Corregedor, ministro Gilson Dipp, no final de novembro de 2009. Tudo que está aí escancarado, como uma chaga aberta, já era de nossa ciência e a corregedoria estadual, à época, nada fez.


O CNJ e a corregedora Eliana Calmon

Eu não nasci ontem e também não acho que a ministra Eliana Calmon seja a salvadora da Pátria. É possível que surjam convites para que ela venha a se candidatar a algum cargo eleitoral, como dizem parte de seus detratores, mas isso faz parte do jogo político. E se ela se eleger a algo no futuro, não desmerece seu trabalho hoje, de corregedora.

A verdade é que ela está balançando o coqueiro. Está mexendo em coisas que o mais obscuro, antiquado e empedernido poder da res publica (lembram-se, coisa pública), permanecia a esconder.

E ela não comete nenhum pecado. Só está fazendo seu trabalho como, aliás, ministro Marco Aurélio, está lá na Constituição Federal que Vossa Excelência diz defender e ser o guardião como é a função nobre do Supremo Tribunal Federal. No Artigo 103-B, § 5º, instituído pela Emenda Constitucional nº 45 [“Reforma” do Judiciário] compete à corregedora: “I – receber as reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos magistrados e aos serviços judiciários; II – exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e de correição geral; III – requisitar e designar magistrados, delegando-lhes atribuições, e requisitar servidores de juízos ou tribunais, inclusive nos Estados, Distrito Federal e Territórios”.

No que Eliana Calmon, ou o CNJ, ou qualquer coisa está infringindo o tal do “preceito” constitucional?


“Bandidos de Toga” e outros bichos

Em setembro do ano passado, Eliana Calmon “chocou” os seus pares ao afirmar que existiam “bandidos de toga”. As entidades da magistratura saíram gritando e esperneando, alegando que ela generalizou. Trata-se de uma grande bobagem, pois há bons e maus profissionais, em qualquer área do conhecimento humano. Por que haveria de ser diferente com os magistrados?

As notícias que brotam nos jornais, desde meados de dezembro, são tristes e fazem Themis enlouquecer, principalmente sobre o Judiciário Paulista. Por sinal, devemos lembrar que, quando o desembargador Antonio Carlos Viana Santos, presidente do TJ/SP faleceu há um ano, naquela época pipocaram algumas informações e suspeitas que acabaram, ao menos em tese, caindo no esquecimento. Mal sabíamos que o porvir em termos de informação, desde a morte de Viana Santos, seria muito pior.


O que aguardar de todo esse imbróglio

Reitero que não nasci ontem e não acredito, por mais que eu me esforce, que alguém será efetivamente punido. Há alguns dias escrevi um outro artigo questionando se os magistrados seriam punidos, mas não tenho essa ilusão. Poderá, muito eventualmente, acontecer alguma “aposentadoria compulsória” e com integralidade de vencimentos, que é, absurdamente, a maior punição e a poucos magistrados, de que se tem notícia. Mas o Judiciário e suas excelências deverão, data maxima venia, rever seus conceitos. Saírem definitivamente do pedestal, rasgarem suas togas, ao menos em termos de oxigenação do pensamento, e lembrarem para qual missão eles optaram quando fizeram o concurso para a magistratura. Lembrarem, ainda, de que são servidores públicos, tal e qual o mais simples dos servidores e que devem agir em defesa da sociedade que lhes pagam os vencimentos.

Todos esses juízes que receberam milhares de reais a título de indenização, vão conseguir comprovar, salvo engano, que esses recursos eram devidos e que tudo que receberam é absolutamente legal. Mas ser legal, não significa ser moral. Muitas vezes, o legal pode ser nojento, fétido, vergonhoso.

Enquanto isso aguardo por respostas, que não sei dar, a perguntas que eu recebo dos meus companheiros diuturnamente. Querem exemplos?

Por que o desembargador recebeu 1,5 milhão de reais e eu tenho verbas de indenização para receber, pedi para uma cirurgia para a minha mãe e sequer me responderam e tive que recorrer a um agiota?

Estou com câncer. Pedi aquilo que o TJ me deve para comprar remédios. Tenho mais de 200 mil para receber e me pagaram 4 mil. A quem recorrer?”

