[Sylvio Micelli]

Copa-14, Olimpíadas-16 e o eterno complexo de vira-lata de parte do povo brasileiro 1

Copa-14, Olimpíadas-16 e o eterno complexo de vira-lata de parte do povo brasileiro

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

À medida que a disputa da Copa do Mundo do Brasil em 2014 vai se aproximando, aumentam a quantidade de notícias sobre os atrasos nos estádios, aeroportos, infraestrutura, enfim, toda a logística envolvida em eventos desse porte.

A mídia, por falta de assuntos mais importantes ou para criar uma cortina de fumaça sobre aquilo que realmente deveria ser investigado e, ainda, sob o falso rótulo de “bem informar” o público, opta por noticiar o caos. Prefere, embuída “do melhor espírito público” e “das boas intenções de transparência”, vender ao mundo a nossa incompentência para realizar tais eventos.

Vi jornalistas, apresentadores e repórteres terem verdadeiros orgasmos e venderem informações falsas sobre questões que envolvem a Copa do Mundo, apenas com o intuito de polemizar.

Deixo exemplos para reflexão. Todo o país que se candidata a uma Copa, dá isenção de impostos. Isso é condição imposta pela FIFA e é sine qua non, para participar do processo. Portanto: informações sobre isenção de impostos, flexibilização de licitações como foi aprovada pela Câmara dos Deputados e outros medidas econômicas, fazem parte do jogo. Gostem ou não. Ainda mais considerando-se o excesso de impostos que pagamos aqui no Brasil…

Enfim, pautas propositivas como a autoestima do brasileiro ou a criação de milhares de empregos diretos e indiretos ou a criação de novos atletas no médio e longo prazos, não merecem nem uma nota no rodapé de uma página par.

O leitor já pode observar, portanto, e deixo claro para que não haja nenhuma dúvida, de que sou totalmente favorável à realização da Copa do Mundo de 2014 no País e dos Jogos Olímpicos na minha querida Rio de Janeiro, dois anos depois. Achei o máximo que, desde o ano passado, São Paulo passou a fazer parte do calendário da Fórmula Indy. E até entendo que poderíamos ter duas corridas de Fórmula 1 no Brasil: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. A América do Sul já teve duas corridas, em tempos idos, uma no Rio e outra em Buenos Aires.

Esta minha visão de desenvolvimento, repito, – a médio e longo prazos – não é compartilhada por todos os brasileiros. Fôssemos talvez, um país de menor extensão territorial, muito de nossos problemas estariam resolvidos ou ao menos minimizados.

Mas a questão de fundo, a meu ver, é que existe em boa parte do povo brasileiro, aquele velho complexo de vira-lata a revirar os lixos do primeiro mundo, em busca de alguma migalha. Para essas pessoas é pecado ter Copa do Mundo no Brasil. Não podemos ter Jogos Olímpicos. Devemos ser eternamente um país em desenvolvimento. Devemos ser eternamente um país de terceiro mundo, daqueles bem medíocres, para que os nossos colonizadores de hoje, não fiquem nervosos. Jamais podemos crescer. Jamais podemos ser grandes ou ao menos pensarmos como gente grande. E há de fato, lamentavelmente, muita gente que gosta de ser / estar / permanecer colonizada e pouco importa quem seja o colonizador: outrora eram os portugueses, espanhóis, ingleses; hoje são os americanos e devem ser os chineses no futuro.

Para a manutenção do status quo de nossa miserabilidade, vende-se a doce ilusão de que, se não tivermos Copa do Mundo ou Olimpíadas ou qualquer outro evento de elevada monta, o dinheiro que se gastaria com “isso” seria aplicado em educação, saneamento, transportes, saúde, enfim, “coisas mais importantes”, considerando-se o nosso subdesenvolvimento.

Há, ainda, outra premissa interessante, ainda que equivocada. Não podemos ter eventos desse porte porque a corrupção será enorme e muito dinheiro será desviado.

Ah, meus caros! Como é doce sonhar! Como é doce se enganar, achando que ao tirar a Copa do Mundo daqui, as verbas serão efetivamente destinadas a essas coisas, certamente, “mais importantes”.

Ah! Como é sublime acreditar que tirando a Copa do Mundo daqui, a corrupção será menor.

O foco, meus amigos, está errado. O Brasil não só merece fazer tais eventos, como potência mundial que é, como fará sim, uma grande Copa e uma grande Olimpíada, mesmo contando com o fogo amigo de parte de seus próprios habitantes. Claro que o país terá seus acertos e erros como aconteceu a todos os países nas copas, desde 1930.

