Category: Jornalismo e nada mais

Uma partida eletrizante com a garra que só o Corinthians tem 0

Uma partida eletrizante com a garra que só o Corinthians tem

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Corinthians e Mirassol fizeram, na tarde desse domingo, certamente, a partida mais disputada até aqui do Campeonato Paulista. Um grande jogo de futebol, eletrizante, cheio de alternativas e como disse a companheira de Canelada, Simone Mozzilli, um teste para saber se este coração corinthiano quarentão, está em dia com suas 200 batidas por minuto.

O jogo, que estava sendo transmitido por TV aberta poderia, em seu início, ser transmitido também no canal de lutas “Combate”. Nos primeiros 20 minutos, o pau comeu solto. Valeu tudo: voadora, agarrão, pescoção. Só não valia dedo nos olhos e xingar a mãe porque isso é muito feio.

A marcação forte se explicava. O Corinthians, vice-líder do campeonato enfrentava a surpresa do torneio até aqui e o Mirassol justificou porque deve se classificar entre os oito para as fases seguintes do Paulistão. Tem um time muito bom. Bem armado, rápido nos contra-ataques e perigoso. Não gostaria de enfrentá-los novamente, ainda mais num “mata-mata”…

No início do jogo, a equipe do Interior reclamou um pênalti. Moraes tocou a mão na bola dentro da área e aqui fica aquela velha discussão da “bola na mão” ou “mão na bola” e os conceitos subjetivos que cada árbitro dá. Obviamente que nossos adversários vão vir com aquela historinha prá boi dormir de que somos beneficiados e blá, blá, blá zzzzzzzzzzzzzz.

O Corinthians começou a dominar o jogo e o goleiro Fernando Leal fez duas brilhantes defesas em chutes de Willian, que substituía Liédson contundido e Paulinho, que chegou a bater a cabeça na trave e acabou por ser substituído. E justamente quando o Timão era melhor, o Mirassol abriu o placar.

O melhor jogador do time do Interior, Xuxa roubou a bola em seu campo de defesa, armou o contra-ataque e chegou até a entrada da nossa área. O jogador tocou no meio para Serginho que, colocado, mandou no ângulo de Julio Cesar. Um golaço.

Com 1 a 0 a favor, o Mirassol se armou bem na defesa e controlou a partida até o final do primeiro tempo.

Logo no começo do segundo tempo, brilha a estrela do reserva Willian, o artilheiro que veio do Figueirense. Numa cobrança de escanteio, bate-rebate na área do Mirassol, a bola sobra para o centroavante que, mesmo caído, bate de primeira, forte, um semi-voleio, sem chance para o goleiro Fernando Leal.

Logo após o gol, o Timão levou um banho de água fria. Jorge Henrique, que já havia tomado cartão amarelo por falta no primeiro tempo, fez uma falta feia e desnecessária no meio de campo e tomou o segundo amarelo. Depois o atacante se desculpou, via Twitter, mas, certamente, pisou na bola.

Com a menos em campo, o Corinthians se armou na defesa para jogar na falha do adversário. E deu certo. Luis Henrique do Mirassol errou a saída de bola no meio-campo. Dentinho ficou com a bola e tocou em profundidade para Willian. O atacante, sozinho na área, driblou o goleiro e marcou seu segundo gol. Um golaço e virada corinthiana no Interior: 2 a 1.

O resultado adverso deixou o Mirassol atordoado que não sabia aproveitar o fato de jogar com um homem a mais. Fernando Leal fez ainda outra excelente defesa, aos 40 minutos. Troca de passes entre Danilo e Bruno César que chutou forte e o goleiro espalmou para escanteio.

Com o domínio do jogo, o Corinthians ía, por meio de seus atacantes, segurando o jogo no ataque. Mas aos 44 minutos, o Mirassol “achou” um gol. O jogador Esley chutou de longe, a bola desviou em Wallace e morreu mansamente no gol, sem que Julio Cesar conseguisse evitá-lo.

Mas aí, entrou a mística corinthiana. Num rápido contra-ataque, Dentinho armou para Luís Ramirez, o peruano tocou para Bruno César que, na área, driblou Gustavo Barros e fuzilou, sem chances para Leal. Até o técnico Tite, geralmente comedido, comemorou tresloucadamente.

E é aquela velha história. Com um homem a menos, o Timão vira mais uma e ganha no final, bem ao gosto do corinthiano. Fim de papo: 3 a 2. Porque aqui é Corinthians, porra!

