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[Copa América 2011] Ops! Argentina 1 X 1 Bolívia… Messi só joga no Barça?


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Um frangaço e um golaço. Assim começou a Copa América 2011 num empate entre Argentina e Bolívia. O resultado não é lá uma zebra daquelas impossíveis, mas certamente, frustrou os milhares de argentinos no estádio de La Plata que apoiaram sua seleção, anfitriã do torneio.

Um primeiro tempo de dar sono, com a Argentina na posse da bola, mas sem um esquema de jogo. Aliás, tinha esquema… O técnico Sergio Batista deve ter mandado jogar no Messi que ele resolve. Mas não resolveu. Messi, o “original” ficou na Espanha. Esse “clone” com a camisa 10 deixou-se envolver pela marcação de três, quatro bolivianos e nada fez. E sua pífia atuação desperta aquela dúvida: seria Messi apenas jogador de clube? Manifestem-se, por favor, porque não consigo entender.

Ainda no primeiro tempo, os bolivianos pouco chegaram à area argentina e zzzzzzzzzzzzzzzz… Quase dormi.

O segundo tempo foi outro. Logo no começo, com dois minutos, o brasileiro (tinha que ser!) naturalizado Edivaldo Rojas abriu o placar. Numa cobrança de escanteio, ele tocou de calcanhar. Banega e Romero fizeram m…., ops… falharam feio e a bola entrou no cantinho. Um frangaço. E olha que nem era o Rogério Ceni (Hahahahah!)… 1 a 0 para a Bolívia.

Os bolivianos foram se defender e os argentinos foram para o abafa, mas sem qualidade técnica. Não sei se é a tal da “pressão” da estreia, mas os uniformes pareciam trocados. A Argentina ía desorientada ao ataque e a Bolívia era perigosa no contra-ataque.

Mas aos 30 minutos Sergio Agüero, que entrou no lugar de Lavezzi, fez um golaço. Ele bateu no ângulo, uma bola ajeitada de peito pela velho Burdisso.

A Argentina foi prá cima, mas a Bolívia arrancou um ponto importante.

A Bolívia, na próxima partida, enfrentará a Costa Rica no dia 07. Já a Argentina joga contra a Colômbia, pela 2ª rodada, dia 06 de julho.

ARGENTINA 1 X 1 BOLÍVIA

Local: Estádio Único Ciudad de la Plata,
Ciudad de la Plata, Argentina
Data/Hora: 01/07/2011 – 21h45
Árbitro: Roberto Silveira – Uruguai
Auxiliares: Miguel Nievas – Uruguai e Luis Alvarado – Equador

GOLS: Edivaldo Rojas – BOL 47′ / Sergio Agüero – ARG 75′

ARGENTINA: 23-Sergio Romero, 8-Javier Zanetti, 4-Nicolás Burdisso, 6-Gabriel Milito, 17-Marcos Rojo, 14-Javier Mascherano, 5-Esteban Cambiasso (7-Ángel Di María, 46′), 19-Ever Banega, 11-Carlos Tevez, 21-Ezequiel Lavezzi (16-Sergio Aguero, 70′) e 10-Lionel Messi. Técnico: Sergio Batista.

Cartões amarelos: Carlos Tevez (37’) e Ezequiel Lavezzi (54’)

BOLÍVIA: 1-Carlos Arias, 4-Lorgio Alvarez, 3-Luis Gutiérrez, 5-Ronald Rivero, 16-Ronald Raldes, 6-Walter Flores, 15-Jaime Robles, 21-Jhasmany Campos(17-Juan Carlos Arce, 79’), 10-Joselito Vaca (19-José Chávez, 63’), 9-Marcelo Moreno e 7-Edivaldo Rojas (22-Rudy Cardozo, 89’). Técnico: Gustavo Quinteros.

Cartões amarelos: Walter Flores (34’), Luis Gutiérrez (38’), José Chávez (73’) e Ronald Rivero (87’)

Ficha Técnica by CA2011.com – Site Oficial da Copa América 2011

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[Copa América 2011] Breves comentários e perspectivas


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

De 1º de julho até o próximo dia 24, o futebol do lado de cá do planeta estará ligado na Argentina, para mais uma edição da Copa América de Seleções, em sua 43ª edição. O Brasil defende os dois últimos títulos conquistados em 2004 (Peru) e 2007 (Venezuela).

