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Nitzer Ebb: um baita show… com 20 anos de atraso

por Sylvio Micelli

CONFIRA OS VÍDEOS QUE GRAVEI NO SHOW!

Coisas de país de terceiro mundo… que traz, em 2010, uma banda que fez sucesso duas décadas atrás. Mas isso não importa. Para os saudosistas (feito este jornalista e nada mais), o final de semana será marcado pela vinda do Nitzer Ebb ao Brasil pela primeira e, possivelmente, única vez.

Ah! Muita calma nesta hora. Se você nunca ouviu falar ou tem menos de 25 anos, não vá pensando que Nitzer Ebb é marca nova de cerveja para degustação nos bares da Vila Madalena ou, quiçá, o nome de uma nova rede social para tentar diminuir o poder do trio de ferro (Facebook, Orkut e Twitter). Não! Nitzer Ebb nada tem a ver com web…

Os ingleses quase cinquentões do Nitzer Ebb formaram uma das mais importantes e influentes bandas de Eletro Body Music (EBM), som sujo e dançante que prima pelo uso de sintetizadores e baterias eletrônicas e vocais, geralmente guturais, com letras ácidas e críticas a tudo e a todos. Mal comparando, eles são “primos” do Front 242, banda belga de muito sucesso no mundo underground.

Entre 1987 e 1990, o Nitzer Ebb lançou três dos mais importantes discos (ou albuns, se preferir) da cena EBM. São eles: “That Total Age (1987), “Belief” (1989) e “Showtime” (1990).

Pois bem. Estes três albuns, misturados a material novo e de bastante qualidade, foram reproduzidos em show que pude ver neste sábado (11) no Clash Club, em São Paulo.

Douglas McCarthy (vocais), Bon Harris (programação, sintetizadores, bateria e vocais) e David Gooday (bateria) deram as caras para um único show no país. McCarthy, apresentando-se com um irritante terno, diante do calor infernal desses dias, mostrou-se um showman. Pulou, gritou, berrou e comandou a plateia que se espremia junto ao palco. Harris e Gooday deram a “raiva” necessária ao espetáculo.

O show começou com a clássica “Getting Closer” que abre o álbum “Showtime”. O trio emendou músicas do CD lançado no começo deste ano “Industrial Complex” e caprichou nos clássicos.  E tome “Lightning Man”, também de “Showtime”; “Control I’m Here” e “Blood Money”, ambas de “Belief” e as músicas que levantam qualquer defunto do lado B da vida, tais como “Murderous” e, principalmente, a dupla formada por “Let Your Body Learn” e o megahit “Join in the Chant”, todas do discaço (que ainda tenho em vinil) “That Total Age”. Como sempre falta uma coisinha ou outra para os fãs, eles não tocaram “Violent Playground”. Mesmo assim, valeu.

Um show com vinte anos de atraso, mas que fez lembrar das noites de sábado do final dos anos 80 e do começo dos anos 90 que perambulávamos pelo Madame Satã, Espaço Retrô, Cais, Hoellisch, Ammy 44, Zoster, Front 575 e tantos outros lugares para curtir o o outro lado do mainstream.

Assetj Campinas promove Feira de Natal e Árvore da Solidariedade nas dependências da Cidade Judiciária

por Sylvio Micelli / ASSETJ

A sede regional da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), na cidade de Campinas, está promovendo Feira de Natal na Cidade Judiciária de Campinas, sede do fórum local.

Segundo o diretor Carlos Colamego, “associados da Assetj ou dependentes expõem produtos artesanais e outros para facilitar as compras de final de ano, dos funcionários e pessoas que frequentam o local”.

A exposição permanece até o próximo dia 22 de dezembro.

Por mais um ano, a Assetj Campinas realiza a campanha “Árvore da Solidariedade” que já está a disposição na Cidade Judiciária de Campinas. A iniciativa do diretor da sede, Carlos Colamego, tem como ideia fazer com que os associados, demais servidores e usuários do fórum campineiro peguem um cartão da “Árvore” e comprem brinquedos para crianças carentes.