O destaque do jogo, sem dúvida, foi Willian. Entrou com a difícil missão de substituir o goleador Liédson e não decepcionou. Fez dois gols e quase outro, bem defendido pelo bom goleiro do Interior. É possível que nosso problema no ataque esteja resolvido. E deixemos as “estrelas” para os outros, porque no Corinthians todos brilham.

Curiosidade: foi a primeira vitória corinthiana contra a equipe do Interior. Em quatro jogos, desde que o Mirassol subiu para a série A do Campeonato Paulista em 2008, são três empates e a vitória de ontem. E que vitória!

Enquanto há os que diminuem a importância do Campeonato Paulista, o Corinthians permanece honrando sua tradição e respeitando a história.


MIRASSOL FUTEBOL CLUBE 2 X 3 SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP)
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e
Alberto Poletto Masseira

Assistentes adicionais: Leonardo Ferreira Lima e
Paulo Roberto de Sousa Júnior

Público e Renda: não divulgados

Gols: Serginho [M] (26′); Willian [C] (47′) e (65′); Esley [M] (89′) e Bruno César [C] (90′ + 1′)
Cartão amarelo: Jorge Henriqe [C]
Cartão vermelho: Jorge Henriqe [C]

MIRASSOL: Fernando Leal; Fabinho Capixaba, Gustavo Bastos, Luiz Henrique e Diego; Otacílio (Reinaldo), Jairo, Esley e Xuxa; Serginho (Victor Palito) e Wellington Amorim (Guilherme)
Técnico: Ivan Baitello

CORINTHIANS: Julio Cesar; Moradei, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Luis Ramírez), Morais (Danilo) e Jorge Henrique; Dentinho e Willian (Bruno César)
Técnico: Tite

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Corinthians e Mirassol: até aqui, um jogo sem vencedores 0

Corinthians e Mirassol: até aqui, um jogo sem vencedores

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

O Sport Club Corinthians Paulista – o mais amado e mais odiado clube do planeta – entra neste domingo às 16 horas, no Estádio José Maria de Campos Maia, para enfrentar o Mirassol que vem fazendo boa campanha, pela 13ª rodada do Campeonato Paulista 2011.

Além de lutar para manter a liderança do campeonato, ainda que dividida com os outros três grandes do futebol paulista, o Corinthians tem uma curiosa missão: vencer o Mirassol, fato que jamais ocorreu.

Desde que o time do Interior chegou à elite do futebol paulista em 2008, aconteceram três partidas. E foram três empates.

Em 2008, no primeiro encontro, o Timão empatou por 0 a 0, no estádio do Morumbi. Os melhores lances da partida foram de Dentinho e Herrera. Acosta quase fez um gol por cobertura no final do jogo, mas a bola não entrou.

No segundo jogo, realizado na última rodada do paulistão do ano de 2009, em Mirassol, as equipes empataram novamente, só que desta vez por 2 a 2. O Mirassol chegou a abrir 2 a 0, com gols de Eder e Roger. Chicão de pênalti (sofrido por Jorge Henrique) e Dentinho empataram para nós. E o Corinthians seria campeão invicto naquele ano.

No ano passado, mais um empate, agora no Pacaembu. Dessa vez, as equipes ficaram no 1 a 1. O Corinthians saiu na frente com Ronaldo. Um golaço! Ele escapou da linha de impedimento montada em jogada de falta pelo Mirassol, driblou o goleiro Renê que ficou sentado e marcou sem dificuldade. O empate do time do Interior veio com Ferreira, depois de uma lambança do então goleiro Felipe e do zagueiro Balbuena. Houve, ainda, dois gols anulados. Um de Ronaldo que estava na mesma linha que a zaga do Mirassol e outro, de Dentinho, realmente impedido.

E neste domingo?

Vetados pelo departamento médico, o lateral direito Alessandro e o atacante Liédson não jogam. Tite escalará o time da seguinte forma: Julio Cesar; Moradei, Wallace, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Morais; Jorge Henrique, Willian e Dentinho.

Os 8 minutos de acréscimo de Grêmio e Caxias e a mudança no regulamento 0

Os 8 minutos de acréscimo de Grêmio e Caxias e a mudança no regulamento

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Na última quarta-feira, o segundo tempo de Grêmio e Caxias teve nada mais, nada menos que OITO minutos de acréscimo. Algo que, salvo melhor juízo, jamais vi acontecer, exceto quando ocorrem problemas sérios na partida, o que me parece não ter ocorrido no confronto gaúcho que decidia a Taça Piratini, o que equivale ao primeiro turno do Campeonato Gaúcho. Durante este acréscimo enorme, o Grêmio empatou a partida. A decisão foi para os pênaltis e o tricolor dos pampas sagrou-se campeão.

