EXCLUSIVO: Bedran aguarda que governador repasse verba para reposição de Servidores do Judiciário
- março 25th, 2011
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por Sylvio Micelli / ASSETJ
Aconteceu, na tarde desta sexta (25), a cerimônia de abertura do Ano Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O evento, que normalmente ocorre no início do ano, ficou adiado devido ao falecimento do então presidente, desembargador Antonio Carlos Viana Santos no mês de janeiro, seguido pela eleição, em março, de José Roberto Bedran para o mesmo cargo.
A cerimônia, que aconteceu no Palácio da Justiça, sede do Judiciário paulista contou com a nata política de São Paulo, caso do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab, além de secretários e parlamentares diversos. O evento também foi prestigiado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Antonio Cezar Peluso e autoridades diversas da magistratura, incluindo os desembargadores Nigro Conceição e Celso Limongi, ex-presidentes do TJ/SP; Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo e representantes militares.
A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), única entidade representativa de servidores presente à cerimônia, esteve representada pelo seu vice-presidente, Sylvio Micelli, na ausência do presidente José Gozze.
A abertura do Ano Judiciário não fugiu à regra de anos anteriores. O desembargador Guilherme Gonçalves Strenger foi o orador do TJ/SP, seguido por manifestações do vice-presidente da OAB/SP, Marcos da Costa; Fernando Grella Vieira, procurador-geral de Justiça de São Paulo; Antonio Cezar Peluso, Geraldo Alckmin e o novo presidente do Judiciário Paulista, desembargador José Roberto Bedran.
Em termos de discurso, as mesmas linhas adotadas de outras vezes, foram mantidas. Conhecidos relatos do gigantismo do maior tribunal do País contrastando com uma prestação lenta de Justiça ao cidadão; necessidade de mais recursos orçamentários e falta de investimento no Poder Judiciário e assuntos correlatos foram os principais motes das falas. Discurso diferente e mais pessoal, foi adotado apenas pelo ministro Cezar Peluso que trabalhou com Bedran no passado.
Os servidores do Judiciário foram lembrados nas falas da OAB e do novo presidente. Marcos da Costa lembrou da necessidade de reposição salarial e fez menção à maior greve da categoria realizada no ano passado. O desembargador José Roberto Bedran reiterou seu discurso no dia em que foi eleito e tratou os servidores como “o sustentáculo do TJ e parceiros na busca de interesses comuns do pessoal do Judiciário”. Se na eleição Bedran citou Dalai Lama, desta vez optou pelo poeta libanês dos séc. XIX e XX, Gibran Khalil Gibran.
Após o término da cerimônia, o governador Geraldo Alckmin e o presidente José Roberto Bedran deram entrevistas separadamente.
Suplementação de verba I
Alckmin afirmou à Imprensa que “havendo excesso de arrecadação”, o valor será repassado ao Tribunal de Justiça. O governador exemplificou: “se houver excesso de 10% de arrecadação, este percentual será repassado ao TJ porque sabemos das necessidades”. Alckmin fez ponderações sobre o caso da Lei do Ficha-Limpa e não quis responder à pergunta de um jornalista que o questionou se o Judiciário “não gastaria demais”.
A título de informação, em 2010, o excesso de arrecadação no estado de São Paulo, que sempre acontece, chegou à casa dos R$ 10 bilhões.
Suplementação de verba II
O presidente do TJ/SP, desembargador José Roberto Bedran aguarda que o governador cumpra a promessa. Em entrevista aos jornalistas Bedran resumiu sua fala a dois pontos importantes. Primeiro que, “diante do atual quadro orçamentário” o TJ/SP estuda nomear novos concursados para minimizar o déficit funcional que, em 2010, era de cerca de 15 mil servidores.
Em relação à reposição salarial, Bedran mandou um recado direto à categoria: “Peço que os servidores aguardem, pois estamos trabalhando e precisamos ser parceiros”. O presidente argumentou que pretende aplicar qualquer suplementação de verba vinda do Poder Executivo em benefício dos servidores.
A conferir?
Ao final do evento fui abordado por um interlocutor do TJ que me disse para “aguardar” o que o novo presidente vai fazer. Aleguei que o tempo é curto (são apenas nove meses de mandato) e recebi como resposta que “ele fará em nove meses, mais que seus antecessores nos últimos anos”.
Aguardemos.

início às suas substituições, que já viraram padrão. Saiu Morais para a entrada de Luis Ramíres. Depois foi a vez de Jorge Henrique dar lugar a Bruno César. E aí saiu o terceiro gol.
Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu,
Faltando menos de dois meses para o início do Campeonato Brasileiro, o mercado do futebol começa a aquecer, definitivamente. Novas receitas e ideias mirabolantes aparecerem. Outras notícias requentadas também.