O selecionado brasileiro, a bem da verdade, nunca deu efetivo valor ao torneio. Tanto que tem tem apenas oito conquistas, bem distante dos 14 títulos argentinos e uruguaios. O Brasil chegou a ficar 40 anos (1949 a 1989) sem vencer a competição e aproveitou bem o período para conquistar três Copas do Mundo.

A Copa América para o Brasil em 2011 será, entretanto, diferente. Classificado para a Copa do Mundo de 2014 na condição de país-sede este deverá ser o único torneio que o País terá pela frente, muito pouco para uma seleção que defenderá uma tradição em copas.

Seja lá como for, fuerza Brasil!

Serão 12 equipos em três grupos. Classificam-se para as quartas de final os dois melhores de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados.


Grupo A

Argentina – Sempre forte, anfitriã e jogando com a força de sua torcida, la alvi celeste é favorita ao título. Além do mais, o time é composto por Lionel Messi do todo poderoso Barcelona e mais dez. E dentre os dez, ainda temos Tévez (Manchester City), Agüero (Atlético de Madrid), Milito (Internazionale), Mascherano (Barcelona), Cambiasso (Internazionale)… Tem problemas no gol e na defesa, mas o ataque é um dos maiores do mundo.

Bolívia – Equipe sempre coadjuvante em competições sulamericanas, só incomoda quando manda seus jogos em altitudes aonde a prática desportiva é perigosa. Em condições normais deverá ficar pela primeira fase. Tem como destaques o atacante Marcelo Moreno, que já passou por Vitória e Cruzeiro e Pablo Escobar, meia que está vinculado ao Botafogo de Ribeirão Preto e já passou por alguns clubes paulistas.

ColômbiaLos Cafeteros não vivem dias de Rincón, Asprilla ou Valderrama, mas tem uma defesa muito bem armada com Mario Yepes (Milan), Zúñiga Mosquera (Nápoli) e Pablo Armero, que já passou pelo Palmeiras e joga hoje na Udinese. Tem sérios problemas no ataque. Sempre é um time forte, mas nem sempre atua com a seriedade necessária.

Costa Rica – Chamada às pressas para substituir o Japão, que desistiu de participar após o tsunami de abril, a Costa Rica deve fazer apenas número. Com um futebol bem aquém do sulamericano, fato comum às equipes da América Central, a Costa Rica ainda vem de luto pela morte, na semana passada, de um dos seus principais jogadores de defesa, Dennis Marshall, que faleceu num acidente de carro. Tem a velocidade dos atacantes Josué Martínez (Deportivo Saprissa) e César Elizondo (Pérez Zeledón). E só!

Aqui, tudo indica classificação de Argentina e Colômbia.


Grupo B

Brasil – Neymar (Santos) e mais 10 é a aposta de Mano Menezes que ainda não conseguiu dar consistência ao time. Com algumas vitórias contra seleções pouca expressivas e jogos ruins, a Copa América deve determinar que perspectivas o treinador terá à frente da seleção. Perder, não significa sua saída, mas trará uma pressão extra em relação a nomes como Muricy Ramalho ou Luiz Felipe Scolari. O futebol brasileiro dispensa comentários. É um dos melhores do mundo, mas nem sempre a fama se reflete em campo.

Equador - A seleção equatoriana tem se transformando numa das forças intermediárias (atrás de Argentina, Brasil, Chile e Uruguai) do continente. Sempre com times rápidos e fortes, o Equador deve dar trabalho. Tem como destaques, jogadores que atuam pela LDU, tais como os defensores Calderon e Reasco e, principalmente, o meia Antonio Valencia que atua no Manchester United.

Paraguai – Um elenco experiente é a marca do futebol paraguaio que conta com os bem rodados atacantes Roque Santa Cruz (Blackburn) e Benítez (Pachuca), os meiocampistas Cáceres (Olimpia) e Riveros (Sunderland) e o bom lateral Samudio (Libertad), até pretendido pelo Corinthians. Tem na força do conjunto seu principal trunfo e, certamente, virá com uma equipe forte para a competição.

Venezuela – Por mais que o futebol tenha se nivelado, ainda que por baixo, a Venezuela continua sendo a mais fraca das seleções sulamericanas. Neste grupo deve amargar a última posição. Um dos principais destaques é o jovem Orozco que atual pelo Wolfsburg na Alemanha. Outro jogador importante é o veterano Juan Arango, que também atua no país germânico pelo Borussia Mönchengladbach.