Não vou entrar no mérito do resultado do jogo.

Primeiro, porque sei muito pouco sobre o campeonato daquele estado. Numa limitada visão paulista, talvez até preconceituosa, o estadual do Rio Grande do Sul é disputado por Internacional, Grêmio e vice-versa. Vez em quando, muita raramente, ocorre uma “zebra”. Tanto que fiz um levantamento pela Internet (leia-se Wikipedia). Desde 1971, ano que nasceu este “jornalista e nada mais”, o Colorado venceu o Gauchão 21 vezes e o Grêmio, 17. Juventude (1998) e Caxias (2000) foram os únicos que quebraram a hegemonia maniqueísta da disputa sulista.

Segundo, porque nada tenho contra a gloriosa torcida do Grêmio, time por sinal que, na minha humilde opinião, tem o hino mais bonito do País. E o Grêmio por sua brilhante e centenária história, não precisa de nenhuma ajuda para vencer.

Acho, apenas, que houve exagero por parte do senhor Márcio Chagas da Silva e tenho absoluta certeza de que, se o Grêmio tivesse usado do mesmo expediente que a equipe do Caxias, certamente ele não teria dado oito minutos de acréscimo. Isso é próprio da natureza humana: beneficiar o mais forte em detrimento do mais fraco.

Polêmicas à parte, vamos ao que interessa.

Eu venho de um tempo das cavernas, em que a “cera” fazia parte do jogo. O zagueiro atrasava a bola para o goleiro quantas vezes quisesse e a única punição que o time sofria era a vaia da torcida. Basta pegar qualquer “video-tape” (termo também das cavernas) e conferir. Com o tempo a IFAB (*) alterou isso, mas jamais pensou em mexer na questão dos acréscimos e os critérios adotados são subjetivos.

Há, digamos, uma “convenção” no Brasil, seguida por muitos árbitros, que se dá um minuto no primeiro tempo e três no segundo. Na Europa, geralmente, o minuto do primeiro tempo também é padrão e, geralmente são quatro, os minutos da etapa derradeira.

Claro que a IFAB não está nem aí para o assunto, mas isso deveria ser discutido. Os árbitros são obrigados a dar todo o tempo de paralisação de uma partida? Os tempos líquidos dos jogos, não chegam a trinta minutos cada tempo, descontando-se tudo (lateral, tiro de meta, substituições etc). Vamos, por exemplo, adotar uma prática do futebol de salão de cronometrar o último minuto do último período? O que será, enfim, feito? Ou vai continuar dependendo de cada árbitro de acordo com a sua “consciência”?

Fica aí para o debate para vocês.

É possível que o árbitro Márcio Chagas da Silva até esteja correto, mas não me pareceu uma decisão acertada. Ele teve “timing” demais e “feeling” de menos. Não se dá oito minutos de acréscimo numa decisão de campeonato, ainda que seja apenas o primeiro turno. E ele vai entrar para a história do gauchão como o árbitro que só encerrava o jogo até a partida ser empata pelo Grêmio, na visão bem humorada dos colorados.

(*) A International Football Association Board (IFAB), fundada em 1882, é o órgão que regulamenta as regras do futebol. Além de aprovar as leis do esporte, desde a sua fundação, a entidade também elabora regras complementares que se aplicam às partidas de futebol. A maior discussão que a IFAB tem, no momento, é a utilização de tecnologia (chips) para determinar se uma bola ultrapassou ou não, a marca do gol.

Quarteto Fantástico no Paulistão? 0

Quarteto Fantástico no Paulistão?

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

O Campeonato Paulista 2011 demorou 12 rodadas para atingir a obviedade.

Com 25 pontos cada, São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras dividem a liderança da competição separados apenas pelos critérios de desempate. O São Paulo tem uma vitória a mais, empatou menos, mas perdeu mais que seus concorrentes. Corinthians, Santos e Palmeiras tem campanhas rigorosamente iguais, com sete vitórias, quatro empates e uma derrota. No caso dos três, a diferença está no saldo de gols. O Corinthians tem o melhor saldo. Para completar: o Santos tem o melhor ataque e o Palmeiras tem a melhor defesa. Curiosamente, as derrotas de Santos e Palmeiras foram para o Corinthians, cuja única derrota sofrida foi para a Ponte Preta.

Tudo muito óbvio, muito previsível. Mas a pergunta que eu me faço e se os companheiros torcedores dos outros times quiserem responder é a seguinte: fazem por merecer? Têm boas campanhas? Realmente a disputa final ficará entre os quatro?

