EXCLUSIVO: Bedran aguarda que governador repasse verba para reposição de Servidores do Judiciário


por Sylvio Micelli / ASSETJ

Aconteceu, na tarde desta sexta (25), a cerimônia de abertura do Ano Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O evento, que normalmente ocorre no início do ano, ficou adiado devido ao falecimento do então presidente, desembargador Antonio Carlos Viana Santos no mês de janeiro, seguido pela eleição, em março, de José Roberto Bedran para o mesmo cargo.

A cerimônia, que aconteceu no Palácio da Justiça, sede do Judiciário paulista contou com a nata política de São Paulo, caso do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab, além de secretários e parlamentares diversos. O evento também foi prestigiado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Antonio Cezar Peluso e autoridades diversas da magistratura, incluindo os desembargadores Nigro Conceição e Celso Limongi, ex-presidentes do TJ/SP; Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo e representantes militares.

A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), única entidade representativa de servidores presente à cerimônia, esteve representada pelo seu vice-presidente, Sylvio Micelli, na ausência do presidente José Gozze.

A abertura do Ano Judiciário não fugiu à regra de anos anteriores. O desembargador Guilherme Gonçalves Strenger foi o orador do TJ/SP, seguido por manifestações do vice-presidente da OAB/SP, Marcos da Costa; Fernando Grella Vieira, procurador-geral de Justiça de São Paulo; Antonio Cezar Peluso, Geraldo Alckmin e o novo presidente do Judiciário Paulista, desembargador José Roberto Bedran.

Em termos de discurso, as mesmas linhas adotadas de outras vezes, foram mantidas. Conhecidos relatos do gigantismo do maior tribunal do País contrastando com uma prestação lenta de Justiça ao cidadão; necessidade de mais recursos orçamentários e falta de investimento no Poder Judiciário e assuntos correlatos foram os principais motes das falas. Discurso diferente e mais pessoal, foi adotado apenas pelo ministro Cezar Peluso que trabalhou com Bedran no passado.

Os servidores do Judiciário foram lembrados nas falas da OAB e do novo presidente. Marcos da Costa lembrou da necessidade de reposição salarial e fez menção à maior greve da categoria realizada no ano passado. O desembargador José Roberto Bedran reiterou seu discurso no dia em que foi eleito e tratou os servidores como “o sustentáculo do TJ e parceiros na busca de interesses comuns do pessoal do Judiciário”. Se na eleição Bedran citou Dalai Lama, desta vez optou pelo poeta libanês dos séc. XIX e XX, Gibran Khalil Gibran.

Após o término da cerimônia, o governador Geraldo Alckmin e o presidente José Roberto Bedran deram entrevistas separadamente.


Suplementação de verba I

Alckmin afirmou à Imprensa que “havendo excesso de arrecadação”, o valor será repassado ao Tribunal de Justiça. O governador exemplificou: “se houver excesso de 10% de arrecadação, este percentual será repassado ao TJ porque sabemos das necessidades”. Alckmin fez ponderações sobre o caso da Lei do Ficha-Limpa e não quis responder à pergunta de um jornalista que o questionou se o Judiciário “não gastaria demais”.

A título de informação, em 2010, o excesso de arrecadação no estado de São Paulo, que sempre acontece, chegou à casa dos R$ 10 bilhões.

Suplementação de verba II

O presidente do TJ/SP, desembargador José Roberto Bedran aguarda que o governador cumpra a promessa. Em entrevista aos jornalistas Bedran resumiu sua fala a dois pontos importantes. Primeiro que, “diante do atual quadro orçamentário” o TJ/SP estuda nomear novos concursados para minimizar o déficit funcional que, em 2010, era de cerca de 15 mil servidores.

Em relação à reposição salarial, Bedran mandou um recado direto à categoria: “Peço que os servidores aguardem, pois estamos trabalhando e precisamos ser parceiros”. O presidente argumentou que pretende aplicar qualquer suplementação de verba vinda do Poder Executivo em benefício dos servidores.


A conferir?

