Na segunda partida da Copa América 2011, a seleção da Colômbia venceu a Costa Rica pelo placar mínimo. A vitória dá a liderança do grupo A, à equipe Cafetera, após o empate entre Argentina e Bolívia.
Mesmo representada com a equipe sub-23, a Colômbia dominou o jogo inteiro, mas sem muita vontade. Mesmo assim, ficou clara a diferença entre o time sulamericano e a equipe da Costa Rica que teve em seu goleiro, Leonel Moreira, o melhor homem em campo.
À Costa Rica restou a correria de seu ataque, em especial dos avantes Joel Campbell, que atuou na primeira etapa e Cesar Elizondo, que o substituiu no segundo tempo.
A vida da Colômbia ainda foi facilitada pela expulsão do meia Randall Brenes, aos 27 minutos da etapa inicial. Logo em seguida, numa prática pouco habitual no Brasil, o técnico colombiano Hernán Gómez, ainda na primeira etapa, sacou um volante (Aguilar) e colocou mais um atacante (Rodallega).
A tática deu certo. No último minuto do primeiro tempo, Guarín fez um lançamento à frente, o atacante Adrián Ramos recebeu sozinho e teve categoria para driblar o goleiro Moreira e dar números finais à partida.
No segundo tempo, a Colômbia continuou na pressão, mas parou nas mãos do bom arqueiro costarriquenho.
Pela 2ª rodada do Grupo A, a Colômbia enfrenta a Argentina na quarta, dia 06 de julho. No dia seguinte, a Costa Rica joga contra a Bolívia.
COLÔMBIA 1 X 0 COSTA RICA
Local: Estádio 23 de Agosto,
San Salvador de Jujuy, Argentina Data/Hora: 02/07/2011 – 15h45 Árbitro: Enrique Osses – Chile Auxiliares: Francisco Mondria – Chile e Nicolás Yegros – Paraguai
Um frangaço e um golaço. Assim começou a Copa América 2011 num empate entre Argentina e Bolívia. O resultado não é lá uma zebra daquelas impossíveis, mas certamente, frustrou os milhares de argentinos no estádio de La Plata que apoiaram sua seleção, anfitriã do torneio.
Um primeiro tempo de dar sono, com a Argentina na posse da bola, mas sem um esquema de jogo. Aliás, tinha esquema… O técnico Sergio Batista deve ter mandado jogar no Messi que ele resolve. Mas não resolveu. Messi, o “original” ficou na Espanha. Esse “clone” com a camisa 10 deixou-se envolver pela marcação de três, quatro bolivianos e nada fez. E sua pífia atuação desperta aquela dúvida: seria Messi apenas jogador de clube? Manifestem-se, por favor, porque não consigo entender.
Ainda no primeiro tempo, os bolivianos pouco chegaram à area argentina e zzzzzzzzzzzzzzzz… Quase dormi.
O segundo tempo foi outro. Logo no começo, com dois minutos, o brasileiro (tinha que ser!) naturalizado Edivaldo Rojas abriu o placar. Numa cobrança de escanteio, ele tocou de calcanhar. Banega e Romero fizeram m…., ops… falharam feio e a bola entrou no cantinho. Um frangaço. E olha que nem era o Rogério Ceni (Hahahahah!)… 1 a 0 para a Bolívia.
Os bolivianos foram se defender e os argentinos foram para o abafa, mas sem qualidade técnica. Não sei se é a tal da “pressão” da estreia, mas os uniformes pareciam trocados. A Argentina ía desorientada ao ataque e a Bolívia era perigosa no contra-ataque.
Mas aos 30 minutos Sergio Agüero, que entrou no lugar de Lavezzi, fez um golaço. Ele bateu no ângulo, uma bola ajeitada de peito pela velho Burdisso.
A Argentina foi prá cima, mas a Bolívia arrancou um ponto importante.
A Bolívia, na próxima partida, enfrentará a Costa Rica no dia 07. Já a Argentina joga contra a Colômbia, pela 2ª rodada, dia 06 de julho.
ARGENTINA 1 X 1 BOLÍVIA
Local: Estádio Único Ciudad de la Plata,
Ciudad de la Plata, Argentina Data/Hora: 01/07/2011 – 21h45 Árbitro: Roberto Silveira – Uruguai Auxiliares: Miguel Nievas – Uruguai e Luis Alvarado – Equador
De 1º de julho até o próximo dia 24, o futebol do lado de cá do planeta estará ligado na Argentina, para mais uma edição da Copa América de Seleções, em sua 43ª edição. O Brasil defende os dois últimos títulos conquistados em 2004 (Peru) e 2007 (Venezuela).
O selecionado brasileiro, a bem da verdade, nunca deu efetivo valor ao torneio. Tanto que tem tem apenas oito conquistas, bem distante dos 14 títulos argentinos e uruguaios. O Brasil chegou a ficar 40 anos (1949 a 1989) sem vencer a competição e aproveitou bem o período para conquistar três Copas do Mundo.
A Copa América para o Brasil em 2011 será, entretanto, diferente. Classificado para a Copa do Mundo de 2014 na condição de país-sede este deverá ser o único torneio que o País terá pela frente, muito pouco para uma seleção que defenderá uma tradição em copas.
Seja lá como for, fuerza Brasil!
Serão 12 equipos em três grupos. Classificam-se para as quartas de final os dois melhores de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados.
Grupo A
Argentina – Sempre forte, anfitriã e jogando com a força de sua torcida, la alvi celeste é favorita ao título. Além do mais, o time é composto por Lionel Messi do todo poderoso Barcelona e mais dez. E dentre os dez, ainda temos Tévez (Manchester City), Agüero (Atlético de Madrid), Milito (Internazionale), Mascherano (Barcelona), Cambiasso (Internazionale)… Tem problemas no gol e na defesa, mas o ataque é um dos maiores do mundo.