Todo o material arrecadado será doado a instituições que cuidam de menores carentes na região.

Mais informações podem ser obtidas na sede Campinas pelos telefones (19) 3296-3208 / 3231-1602.

TJ-SP engana categoria de novo e dá migalha de final de ano… para receber no ano que vem

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Uma embromação. É o mínimo que se pode dizer da publicação feita pelo site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na última sexta (10).

A informação afirma que “o presidente do Tribunal de Justiça do Estado São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, assinou portaria que revê o valor do auxílio-alimentação, instituído pela Lei 7.524/91, alterando o valor diário de R$ 9,00 para R$ 25,00, valor esse retroativo a 1º de dezembro. Também retroativo a 1º de dezembro deste ano, o TJSP pagará os 4,77%. As medidas, que refletirão em estímulo aos servidores do Poder Judiciário paulista, vêm ao encontro das reivindicações das entidades de classe”.

A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) adota uma postura crítica à medida, mesmo reconhecendo que tais conquistas só ocorreram por força do movimento grevista de 127 dias ratificando que, se não houvesse a greve, nem isso teria sido conquistado graças, única e exclusivamente, à luta dos valorosos guerreiros do Judiciário paulista.

O presidente da Assetj, José Gozze, ironiza. “É mais uma enganação do Tribunal. Primeiro, que o presidente [desembargador Antonio Carlos Viana Santos] não fez favor nenhum. Se ele assinou a portaria, só o fez por conta da greve. É o primeiro item do acordo para que o movimento fosse suspenso em 1º de setembro passado. Segundo, porque está muitíssimo aquém das reivindicações das entidades e, consequentemente, da categoria”.

Gozze explica: “os 4,77% deveriam retroagir a março de 2010 e não apenas a dezembro. Como ficam esses nove meses [de 1º de março a 30 de novembro de 2010]? Na verdade o TJ-SP está nos devendo 20,16% de reposição salarial de março a novembro e 15,39% [20,16% deduzindo-se 4,77%] de dezembro a fevereiro de 2011. E em março próximo, quando vence nossa data-base, faremos jus a cerca de 6% a mais de reposição. Ou seja, 4,77% é uma gota no oceano de reposição que o Tribunal nos deve”, critica.

A majoração do auxílio-alimentação, também é passível de críticas para o presidente da Assetj. “É uma conquista também importante que veio com a greve, mas não podemos nos enganar. Essa média de R$ 500 a mais no salário [R$ 25 X 20 dias úteis em média, por mês] só virá para o servidor da ativa, ou seja, não atinge o aposentado. Além disso, o auxílio-alimentação é pago por dia efetivo de trabalho. Quer dizer que em férias, o servidor não recebe. Se ele ficar doente e faltar, também não recebe. As centenas de servidores do Judiciário que estão afastados por licença médica, também não vão receber. Ou seja: em férias ou doente, para o TJ-SP, o servidor não se alimenta”.

O presidente da Assetj faz questão de ressaltar que a reposição de 4,77%, que será paga em janeiro próximo e a majoração do auxílio-alimentação foram conquistas por meio do movimento de greve. Ele acredita que a mobilização deve prosseguir e permanecer intensa para que tudo que é devido à categoria seja pago.

Um dos advogados da Assetj, Benedicto Ramos Testa, sindicalista desde os anos 70, também fez críticas. “Gostaria de perguntar ao presidente do TJ-SP, qual a lógica nefasta que ele usou. Será que com o valor empregado no aumento do auxílio-alimentação, não poderia ter sido concedido um percentual maior e que atingisse toda a categoria?”, questiona. E completa, também de forma irônica: “agora o TJ não precisa contratar mais ninguém. Para não perder os R$ 25, o servidor vai trabalhar todos os dias, nem que esteja doente”. Ele avalia que a média de R$ 500 a mais nos vencimentos implica em percentuais elevados de aumento, em especial das categorias de menor salário do Judiciário.

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Sylvio Micelli

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