Penso que as campanhas dos quatro clubes até aqui são sofríveis.

O São Paulo, que lidera hoje por conta de uma vitória a mais que os demais, ainda está acertando os ponteiros de seu time. Fez a repatriação de Luís Fabiano, importante para o futebol paulista e brasileiro, mas ele só estreará, possivelmente, no Brasileirão, após um tratamento de uma lesão no joelho. Para o Paulistão, o time do São Paulo é este que, vamos combinar, não vem arrancando suspiros de sua torcida. Disputa a Copa do Brasil, sem lá muita vontade e mira decolar com um grande elenco no Brasileirão. Há problemas internos como as discussões entre o técnico Paulo César Carpegiani com Alex Silva e Dagoberto e a aposta feita no veterano Rivaldo, não deu muito certo.

Em segundo lugar, o Corinthians ainda tenta apagar o pesadelo Tolima e a eliminação precoce da Libertadores de sua cabeça. Acaba de perder sua primeira partida no Campeonato Paulista, mas ainda não tem um time coeso. Ficou dependente dos gols de Liédson e a derrota para a Ponte Preta provou que, se o atacante estiver bem marcado, a equipe não tem um plano B. Ganha, mas não tem convencido sua Nação e ainda busca reforços para o Brasileirão. Em tese, deveria concentrar esforços na disputa, única para o Timão até o início do Brasileiro, mas se preparar para o torneio nacional, não apenas visando o título, mas, principalmente, pela única chance de se classificar para a Libertadores do próximo ano.

O Santos, além da dependência de Neymar, tem no retorno de Paulo Henrique Ganso, a grande novidade do time para o campeonato. Ainda sem um técnico definido, com uma campanha preocupante na Libertadores da América, a equipe praiana também não tem inspirado confiança de seus torcedores, alternando partidas boas, como o clássico contra a Portuguesa de Desportos e jogos sonolentos como contra o São Bernardo, que rendeu a demissão do então técnico Adilson Batista. Deverá, obviamente, se classificar para a fase final do Paulistão, mas, certamente, e nem poderia ser diferente, concentrará sua força na disputa do torneio sulamericano.

O Palmeiras vive dias conturbados. E não é de hoje. A rusga e a troca de farpas entre o atacante Kleber e o técnico Luiz Felipe Scolari, são apenas páginas de uma novela que vem se arrastando desde a antiga presidência de Luiz Gonzaga Belluzzo. O time tem jogado muito mal e parece que ninguém se entende. Jogadores não se acertam em campo; Felipão vive às turras com o time e a diretoria, passiva, não chama a responsabilidade para si. O Palmeiras vê, na Copa do Brasil, o famoso atalho para a Libertadores. Mas não terá vida fácil. Depois de ter sofrido para despachar o fraquíssimo Comercial (PI), o alviverde terá uma parada, em tese mais dura na competição, enfrentando o Uberaba.

Este, enfim, é resumo apenas para alertar ao torcedor, que o Campeonato Paulista – cuja manutenção sou totalmente favorável – está meio que nivelado por baixo. Em que pese o “trio de ferro” e o alvinegro praiano estarem nas primeiras colocações, não se pode ter ilusões, ao menos até aqui, com a performance das equipes no Campeonato Brasileiro.

Em meio aos quatro grandes do futebol paulista, alguns bicões prometem aprontar nas últimas sete rodadas, que ocorrem até o dia 17 de abril. A tradicional Ponte Preta, e a novidade do ano, Mirassol devem se classificar entre os oito. No mais, muitos postularão as duas vagas que, em tese, restarão.

O “Quarteto Fantástico” poderá terminar a 13ª rodada, que acontece neste final de semana, empatados. Dos quatro, quem tem o compromisso mais complicado é o Corinthians. Meu alvinegro joga fora de casa contra o Mirassol, que vem com uma boa campanha. Os outros três, não devem ter muitos problemas. Todos jogam em casa, contra adversários, em tese, mais fáceis. Santos e Botafogo; Palmeiras e São Bernardo e São Paulo contra o Santo André.

Não nos esqueçamos que as quartas de final do Paulistão são disputadas em jogo único, com mando de campo dos times de melhor campanha na primeira fase. O 1º colocado enfrenta o 8º colocado, o 2º joga contra o 7º, o 3º contra o 6º e o 4º contra o 5º. Em caso de empate, o jogo será decidido nos pênaltis. Manter as primeiras posições dá a vantagem de decidir em casa.

Todo cuidado, enfim, é pouco.