Bolívia – Equipe sempre coadjuvante em competições sulamericanas, só incomoda quando manda seus jogos em altitudes aonde a prática desportiva é perigosa. Em condições normais deverá ficar pela primeira fase. Tem como destaques o atacante Marcelo Moreno, que já passou por Vitória e Cruzeiro e Pablo Escobar, meia que está vinculado ao Botafogo de Ribeirão Preto e já passou por alguns clubes paulistas.
Colômbia – Los Cafeteros não vivem dias de Rincón, Asprilla ou Valderrama, mas tem uma defesa muito bem armada com Mario Yepes (Milan), Zúñiga Mosquera (Nápoli) e Pablo Armero, que já passou pelo Palmeiras e joga hoje na Udinese. Tem sérios problemas no ataque. Sempre é um time forte, mas nem sempre atua com a seriedade necessária.
Costa Rica – Chamada às pressas para substituir o Japão, que desistiu de participar após o tsunami de abril, a Costa Rica deve fazer apenas número. Com um futebol bem aquém do sulamericano, fato comum às equipes da América Central, a Costa Rica ainda vem de luto pela morte, na semana passada, de um dos seus principais jogadores de defesa, Dennis Marshall, que faleceu num acidente de carro. Tem a velocidade dos atacantes Josué Martínez (Deportivo Saprissa) e César Elizondo (Pérez Zeledón). E só!
Aqui, tudo indica classificação de Argentina e Colômbia.
Grupo B
Brasil – Neymar (Santos) e mais 10 é a aposta de Mano Menezes que ainda não conseguiu dar consistência ao time. Com algumas vitórias contra seleções pouca expressivas e jogos ruins, a Copa América deve determinar que perspectivas o treinador terá à frente da seleção. Perder, não significa sua saída, mas trará uma pressão extra em relação a nomes como Muricy Ramalho ou Luiz Felipe Scolari. O futebol brasileiro dispensa comentários. É um dos melhores do mundo, mas nem sempre a fama se reflete em campo.
Equador - A seleção equatoriana tem se transformando numa das forças intermediárias (atrás de Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) do continente. Sempre com times rápidos e fortes, o Equador deve dar trabalho. Tem como destaques, jogadores que atuam pela LDU, tais como os defensores Calderon e Reasco e, principalmente, o meia Antonio Valencia que atua no Manchester United.
Paraguai – Um elenco experiente é a marca do futebol paraguaio que conta com os bem rodados atacantes Roque Santa Cruz (Blackburn) e Benítez (Pachuca), os meiocampistas Cáceres (Olimpia) e Riveros (Sunderland) e o bom lateral Samudio (Libertad), até pretendido pelo Corinthians. Tem na força do conjunto seu principal trunfo e, certamente, virá com uma equipe forte para a competição.
Venezuela – Por mais que o futebol tenha se nivelado, ainda que por baixo, a Venezuela continua sendo a mais fraca das seleções sulamericanas. Neste grupo deve amargar a última posição. Um dos principais destaques é o jovem Orozco que atual pelo Wolfsburg na Alemanha. Outro jogador importante é o veterano Juan Arango, que também atua no país germânico pelo Borussia Mönchengladbach.
Aqui, tudo indica classificação de Brasil e Paraguai, com o Equador correndo por fora e classificando-se pelo índice técnico.
Grupo C
Chile – Tradicional equipe sulamericana, também aposta na força do conjunto para sua classificação. Jogadores importantes não faltam. Além dos conhecidos Valdívia (Palmeiras) e Fierro (Flamengo), a seleção contará com atletas importantes como Beausejour (Birminghan City) e Matías Fernández (Sporting). Tem uma defesa forte com o goleiro Claudio Bravo (Real Sociedad), o zagueiro Ponce (Vélez Sársfield) e seu companheiro Arturo Vidal (Bayer Leverkusen).
México – Outro convidado, da América do Norte, o México vive o eterno dilema de “jogar como nunca e perder como sempre”. Em que pese ser um futebol dos mais ricos, não traduz tal superioridade nos gramados. Tem Javier Hernández (Manchester United), um dos principais atacantes e Javier Rodríguez, zagueiro que atua no PSV Eindhoven. Maior parte do elenco atua no próprio país.
Peru – Outro saco de pancadas habitual nas competições sulamericanas, o Peru não deve mudar sua rotina. Seus principais jogadores resumem-se a Luís Ramirez (Corinthians), Carrillo (Sporting) e Pizarro (Werder Bremen). Destaque, ainda, para o defensor Zambrano (St. Pauli) e para o meiocampista Manuel Vargas (Fiorentina). Muito difícil a vida peruana na CA – 2011.
Uruguai – País outrora, melhor time sulamericano, a Celeste Olímpica passou as últimas duas décadas por um doloroso período de entressafra. Surpreendeu o mundo com a 4ª posição na Copa da África do Sul e a chegada do Peñarol à final da Libertadores é prova de que o Uruguai renasceu. E muito cuidado com ele. Ouso dizer que tem o melhor time da competição. Vejamos: no gol, o experiente Muslera (Lazio); na zaga temos Diego Lugano (Fenerbahçe) e Cáceres (Sevilla). No meio de campo tem Alvaro Pereira (Porto). E na frente “apenas” Cavani (Nápoli), Diego Forlán (Atlético de Madrid), Luiz Suárez (Liverpool), “Loco” Abreu (Botafogo/RJ) e Hernández (Palermo). Vai encarar?
Aqui, tudo indica classificação de Chile e Uruguai, com o México correndo por fora e classificando-se pelo índice técnico.
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