Nitzer Ebb: um baita show… com 20 anos de atraso
- dezembro 13th, 2010
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por Sylvio Micelli
CONFIRA OS VÍDEOS QUE GRAVEI NO SHOW!
Coisas de país de terceiro mundo… que traz, em 2010, uma banda que fez sucesso duas décadas atrás. Mas isso não importa. Para os saudosistas (feito este jornalista e nada mais), o final de semana será marcado pela vinda do Nitzer Ebb ao Brasil pela primeira e, possivelmente, única vez.
Ah! Muita calma nesta hora. Se você nunca ouviu falar ou tem menos de 25 anos, não vá pensando que Nitzer Ebb é marca nova de cerveja para degustação nos bares da Vila Madalena ou, quiçá, o nome de uma nova rede social para tentar diminuir o poder do trio de ferro (Facebook, Orkut e Twitter). Não! Nitzer Ebb nada tem a ver com web…
Os ingleses quase cinquentões do Nitzer Ebb formaram uma das mais importantes e influentes bandas de Eletro Body Music (EBM), som sujo e dançante que prima pelo uso de sintetizadores e baterias eletrônicas e vocais, geralmente guturais, com letras ácidas e críticas a tudo e a todos. Mal comparando, eles são “primos” do Front 242, banda belga de muito sucesso no mundo underground.
Entre 1987 e 1990, o Nitzer Ebb lançou três dos mais importantes discos (ou albuns, se preferir) da cena EBM. São eles: “That Total Age (1987), “Belief” (1989) e “Showtime” (1990).
Pois bem. Estes três albuns, misturados a material novo e de bastante qualidade, foram reproduzidos em show que pude ver neste sábado (11) no Clash Club, em São Paulo.
Douglas McCarthy (vocais), Bon Harris (programação, sintetizadores, bateria e vocais) e David Gooday (bateria) deram as caras para um único show no país. McCarthy, apresentando-se com um irritante terno, diante do calor infernal desses dias, mostrou-se um showman. Pulou, gritou, berrou e comandou a plateia que se espremia junto ao palco. Harris e Gooday deram a “raiva” necessária ao espetáculo.
O show começou com a clássica “Getting Closer” que abre o álbum “Showtime”. O trio emendou músicas do CD lançado no começo deste ano “Industrial Complex” e caprichou nos clássicos. E tome “Lightning Man”, também de “Showtime”; “Control I’m Here” e “Blood Money”, ambas de “Belief” e as músicas que levantam qualquer defunto do lado B da vida, tais como “Murderous” e, principalmente, a dupla formada por “Let Your Body Learn” e o megahit “Join in the Chant”, todas do discaço (que ainda tenho em vinil) “That Total Age”. Como sempre falta uma coisinha ou outra para os fãs, eles não tocaram “Violent Playground”. Mesmo assim, valeu.
Um show com vinte anos de atraso, mas que fez lembrar das noites de sábado do final dos anos 80 e do começo dos anos 90 que perambulávamos pelo Madame Satã, Espaço Retrô, Cais, Hoellisch, Ammy 44, Zoster, Front 575 e tantos outros lugares para curtir o o outro lado do mainstream.
por Sylvio Micelli / ASSETJ
A exposição permanece até o próximo dia 22 de dezembro.
por Sylvio Micelli / ASSETJ