Aqui, tudo indica classificação de Brasil e Paraguai, com o Equador correndo por fora e classificando-se pelo índice técnico.


Grupo C

Chile – Tradicional equipe sulamericana, também aposta na força do conjunto para sua classificação. Jogadores importantes não faltam. Além dos conhecidos Valdívia (Palmeiras) e Fierro (Flamengo), a seleção contará com atletas importantes como Beausejour (Birminghan City) e Matías Fernández (Sporting). Tem uma defesa forte com o goleiro Claudio Bravo (Real Sociedad), o zagueiro Ponce (Vélez Sársfield) e seu companheiro Arturo Vidal (Bayer Leverkusen).

México – Outro convidado, da América do Norte, o México vive o eterno dilema de “jogar como nunca e perder como sempre”. Em que pese ser um futebol dos mais ricos, não traduz tal superioridade nos gramados. Tem Javier Hernández (Manchester United), um dos principais atacantes e Javier Rodríguez, zagueiro que atua no PSV Eindhoven. Maior parte do elenco atua no próprio país.

Peru – Outro saco de pancadas habitual nas competições sulamericanas, o Peru não deve mudar sua rotina. Seus principais jogadores resumem-se a Luís Ramirez (Corinthians), Carrillo (Sporting) e Pizarro (Werder Bremen). Destaque, ainda, para o defensor Zambrano (St. Pauli) e para o meiocampista Manuel Vargas (Fiorentina). Muito difícil a vida peruana na CA – 2011.

Uruguai – País outrora, melhor time sulamericano, a Celeste Olímpica passou as últimas duas décadas por um doloroso período de entressafra. Surpreendeu o mundo com a 4ª posição na Copa da África do Sul e a chegada do Peñarol à final da Libertadores é prova de que o Uruguai renasceu. E muito cuidado com ele. Ouso dizer que tem o melhor time da competição. Vejamos: no gol, o experiente Muslera (Lazio); na zaga temos Diego Lugano (Fenerbahçe) e Cáceres (Sevilla). No meio de campo tem Alvaro Pereira (Porto). E na frente “apenas” Cavani (Nápoli), Diego Forlán (Atlético de Madrid), Luiz Suárez (Liverpool), “Loco” Abreu (Botafogo/RJ) e Hernández (Palermo). Vai encarar?

Aqui, tudo indica classificação de Chile e Uruguai, com o México correndo por fora e classificando-se pelo índice técnico.

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Timão jogou mal. Mas o suficiente para virar líder

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Nem sempre dá para dar espetáculo. Depois da goleada imposta ao então líder da competição (São Paulo), o alvinegro mais amado era favoritíssimo em Salvador, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

Entretanto, com muitas dificuldades, o Sport Club Corinthians Paulista venceu o Esporte Clube Bahia pelo placar mínimo. Considerando-se o jogo difícil, o fator de jogar fora de casa e os três pontos, foi uma vitória muito importante e que, aliado ao fato de mais uma derrota sãopaulina, levou o Timão à liderança do “endurão” com um jogo a menos (adiado contra o Santos).


O jogo

Jogando em casa, no simpático Estádio de Pituaçu, o Bahia, de volta à elite do futebol após oito anos, foi com tudo para o ataque. Antes dos dez minutos, bons lances com Júnior e Jancarlos foram para a linha de fundo. Em seguida, Ralf e Jorge Henrique também tiveram boas oportunidades e equilibraram a disputa.

Aos 12 minutos, pênalti para o Corinthians. Liédson recuperou uma bola no ataque, apertando a defesa adversária e fez jogada com Jorge Henrique recebendo de volta. Em seguida, foi derrubado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O capitão Chicão bateu no meio do gol, com tranquilidade, apenas para desviar de Marcelo Lomba e marcar o único gol da partida.

A equipe da casa sentiu, inicialmente, o gol. Aos 18 minutos, Edenílson, que entrou no lugar de Paulinho (suspenso pelo terceiro cartão) recebeu a bola na área pela direita, cortou para o meio e chutou rasteiro para a defesa do goleiro.

A partir da metade do primeiro tempo, o Bahia retomou a pressão inicial com falta batida por Ricardinho e cabeçadas de Gabriel e Paulo Miranda. E a etapa inicial terminou sendo bem disputada e movimentada com vantagem corinthiana.