Não sou do tipo que se ufana do Brasil. Conheço nossas mazelas endêmicas, nossos problemas que sempre são contornados e jamais resolvidos. Mas efetivamente torço para o crescimento do país e a vinda de eventos desta natureza, além da autoestima e dos empregos já citados, fortalecem nossas relações internacionais e trazem um know-how para que o mundo saiba que há vida inteligente do lado de cá da linha do Equador.

Você que se preocupa com a corrupção, assim como eu me preocupo; você que se preocupa com a nossa infraestrutura deficitária, assim como eu me preocupo; comece fazendo um exercício de cidadania. Caso lembre em quem você tenha votado, fiscalize seus vereadores, deputados estaduais, federais e distritais. Cobre a solução dos problemas por parte do prefeito, do governador, do senador e do presidente Aí, sim, você estará jogando a favor do Brasil.


Nota do Autor:
aos protetores de animais informo que a imagem “vira-lata” é apenas metafórica. Tenho profundo respeito e carinho aos animais, em especial aos abandonados.

Para quem quiser ter uma outra visão sobre o tema, aconselho a leitura do texto “Copa 2014 – O otário que paga a conta” do colega Tiago Buckowsky

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Record, Corinthians, verdades, mentiras e hipocrisia 0

Record, Corinthians, verdades, mentiras e hipocrisia

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Na última terça-feira, 14 de junho, a Rede Record levou ao ar uma reportagem sobre a cartolagem do futebol brasileiro. Na verdade, trata-se de uma série de reportagens que foram feitas apenas com o intuito de desestabilizar o País, às vésperas de uma Copa do Mundo.

Do ponto de vista jornalístico são pautas resquentadas que a emissora tenta vender como algo inovador. Além disso, apareceu aí um tal de Blog do Paulinho, que tem reverberado as “informações” e pede donativos para o seu espaço, contra a mídia dominante.

Na verdade nem queria me manifestar sobre o tema. Mas comecei a ler, ouvir e ver tanta coisa que não dá para ficar quieto. Podem falar de pessoas. Mas quando macula a imagem do Sport Club Corinthians Paulista, eu parto para a briga. E geralmente já entro dando voadora.

Então, vamos aos fatos porque modéstia à parte, de jornalismo eu entendo.

Veja onde chegamos. A Rede Record, que cresceu nos últimos anos, explorando a fé alheia, por meio da Igreja Universal do Reino de Deus, agora quer parecer uma virgem vestal e colocar a espada sobre cabeças, cujas denúncias apresentadas não trouxeram o principal do ponto de vista jornalístico e jurídico: provas.

Pior. No desespero de justificar o injustificável misturou assuntos ainda mais velhos com novos para formar um caldo que para nada serve.

Pois bem. O presidente do Corinthians, Andrés Navarro Sánchez realmente apóia a Confederação Brasileira de Futebol e, consequentemente, seu presidente Ricardo Teixeira. Mas ele não é o único. Muitos clubes apoiam a CBF, em maior ou menor grau. Outros clubes apoiaram e apoiam o Clube dos 13, entidade que nada fez em prol do futebol e ainda causou o interminável imbróglio da Copa União de 1987.

A reportagem da Record afirmou que há uso de dinheiro público na construção do estádio Corinthians e quis montar um esquema de corrupção enorme. Ressucitaram Alberto Dualib, MSI, Kia Joorabchian etc e tal.

Tudo bem. Eu entendo. O Corinthians é grande e, cada vez mais, chego à conclusão de que é o maior clube porque tudo com ele, para o bem ou para o mal, é potencializado.

Mas aonde estão as provas? Se houver falcatrua comprovada de Andrés Sanchez, eu vou ser o primeiro a bater e quebrar o pau. Se houver uso de dinheiro público, eu serei o primeiro aqui a dar o braço a torcer, mas nada foi apresentado.

E o problema maior aí, meus caros é a hipocrisia. Querem passar o futebol a limpo? Ok, também concordo.

Então vamos passar TUDO A LIMPO. E não apenas pegar uma coisa em separada, só porque está na moda e porque envolve um dos maiores clubes do Brasil.

Então por que não fazem uma matéria sobre como foi construído o estádio do São Paulo Futebol Clube e o envolvimento de Adhemar de Barros, Laudo Natel etc?

Então por que não fazem uma matéria sobre como foi doado o Parque Antarctica pela família Matarazzo à Sociedade Esportiva Palmeiras?