Pedi verbas indenizatórias que o TJ não me paga há uma década para comprar uma cadeira de rodas motorizada para minha filha que é portadora de necessidades especiais. A cadeira custa 14 mil. Juntei laudos médicos e orçamentos de compra, e o TJ me mandou 4 mil. O que fazer?

Esses são apenas exemplos pinçados de uma dura realidade naquele que é tido como o maior Judiciário do País.


A peça que se encaixa

O meu maior incômodo em toda essa história é o encaixe de uma peça a esse grande quebra-cabeça.

Em 2010, acompanhei e trabalhei nos 127 dias de greve do Judiciário, a maior da história do funcionalismo público paulista e lembro-me de parlamentares e representantes do governo que afirmavam não poder mandar mais dinheiro para o Judiciário, para cumprir nossa mísera data-base de 4,77%.

Repetida e enfadonhamente, eles alegavam, inclusive o governador à época, de que o Judiciário já havia recebido recursos para cumprir a reposição salarial.

Agora eu entendo para qual esgoto e quais foram os ratos que se locupletaram da verba que era destinada a todos.

Timão pega “freguês” em casa para manter os 100% no Paulistão 0

Timão pega “freguês” em casa para manter os 100% no Paulistão


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Neste domingo ensolarado na capital paulista, o Sport Club Corinthians Paulista encara o Clube Atlético Linense pela terceira rodada do Campeonato Paulista 2012, no velho e bom Pacaembu de tanta história e glória alvinegras.

Com a cabeça na Libertadores, que para o Corinthians se inicia em 15 de fevereiro, o time vai adquirindo ritmo de jogo e Tite vai mexendo suas peças para encontrar o ponto ideal. Até a estreia no torneio sulamericano, o Timão terá sete rodadas no Paulistão para formar o melhor time possível para conquistar a América e deslanchar no Paulistão – também importante – para se classificar à próxima fase, quando os oito mais bem classificados prosseguem no torneio.

Para o jogo de hoje, Tite mantém o mesmo time que iniciou a partida vitoriosa diante do Guaratinguetá no meio de semana: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Emerson e Liédson. Há novidades no banco de reservas. O treinador corinthiano trará Vitor Júnior, recém contratado do Atlético Goianiense e que se destacou no segundo tempo do amistoso contra a Portuguesa de Desportos. O zagueiro Marquinhos, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior no meio de semana, também está relacionado para o jogo.

O time de Lins vem forte para o campeonato e está na quinta colocação. Em seus dois jogos, muitos gols contra o Comercial (vitória por 4 a 3) e São Caetano (empate em 3 a 3). Treinado por Pintado, o Linense mostra muita força no meio de campo que chega firme ao ataque com destaque para Makelelê e Éder.


A história

Corinthians e Linense jogaram apenas onze vezes na história, até pelo fato do clube de Lins ter ficado fora da divisão de elite do futebol paulista por mais de 50 anos. O retrospecto é amplamente favorável ao clube de Parque São Jorge que venceu oito vezes e sofreu duas derrotas. Há, ainda, um empate. O Timão fez 24 gols e sofreu 13.

Curiosamente, o primeiro confronto entre as duas equipes aconteceu num amistoso em 1948, com vitória do time do Interior por 3 a 1 em partida realizada no estádio Gilberto Siqueira Lopes.

A mais recente partida entre ambos aconteceu pelo Campeonato Paulista do ano passado. Jogando em Lins, o Corinthians venceu por 2 a 0 com gols de Liédson e Bruno Quadros (contra) para o time da Capital.


O estádio

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu, pertence à prefeitura de São Paulo. É considerada “a casa” do Corinthians que joga com maior frequência no local.

O Timão jogou quatro vezes contra o Linense no Pacaembu e venceu todas as partidas. Marcou 12 gols e sofreu sete. O último jogo no estádio aconteceu em 12 de setembro de 1956 com vitória corinthiana por 4 a 3.

A mais recente partida do Corinthians no Pacaembu foi em 21 de janeiro passado na estreia do Campeonato Paulista de 2012. O Timão venceu o Mirassol, de virada, por 2 a 1. Elton e Dezinho contra marcaram os gols do Corinthians e Xuxa abriu o placar para o time do Interior.