O Timão começou o segundo tempo pressionando para ampliar o marcador. Liédson aos cinco, num chute de fora da área e Willian, no minuto seguinte, de voleio quase marcaram o segundo gol.

A partir daí, o Bahia foi superior até o final do jogo e apareceu a estrela do goleiro Julio Cesar que fez ao menos quatro defesas muito importantes em cabeçada de Gabriel e, principalmente nas faltas bem cobradas por Marcone e Marcos.

O jogador Fahel, em impedimento bem marcado pela arbitragem, chegou a empatar o jogo aos 35 minutos do segundo tempo, mas o gol foi anulado.

O tricolor baiano permaneceu atacando até o fim, mas não houve jeito. Corinthians 1, Bahia 0. Timão líder do campeonato.

Pela oitava rodada, o Timão enfrenta o Vasco, campeão da Copa do Brasil, no Pacaembu.


Para entender a regra

Uma coisa que enche o saco do corinthiano, apesar de estarmos acostumados, são os adversários sempre afirmam que somos beneficiados pela arbitragem. Recomendo ler as regras do futebol. São apenas 17. Foi pênalti em Liédson porque Marcelo Lomba puxou o pé do atacante corinthiano. Não precisa matar alguém dentro da área para a falta penal.

Também estava impedido Fahel no gol anulado que empataria a partida. Não só ele. Mais dois jogadores estavam impedidos. E nem precisava de câmera para ver.


Notas do Micelli

1 Julio Cesar - O melhor em campo e responsável direto pela vitória e liderança da equipe. Fez ao menos quatro defesas difíceis. Nota 9

18 Welder - Sem o mesmo brilho de outras partidas, mas não comprometeu. Nota 6
3 Chicão - Muito feliz na cobrança do pênalti foi um marcador exemplar na correria do Bahia. Nota 7
4 Leandro Castan - Segurou bem a pressão baiana. Nota 7
6 Fábio Santos - Tentou avançar pelo seu lado, mas sem muito êxito. Também muito firme na marcação. Nota 7

5 Ralf - Não conseguiu apoiar, mas também auxiliou muito na marcação. Nota 7
21 Edenílson - Sem ritmo de jogo e substituindo Paulinho mostrou muita força de vontade. Nota 7
20 Danilo - Não teve o mesmo brilho do jogo anterior. Pouco conseguiu em termos de criação. Nota 6
S12 Alex – Em sua estreia pelo Corinthians, pouco mostrou e acabou tendo de auxiliar na marcação. Nota 7

23 Jorge Henrique - O melhor no ataque e na criação. Nota 7
7 Willian - Bem marcado, não mostrou a mesma qualidade de jogos anteriores. Pouca movimentação. Nota 6
S11 Emerson - Tentou ser o criativo no pouco que jogou, sem sucesso. Nota 6
9 Liedson - Batalhou o lance que originou o pênalti e tentou um outro chute no segundo tempo. Muito bem marcado. Nota 7
S15 Moradei - Pouco tempo. Sem nota.


ESPORTE CLUBE BAHIA 0 X 1 SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

Local: Estádio de Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 29 de junho de 2011 (quarta)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF)
Assistentes: Carlos Emanuel Manzolillo e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (ambos do DF)
Público e Renda: não divulgados

Gol: Chicão [C] (13′ – pen)
Cartões amarelos: Jancarlos, Nikão [B]; Ralf, Danilo [C]

BAHIA: Marcelo Lomba; Jancarlos (Marcos), Danny Morais, Paulo Miranda e Ávine (Maranhão); Fahel, Marcone, Diones e Ricardinho (Nikão); Gabriel e Júnior
Técnico: René Simões

CORINTHIANS: Julio Cesar; Welder, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Edenílson e Danilo (Alex); Willian (Emerson), Jorge Henrique e Liedson (Moradei)
Técnico: Tite

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Colocação: 1ª posição com 16 pontos (*)
Campanha: 6 J – 5 V – 1 E – 0 D – 13 GF – 3 GC – 10 SG
Artilheiros: Liédson (4 gols); Willian (3 gols); Danilo e Chicão (2 gols cada); Jorge Henrique e Paulinho (1 gol cada)

(*) Devido ao adiamento do jogo Santos X Corinthians pela 5ª rodada, a equipe tem um jogo a menos que os demais adversários.
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