Para ser algo mais em voga, por que não fazem uma matéria sobre o envolvimento do ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira e a DIS na compra de passe de atletas a preço de banana.

E o caso Grêmio – ISL? E o Eurico Miranda em tantos anos de Vasco? E a estranha saída do Zico do Flamengo no ano passado? E a Unimed “dona” do Fluminense?

E… e… e…

Veja bem que eu não sou defensor da corrupção. Ela é nojenta e meu trabalho no dia-a-dia é combatê-la. Mas sou uma pessoa justa. O Andrés não é confiável? Não, não é. E ninguém no futebol é.

Então, se é para mexer, por que não se mexe com tudo?

Por que? Por que? Por que?

Porque o interesse da Record é outro. Na verdade ela quis usar o Ricardo Teixeira e o Corinthians para bater na Globo por causa das questões financeiras que envolvem as transmissões esportivas. E para isso, eles não escolheriam clubes que não dessem o retorno que o Timão dá.

Devo reiterar algo que já escrevi antes. Sou contra a construção do estádio em Itaquera (sempre defendi o arrendamento do Pacaembu) e sou contra o uso do estádio para abertura da Copa do Mundo (sempre defendi o Morumbi).

Então meus caros, como já nos ensinou o Stanislaw Ponte Preta, “Restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”.

Mas não queiram começar a limpeza tão almejada na casa alheia.

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Reunião com TJ/SP discute Orçamento 2012, mas não apresenta outras novidades 0

Reunião com TJ/SP discute Orçamento 2012, mas não apresenta outras novidades

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Acabou, há pouco, uma reunião com as Entidades Representativas de Servidores do Judiciário e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio do desembargador Willian Roberto de Campos e os juízes assessores da presidência, José Eduardo Marcondes Machado e Hamid Charaf Bdine Júnior.

A reunião, antecipada da próxima sexta-feira (17), teve em sua grande parte, discussões sobre a peça orçamentária do Órgão e que deverá ser votada logo mais pelo Pleno do TJ/SP.

Repetindo a mesma estratégia do ano passado, o Tribunal pretende consignar todas as verbas devidas aos seus servidores, além de majorações diversas, conforme foi discutido na semana passada, conjuntamente, por representantes da categoria e do TJ.

A proposta de orçamento a ser votada deverá contemplar: índice de reposição salarial de 14,69%, período abril de 2002 à fevereiro de 2009; índice de 1% de ganho real; passivo dos servidores (advindos de férias, licenças-prêmio, FAMs etc, devidos e não pagos); índice de 8% (projeção para 1º de março de 2012) de reposição salarial; majoração dos auxílios saúde, alimentação e transporte; acréscimo de aproximadamente duas mil vagas para o programa Creche Escola. A proposta deverá ter um valor em torno de R$ 12 bilhões.


E os devidos deste ano?

Outro tema discutido foram os atrasados devidos. O TJ/SP deve a reposição salarial de 6,43% no período de 01 de março a 30 de abril de 2011. Também deve o percentual de 4,77% no período de 01 de março a 30 de novembro de 2010.

Sobre tais débitos, o TJ/SP reafirmou seu compromisso em pagar, entretanto, o desembargador e o juízes foram reticentes em colocar uma data, pois tudo sempre está na dependência de repasse de verba por parte do Poder Executivo.

O desembargador Willian Campos chegou a defender que se estude a mudança da data-base da categoria para 1º de agosto de cada ano. No seu entender, seria o período ideal para que fossem obtidos tais repasses do Executivo. Tal ideia, entretanto, foi inicialmente rechaçada pelas entidades representativas. O magistrado também discorreu sobre a importância do repasse de 6% do Orçamento do Estado ao Judiciário, para que este tenha a autonomia necessária.


O mutirão pós-greve

O juiz José Eduardo Marcondes Machado afirmou que a minuta encaminhada pelas entidades foi recebida e será submetida às instâncias internas do TJ/SP para análise da viabilidade técnica. O documento passará pelo crivo da Secretaria de Primeira Instância (SIP), pela Secretaria de Recursos Humanos (SRH) e pela Secretaria de Orçamento e Finanças (SOF). Mediante os pareceres de cada uma das secretarias, o TJ/SP se manifestará sobre a questão.


Pagamento de aposentados e a questão da São Paulo Previdência

O desembargador Willian Campos afimou que as questões que envolvem o pagamento dos aposentados que recebem proporcionalmente ou que recebem benefício previdenciário vinculado à São Paulo Previdência está enm vias de ser resolvido.