Ficha Técnica – Jogo 5/2012

SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA X CLUBE ATLÉTICO LINENSE

Competição: Campeonato Paulista 2012 – Série A
Rodada: 3ª
Local: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho [Estádio do Pacaembu], São Paulo (SP)
Data: 29 de janeiro de 2012

Árbitro: Marcelo Rogério (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)

CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Emerson e Liédson
Técnico: Tite

LINENSE: Douglas; Anderson, Fabão e Bruno Quadros; Diego Macedo, Elias, Makelelê, Éder e Alexandre Silva; Chimba e Lenilson
Técnico: Pintado

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Que o Montillo fique no Cruzeiro e que faça bom proveito 2

Que o Montillo fique no Cruzeiro e que faça bom proveito


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Este texto é uma resposta ao postCaso Montillo, Aliciamento, Contrato, Dívidas, Imprensa Paulista e seus ultimatos“, escrito pelo blogueiro cruzeirense e companheiro de Canelada, Bruno Vox. No texto ele relata sua visão da “novela” a envolver o jogador argentino, o time mineiro e o Sport Club Corinthians Paulista.

Deixo claro que escrevo este post em meio a uma possível retomada de negociação que, como sempre, é negada por todos, mas sempre há indícios de verdade.

Reproduzo, a seguir, o primeiro parágrafo de Bruno Vox, cuja íntegra pode ser lida aqui. O lead do post já dá mais ou menos o tom do que o torcedor cruzeirense deseja externar:

A novela Montillo parece que está chegando ao seu fim, felizmente. Apesar da pressão de empresário, jogador, do ex-presidente Zezé Perrella, alguns membros da diretoria celeste, salários atrasados e até mesmo da imprensa “estrangeira” de São Paulo, o jogador parece que vai mesmo ficar no Cruzeiro e como já escrevi, graças ao presidente Gilvan que foi firme na sua postura“.

Ao longo do texto, o blogueiro acusa o Corinthians de agir de forma antiética, a que chamou de “aliciamento” do atleta, entre outras afirmações.

Segue, em tópicos, minha opinião sobre o caso:

1. Sou contra o Montillo no Corinthians. Até ironizei na semana passada, que o Cruzeiro desejava vender uma Toyota Hilux a preço de Ferrari. Acho o futebol do argentino bom, seria um atleta de nível para compor o elenco, mas nada que o fizesse um salvador da pátria ou que, sinceramente, valesse tanto esforço da diretoria do Corinthians em trazê-lo. Pessoalmente, sou muito mais o Douglas, cujo futebol acho até superior, além da identificação que o jogador gremista já tem com a nação corinthiana. Pode até ser possível que o argentino venha para cá; será bem recebido, claro; conhecerá o que é jogar num clube do porte do Sport Club Corinthians Paulista, mas não o traria. Fica o aviso… como já havia avisado quando se falava na contratação do Adriano;

2. Bruno Vox fala de “aliciamento”, de “contrato” e de “pressão” por parte do empresário e até mesmo do jogador. Pois bem. A quem queremos enganar? Será que voltamos à época do Tostão (para manter o foco no Cruzeiro), quando se jogava, efetivamente, por amor? Acordem! Isso já era. Contrato está aí para ser rompido mesmo e não me vejam como antiético. Antiético é estipular uma multa absurda, justamente para prender um cara que não quer mais jogar lá e, pelo que li, Montillo quer se ver livre e bem longe da Toca da Raposa. E já que nos comentários de um santista (coitado!) se falou de Paulo Henrique Ganso, o mesmo se aplica ao jogador da Vila Belmiro. É ético, é moral? Não sei. Mas todos os clubes fazem, de uma forma ou de outra. Até os que se julgam sérios e acima do bem e do mal;