Corinthians e Ponte: uma derrota na “hora certa” 0

Corinthians e Ponte: uma derrota na “hora certa”

Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Alexandre Praetzel
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Éverton Santos (57′)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Vou iniciar este post com um dos maiores e mais horríveis chavões da crônica esportiva nacional, mas não me resta muita alternativa. A primeira derrota do Corinthians no Campeonato Paulista 2011, diante da Ponte Preta na última rodada, foi aquela na “hora certa”. É óbvio que não existe a tal da hora certa de perder e que todos nós – corinthianos ou os outros – desejaríamos que nossos times vencessem todos os campeonatos de forma invicta. Mas a derrota diante da gloriosa Macaca, faz acender um sinal de alerta, num momento importante, não só do Campeonato Paulista, mas de todo o ano que temos pela frente.

O partida foi ruim. O Corinthians, em que pese o maior volume de jogo, ficou envolvido pela marcação do time campineiro e finalizava de forma equivocada. A Ponte Preta veio jogar na retranca e esperava erros de marcação do Timão. Com um ótimo time, a Macaca era rápida nos contra-ataques.

No primeiro tempo, logo aos oito minutos, Paulinho toca para Liedson, que devolve de calcanhar. Paulinho bate cruzado, e a bola vai para fora. Ainda na fase inicial, em duas boas jogadas de Morais, conclusões de Liédson e Dentinho são desviadas pela zaga pontepretana. E mais nada.

Logo no início do segundo tempo, um susto. Alessandro tenta cortar um cruzamento da Ponte e carimba a própria trave. Aos 12 minutos, o gol adversário. Numa jogada isolada, o ex-corinthiano Éverton Santos avança pelo meio e chuta de fora da área. Interessante que ele tinha a marcação de três jogadores, “cantou” o que ía fazer e fez. A bola passou por baixo de Julio Cesar, que claramente falhou no lance.

Com 1 a 0 a favor, a Ponte Preta reforçou a marcação. Sem inspiração, o ataque do Corinthians não criava e vinha no abafa para tentar resolver, sem sucesso. No último lance do jogo, a bola é cruzada na área, Leandro Castan ajeita de cabeça e Dentinho, também de cabeça, manda no travessão. O correto ali, seria cabecear a bola para o chão, mas… Fim de papo.

E assim como em 2010 a Ponte Preta, mais uma vez, tira a invencibilidade do Corinthians…

A tal da derrota na hora certa, acontece num momento em que o time ainda pode perder, sem comprometer a disputa do Paulista. Mas aponta à diretoria corinthiana que há necessidade de contratar jogadores para a disputa do Campeonato Brasileiro que, desde já, deve ser o foco do time, caso desejar voltar à Libertadores da América em 2012. O time que aí está, mesmo não sendo ruim, traz problemas na zaga, no meio e no ataque e que precisam ser sanados. O Corinthians precisa de um zagueiro, de um volante que saiba atacar e de um centroavante para compor o elenco. Como todo sabemos, o Brasileirão é um enduro, longo e cansativo, e no decorrer da campanha, o Corinthians precisará de peças de reposição que hoje não tem.

Sinceramente, não penso em grandes nomes, cujo binômio custo-benefício pode ser complicado. O Corinthians precisa apostar em jogadores da base e em atletas que estejam à disposição aí pelos clubes, mas sem custo elevado. Se a ordem for repatriar ex-atletas, como aconteceu com Liédson, Cristian e André Santos, jogam no time hoje… fácil.

Enfim, o Sport Club Corinthians Paulista – o mais amado e mais odiado clube do futebol brasileiro volta à campo no domingo, fora de casa, contra o perigoso Mirassol.


SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA 0 X 1 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA

Estádio Paulo Machado de Carvalho,
Pacaembu,
São Paulo (SP)
Árbitro: Philippe Lombard
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e
Marco Antonio de Andrade Motta Júnior

Assistentes adicionais: Marcelo Rogério e
Norberto Luciano Santos da Silveira

Público: 12.126 pagantes / 13.071 torcedores
Renda: R$ 354.996,50

Gol: Everton Santos [P] (57′)
Cartões amarelos: Fábio Santos e Luís Ramírez [C];
Ricardinho, Ferron, Leandro Silva e Mancuso [P]

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro (Willian), Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos (Luis Ramírez); Ralf, Paulinho, Morais (Edno) e Bruno César; Dentinho e Liédson
Técnico: Tite

PONTE PRETA: Bruno; Guilherme, Ferron, Leandro Silva e João Paulo; Mancuso (Gerson), Josimar, Gil e Ricardinho (Tiago Luís); Éverton Santos e Márcio Diogo (Válber)
Técnico: Gilson Kleina

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

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