Querem acabar com a Corrida de São Silvestre
- dezembro 29th, 2010
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por Sylvio Micelli
Muitos talvez não saibam, mas este jornalista que vos escreve já participou de uma Corrida Internacional de São Silvestre. Espaço para risos… (Leia o texto sobre o momentoso assunto, clicando aqui!)
Pois bem. Em 2004, há seis anos, portanto, fui um dos que participou daquele mar de gente que dá mais brilho às ruas da minha querida São Paulo no último dia do ano. Sempre fui fã da corrida, que é um resumo de São Paulo, o ano inteiro correndo. Obviamente que, do trajeto proposto, corri uns 500 metros e caminhei os demais 14 e tantos quilômetros. Mas o importante era cumprir minha meta de retornar à Avenida Paulista, sabe-se lá Deus como.
Nunca foi muito dado a esportes. Vivo em constante litígio com o péssimo hábito de fumar. Estou bem acima do meu peso, ou seja, sou um sedentário convicto, daqueles que os médicos já condenaram à morte. Mas pretendo mudar de vida no próximo sábado, pois, afinal, teremos um Ano Novo e uma nova década. Já participei de algumas caminhadas por aí, tenho até um considerável número de medalhas e divirto-me quando coloco as camisetas das provas que “disputei”. As pessoas que me olham ficam meio sem entender. Devem até pensar que ganhei as camisetas…
Voltando ao que interessa, devo declarar que me surpreendi e até me entristeci com a informação de que a organização da prova, neste ano de 2010, resolveu distribuir as medalhas de participação aos amadores – que dão cor e história à prova – junto aos kits de participação que, geralmente, trazem camiseta, número de peito, chip eletrônico para a marcação do tempo da prova e informações sobre o percurso.
Estão matando a prova. A medalha, justamente, é o reconhecimento do feito, é o atingir metas, é o superar obstáculos. E assim ela deveria ser tratada. Ao ser entregue antes da realização da prova, além da perda da essência, acho que é uma falta de respeito aos amadores. Seria mais ou menos um recado assim: “olha… a gente tá te dando esse medalha antes, porque temos de ganhar tempo no final da prova e se você não quiser correr, o problema é seu”.
A organização alega que tal alteração se deve à necessidade de esvaziar a Avenida Paulista que, logo depois da Corrida, recebe shows pela virada do ano. Não acho que isso seja justificativa. Caso seja necessário, que se indique um outro local para a retirada da medalha que, mais que um comprovante de participação, é o troféu por um obstáculo superado.
Neste ano, além da medalha antecipada, os chips são descartáveis, o que é ótimo.
Espero que a organização da prova reveja seus conceitos para o próximo ano. Vai que eu volte a participar… e vou querer a medalha pela minha vitória pessoal e não pelo simples fato de ter pago uma taxa de inscrição.
Nesta eterna luta contra o tempo, vamos perdendo aquilo que, efetivamente, é muito mais importante.
por Sylvio Micelli / ASSETJ
por Sylvio Micelli
A unificação tem como base um dossiê, feito pelo jornalista Odir Cunha, que é santista. E a coisa foi crescendo sob o tacanho “eufemismo” de que seria um “absurdo” que Pelé e companhia, jamais tivessem sido campeões brasileiros. O mesmo se aplica a Ademir da Guia e à maravilhosa Academia de futebol montada pelo Palmeiras nos anos 60.
Como diria o eterno jornalista Juarez Soares, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O fato de Pelé ou Ademir não terem ganho um Campeonato Brasileiro nos moldes que é disputado hoje, não lhes trás nenhum demérito. Muito pelo contrário. Só um imbecil para acreditar que eles, e suas respectivas equipes, não foram campeões de tudo, inclusive do Brasil.