3. Salários atrasados: o cara já não recebe, segundo o próprio blogueiro, e o time quer prender o cara para dever mais? É isso mesmo? Olha. Eu antevejo um futuro sombrio para algumas equipes que “dão até as calças (e até mais alguma coisa)” para os atletas e depois não pagam salários, não cumprem com direitos de imagem e outras coisas. Há clubes que optam até por encerrar outras atividades e manter o atleta X ou Y o que é altamente temerário, além de não cumprir os tais preceitos éticos e morais… O Corinthians foi, historicamente, mal gerido por décadas e cansei de cortar na própria carne e escrever verdades. Mas isso tem mudado: aqui se paga em dia;

4. O termo “imprensa “estrangeira” de São Paulo” deixa transparecer, claramente, o velho bairrismo que sempre observamos em relação às coisas de São Paulo (estado ou cidade). O mesmo santista que comentou sobre PH Ganso volta a afirmar que a imprensa é corinthiana e também já cansei de escrever que a imprensa é de quem dá renda. É simples. Tenham mais de 30 milhões de torcedores, rompam a barreira dos seus estados de origem, transformem-se em times nacionais que a mídia vai olhar vocês com outros olhos. Dizem que para ter torcedores é preciso títulos, mas no Corinthians a torcida cresceu sem título nenhum. Mas isso é uma outra história porque aqui sempre foi e sempre será uma outra história;

5. O Corinthians demonstrou interesse pelo atleta, chegou a oferecer uma bela quantia em dinheiro, para os níveis do futebol nacional e jogadores, mas o Cruzeiro quer tirar a barriga da miséria com um jogador só… E aí fica difícil.


O que há de verdade nessa história toda?

Montillo quer sair do Cruzeiro e, não necessariamente, vir para o Corinthians. Isso está claro. Ele quer jogar no maior centro do país, quer disputar a Libertadores, quer estar mais próximo de Buenos Aires, até pelo filho especial que ele tem, quer ganhar bem e ser pago em dia. E quem oferece tudo isso a ele hoje é só um clube e… por mera coincidência é o Corinthians.

O presidente Gilvan de Pinho Tavares fica numa sinuca de bico. Sabe que precisa vender, sabe que o Cruzeiro está numa draga danada, mas não quer iniciar sua gestão perdendo seu principal (para não dizer único) bom jogador. Por isso tentar dificultar ao máximo aquilo que é quase inevitável, para fazer o torcedor acreditar que tem pulso e que quem manda é ele, e para valorizar o pouco que tem. É possível que ele segure o atleta ainda neste primeiro semestre, mas quando abrir a janela de transferência da Europa, já era.

Sinceramente, que o Montillo fique no Cruzeiro e que faça bom proveito. Desejo que ele tenha um excelente campeonato e que ajude a Raposinha fazer uma campanha melhor que o quase rebaixamento do ano passado e que só não aconteceu porque contou com a ajuda “regional” de seu principal adversário para escapar da degola.

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Na Copinha, Corinthians conquista primeiro título do ano 0

Na Copinha, Corinthians conquista primeiro título do ano


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

O amado Sport Club Corinthians Paulista sagrou-se, na última quarta (25), campeão da 43ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Numa disputa emocionante contra o Fluminense Football Club, que jogou muito bem, o Timãozinho acabou campeão graças a dois gols de cabeça do zagueiro Antonio Carlos. Foi mais uma daquelas típicas viradas corinthianas a enlouquecer quase 37 mil torcedores no velho e bom Pacaembu e, certamente, a ganhar uma página na história do clube das viradas.

Dono da melhor campanha do torneio, jogando em casa e com o apoio da torcida, o Corinthians era o favorito ao título, mas o clube do Rio de Janeiro não apenas equilibrou as ações, como teve o domínio em boa parte do jogo. O técnico do Flu, Marcelo Veiga, optou por marcar os criadores de jogada do time corinthiano. Os laterais Denner e Cristiano pouco avançaram e a bola não chegava ao trio de ataque formado por Matheuzinho, Leonardo e Douglas.

No primeiro tempo, apesar da maior posse de bola, o Corinthians pouco criou. Pelo lado carioca, o bom atacante Marcos Júnior infernizava a defesa alvinegra. Ele criou três oportunidades de abrir o placar, mas contou com defesas do goleiro Matheus Caldeira.

Logo no começo da etapa final, o Fluminense fez 1 a 0. Em jogada de Marcos Júnior e falha do goleiro, Michael tocou para o gol vazio.