O magistrado esclareceu que foi assinado um convênio entre o TJ/SP, a SPPrev, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado para que não haja mais atrasados e que todas as pendências sejam solucionadas. Campos, entretanto, não soube precisar uma data para que tudo esteja regularizado, mas diz acreditar que as coisas serão resolvidas na maior brevidade possível.


Plano de Cargos: trabalho conjunto

Ficou acertado, também, que haverá um trabalho conjunto entre as Entidades e a Secretaria de Recursos Humanos do TJ/SP para resolver pendências e inconsistências advindas da implantação do Plano de Cargos e Carreiras.

Não ficou agendada, por enquanto, nenhuma outra reunião.

Votação do Orçamento

Pouco depois das 13 horas, o Pleno iniciou sua sessão adiando a votação da peça orçamentária para a próxima quarta, dia 22 de junho. Entretanto, tudo aquilo já discutido com as entidades, deverá estar consignado na proposta que o TJ terá de encaminhar ao Governo do Estado de São Paulo até o próximo dia 30 de junho.
N.R.: A ASSETJ esclarece que problemas técnicos impossibilitaram a transmissão online via Twitter, como fizemos na reunião passada. Informamos, ainda, que a entrada da Imprensa demorou a ser liberada e chegou-se a ter que sair e retornar à sala de reuniões para acompanhar os debates. Contamos com a compreensão de todos.

CCM Iamspe realiza Audiência Pública em Santos, hoje 0

CCM Iamspe realiza Audiência Pública em Santos, hoje

A Comissão Consultiva Mista do Iamspe (Instituto de Assitência Médica ao Servidor Público Estadual), por meio de sua Comissão Regional de Santos, realizará Audiência Pública na cidade de Santos. O evento ocorre hoje, dia 15 de junho, às 15 horas na Câmara Municipal local.

O evento tem como finalidade debater os problemas de atendimento à saúde do Servidor Público em toda a Baixada Santista.

Confira trechos da Audiência Pública realizada no ano passado sobre o mesmo tema, na manifestação do jornalista Sylvio Micelli, presidente da Comissão:

Parte I

Parte II

Quarta-feira cheia no Tribunal de Justiça paulista 0

Quarta-feira cheia no Tribunal de Justiça paulista

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Nesta quarta-feira, dia 15 de junho, haverá duas atividades que envolvem as Entidades Representativas de Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Às 11 horas acontece, no Palácio da Justiça, uma reunião entre o conjunto de representantes e a comissão formada pelo desembargador Willian Roberto de Campos e os juízes assessores da presidência, José Eduardo Marcondes Machado e Hamid Charaf Bdine Júnior. Trata-se de uma antecipação da reunião que ocorreria na próxima sexta, dia 17 e que é a continuidade da mesa permanente de negociação, após o anúncio da reposição salarial de 6,43% anunciada no mês passado.

Os principais itens que devem ser discutidos são:

1. O pagamento da reposição salarial de 6,43%, entre 1º de março a 30 de abril de 2011;

2. Avaliação da questão do mutirão pós-greve. As entidades encaminharam uma proposta de minuta na semana passada;

3. O pagamento dos atrasados de 4,77% (período de 1º de março a 30 de novembro de 2010);

4. A implantação dos 4,77% aos estenotipistas, bem como a reposição dos 6,43%;

5. Previsão de novas contratações até o final do ano de 2011.

A reunião, entretanto, tende a ser curta.

Isso porque às 13 horas, as entidades pretendem se concentrar no Plenário Ministro Nelson Hungria, também no Palácio da Justiça, para acompanhar a votação, pelo Pleno, da proposta orçamentária do TJ/SP para o próximo ano.

Uma comissão de representantes das entidades reuniu-se, na semana passada, com representantes do TJ/SP para discutir a peça orçamentária.

Dentro os diversos itens discutidos, as entidadades pleiteaim que sejam inseridos na proposta: índice de reposição salarial de 14,69%, período abril de 2002 à fevereiro de 2009; índice de 1% de ganho real; passivo dos servidores (advindos de férias, licenças-prêmio, FAMs etc, devidos e não pagos); índice de 8% (projeção para 1º de março de 2012) de reposição salarial; majoração dos auxílios saúde, alimentação e transporte; acréscimo de aproximadamente duas mil vagas para o programa Creche Escola.

A reunião das 11 horas, a exemplo do que ocorreu na reunião passada, terá transmissão online da Assetj via Twitter.

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