Ao final do evento fui abordado por um interlocutor do TJ que me disse para “aguardar” o que o novo presidente vai fazer. Aleguei que o tempo é curto (são apenas nove meses de mandato) e recebi como resposta que “ele fará em nove meses, mais que seus antecessores nos últimos anos”.

Aguardemos.

Corinthians goleia, se classifica, tem artilheiro e encara clássico na liderança

Ouça a narração de José Silvério com reportagens de Leandro Quesada e Alexandre Praetzel
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Paulinho (34′)

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Liédson (49′)

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Dentinho (73′)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Na primeira e agradável noite de outono, tudo deu certo para o Corinthians. Jogando no Pacaembu, o Timão não teve dificuldades para vencer o Oeste de Itápolis por 3 a 0. Não foi uma grande partida, mas o resultado positivo trouxe a equipe de Parque São Jorge de volta à liderança do Campeonato Paulista.

Mais que isso: o Corinthians está matematicamente classificado para as quartas de final do campeonato, com quatro rodadas de antecedência. Ou seja, o ambiente é de plena tranquilidade, mais que necessária para o jogo do próximo domingo, que será o clássico e a defesa do tabu contra o São Paulo. O Tricolor do Morumbi foi derrotado em Jundiaí pelo Paulista por 3 a 2.

Como tem acontecido com todas as equipes que jogam contra o Timão na Capital, o Oeste armou-se bem na defesa e tentava explorar o contra-ataque. O trio de ataque do Corinthians, formado por Liédson, Dentinho e Jorge Henrique foi bem marcado. Mesmo assim, as chances surgiram. Dentinho quase abriu o placar no começo do jogo. A bola triscou a trave depois de passe de Morais.

Se os atacantes estavam bem marcados, o meio de campo resolveu aparecer. Paulinho quase marcou de letra e Ralf bateu a bola por cima. A defesa também compareceu com jogadas de Chicão e Fábio Santos.

E daí surgiu o primeiro gol. Uma jogada de Fábio Santos é desviada para escanteio. Morais bate e Paulinho sobe, na marca penal, e com categoria cabeceia a bola tirando do goleiro Fábio. A bola ainda bateu levemente na trave.

O Oeste chegou apenas com um chute de Anselmo Ramon, bem defendido por Julio Cesar. E o primeiro tempo terminou 1 a 0.

O Timão voltou no segundo tempo a todo vapor e Tite demonstrou inteligência. Ao colocar o Corinthians de forma recuada, o Oeste tentou sair da retranca. E se deu mal.

Aos três minutos, bela jogada do ataque corinthiano. Jorge Henrique passa a Dentinho que bate colocado e quase marca. No minuto seguinte, Liédson não perdoou. Com a bola dominada, de fora da área, ele chutou forte no canto esquerdo para fazer 2 a 0. Foi o décimo gol de Liédson em nove jogos e ele alcançou o meia Elano do Santos, na briga pela artilharia.

O resultado adverso fez com que o Oeste se lançasse mais ao ataque e oferecesse algum perigo. Enquanto isso, o técnico Tite deu início às suas substituições, que já viraram padrão. Saiu Morais para a entrada de Luis Ramíres. Depois foi a vez de Jorge Henrique dar lugar a Bruno César. E aí saiu o terceiro gol.

Bruno César mal tinha entrado, recuperou a bola, tocou para Liédson que cruzou para a segunda trave. Dentinho dividiu com o zagueiro e marcou de barriga.

E poderia ter sido mais. Depois de cruzamento mal rebatido pela defesa, Dentinho cruzou para Liédson cabecear no canto esquerdo e obrigar o goleiro Fábio a fazer um milagre. Liédson ainda deu lugar a Willian e Bruno César perdeu um gol feito. O Timão seguiu pressionando até o final, mas o jogo terminou “só” 3 a 0.

Com goleada, liderança e artilharia, o Corinthians cumpre sua missão e encara o São Paulo no clássico de domingo, que será realizado na Arena Barueri.


SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA 3 X 0 OESTE FUTEBOL CLUBE

Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu,
São Paulo (SP)

Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Assistentes: Marco Antonio Monteiro Bagatella e
Mauro André de Freitas

Assistentes adicionais: Marcelo Rogério e Alessandro Darcie
Público: 8.600 pagantes
Renda: R$ 267.012,50

Gols: Paulinho [C] (34′), Liédson [C] (49′) e Dentinho [C] (73′)
Cartões amarelos: Chicão e Luis Ramírez [C]; Dionísio, Cris e Alex William (O)

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais (Luis Ramírez) e Jorge Henrique (Bruno César); Dentinho e Liédson (Willian)
Técnico: Tite

OESTE: Fábio; Cris (Rafael Caldeira), Adriano Alves e Paulo Miranda; Léo Salino (Marino), Márcio Passos, Dionísio, Roger e Fernandinho; Anselmo Ramon (Alex William) e Fábio Santos
Técnico: Luís Carlos Martins

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Timão do quase: Adriano dentro, Bruno César fora e PH Ganso…

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Faltando menos de dois meses para o início do Campeonato Brasileiro, o mercado do futebol começa a aquecer, definitivamente. Novas receitas e ideias mirabolantes aparecerem. Outras notícias requentadas também.


Adriano quase dentro

O atacante Adriano está praticamente certo no Parque São Jorge. Mas tanto diretoria, quanto jogador tratam o assunto com frieza. Estigmatizado com transações que não deram certo, o Corinthians quer evitar uma expectativa que não se concretize. Tite já deu sinal positivo e quer o atacante.

Como é cediço, Andrés Sanchez se apresenta contra a ideia, mas não descarta que seria uma contratação que traria ainda mais mídia para o time.

Já escrevi por aqui que ele deve vir por intermédio da 9ine Sports & Entertainment de Ronaldo Fenômeno e a custo zero para o Timão. Trata-se, ainda, de um contrato de “risco”. Adriano receberia R$ 300 mil fixos, mais produtividade.

Que Adriano é um bolão, todos sabemos. Com foco apenas na bola pode ajudar o Corinthians no Campeonato Brasileiro e em vôos mais altos. Tem jeitão de que deve cair no gosto da Fiel, fácil. O manto sagrado combina. Mas será uma relação de amor e ódio no limite. Qualquer pisada na bola, azedará a maionese.

Se vier, que seja bem-vindo. Depois de termos um “Rei” (Rivellino) e um “Fenômeno” (Ronaldo), o manto sagrado será vestido por um “Imperador”.


Bruno César quase fora

Não há mais clima para Bruno César no Timão. É uma pena. Acho que ele tem plenas condições de ser titular no time, mas não caiu no gosto de Tite. Tudo bem que o atleta não esteja próximo do craque-revelação do Brasileirão do ano passado, mas não era para ter virado bode expiatório, logo após a eliminação na Libertadores.

O jogador até tentou voltar bem, mas sem ritmo de jogo fica difícil. Tite diz não querer dispensá-lo como uma boa opção. Bruno não quer, nem merece a reserva.

Ele deve ir mesmo para o futebol português quando abrir a “janela” europeia. Não irá para o Porto, como se especulou num primeiro momento. Mas há fortes indícios de que ele vá para o Sporting que até outro dia abrigava Liédson.


E Paulo Henrique Ganso?

O atleta, ainda santista, escancarou geral. Quer ir embora para o futebol europeu. Sente-se, com razão, desvalorizado no clube. É uma relação que não tem mais volta. O atleta só não tem sido chamado de santo por boa parte da torcida, mas, sendo muito sincero, ele deveria ter igual tratamento ao de Neymar. Não teve. Não terá.

A diretoria do Santos acenou com a possibilidade de redução da multa. Claro que o presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, vulgo LAOR, bate o pé na questão da multa, mas se vier uma proposta…

Leonardo, técnico da Internazionale, quer o jogador “amanhã”. E a DIS, que detém parte dos direitos do atleta, voltou a sondar clubes brasileiros. Voltou a ideia, uma notícia requentada, de que a Hypermarcas toparia trazer PH Ganso para o Corinthians.

Acho improvável. Mas aguardemos.

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Sylvio Micelli

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