Com desvantagem no marcador, o Corinthians foi para cima correndo o risco dos contra-ataques. E este foi o retrato do segundo tempo: o Timãozinho atacava, às vezes até de forma atabalhoada e o Fluminense não conseguia aumentar a vantagem na rapidez de seu principal jogador.

Sobrou, assim, emoção. Além da contusão do goleiro Matheus Caldeira, que chegou a jogar alguns minutos sem condições, o zagueiro Antonio Carlos foi o “salvador da pátria”. Capitão do time fez os dois gols de cabeça, aos 20 e aos 43 minutos, em cobranças de escanteio para o delírio da Fiel que comemorou o oitavo título do Timãozinho na Copinha.

A campanha do Corinthians foi irretocável: oito vitórias em oito jogos; 30 gols marcados e apenas dois sofridos. O Fluminense até jogou melhor a última partida, o que engrandeceu o triunfo corinthiano.

E parabéns à molecada! Que estes jogadores, na medida do possível, sejam bem aproveitados pelo time principal.


Ficha Técnica

SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA 2 X 1 FLUMINENSE FOOTBALL CLUB

Competição: 43ª Copa São Paulo de Futebol Júnior
Rodada: 8ª (Final)
Local: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho [Estádio do Pacaembu], São Paulo (SP)
Data: 25 de janeiro de 2012

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Luis Alexandre Nilse (ambos de SP)
Quarto Árbitro: Marcelo Aparecido da Silva (SP)
Público: 37.659 torcedores
Renda: não divulgada

Gols: Antonio Carlos [C] (65′ e 88′); Michael [F] (48′)
Cartões amarelos: Anderson e Leonardo [C]; William, Silézio e Fabinho [G]

CORINTHIANS: Matheus (Ravi); Cristiano (Leandro), Antônio Carlos, Marquinhos e Denner; Anderson, Gomes, Giovanni (Wesley) e Matheuzinho; Douglas e Leonardo
Técnico: Narciso

FLUMINENSE (RJ): Silézio; Fabinho, Wellington Carvalho, Léo Lelis e Ronan; Higor, Willian, Rafinha e Eduardo (Fernando); Michael (Igor Julião) e Marcos Júnior
Técnico: Marcelo Veiga

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

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Corinthians e Fluminense: uma final de peso na Copinha 1

Corinthians e Fluminense: uma final de peso na Copinha


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Logo mais às 10 da manhã, acontece a final da 43ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O jogo ocorre no “Monumental do Pacaembu” e terá transmissão de TV Aberta, fechada (Globo, Sportv, Rede Vida, ESPN, Band, Band Sports), enfim, uma festa para comemorar mais um aniversário da cidade de São Paulo.

Não será uma final qualquer. Reunirá as duas equipes que, juntas, venceram por 12 vezes o campeonato. Sport Club Corinthians Paulista com sete títulos e Fluminense Football Club, com cinco, são os maiores campeões do torneio.

O Corinthians também terá condições de devolver a derrota sofrida na final de 1973, quando perdeu dos tricolores cariocas nas prorrogação.

Nesta edição de 2012, o Fluminense venceu seis em sete jogos. Perdeu apenas um. Marcou 22 gols e sofreu sete. Subiu muito de produção das quartas de final para a final, goleando Grêmio (RS), Desportivo Brasil e Coritiba (PR).

A campanha do Corinthians é absolutamente perfeita. Sete jogos, sete vitórias. Absurdos 28 gols marcados e apenas um sofrido e ainda, pelo goleiro reserva. Goleadas de 9, 6, 5 gols já aconteceram

Mas… a frase é velha e sempre renasce. Decisão é decisão e vice-versa.

Narciso deve vir a campo com o que tem de melhor: Matheus; Cristiano, Antônio Carlos, Marquinhos e Denner; Anderson, Gomes, Giovanni e Matheuzinho; Douglas e Leonardo.

Força, molecada e como diz o mestre (tricolor) Nelson Rodrigues: “O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência”. Então, calma e paciência que assim o título será nosso!

E que vença o melhor e, se possível, que o melhor seja o Sport Club Corinthians Paulista… porque se não for terá sido uma baita injustiça.

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