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Discoteca do Micelli: “Please Please Me” – The Beatles

"Please Please Me" - The Beatlespor Sylvio Micelli

Este espaço, obviamente chamado de Discoteca do Micelli, será destinado aos meus discos, albuns, CDs, MP3, 4, 5… enfim.

Quem me conhece, sabe da importância que dou à música. Do clássico ao punk sou um ávido ouvinte. Mas música tem que ter qualidade, sentimento, energia. Nada dessas bobagens, que muitos confundem com música.

Alguns de nossos jovens leitores vêem o LP como algo sentimental, analógico, sujo… Bobagem! Aqui em casa, os LPs voltaram à minha vida. E pretendo comprá-los, cada vez mais. A capa, o encarte, o chiado da agulha… Sentimentalismo? Pode ser. Você é aquilo que você é. E eu sou isso. Para o bem ou para o mal.

Para começar, nada como o primeiro disco da minha vida. “Please Please Me” é o debut dos Beatles. E foi o primeiro disco que ganhei. A memória anda fraca. Mas parece que foi no trabalho numa festa de amigo secreto ou algo assim. Faz mais de duas décadas.

Nada tenho a acrescentar sobre os Beatles. Há milhões de pessoas e sites e programas que já cantaram e decantaram a importância dos ‘Fab Four’ no mundo da música. Minha opinião é simples: os Beatles são aquilo que muitos tentaram ser. E que não conseguiram. Eles mudaram a rota da história. Depois deles, salvo melhor juízo, apenas o Nirvana, guardadas as devidas proporções e sem comparar as bandas, mudou rotas, traçou outros caminhos, foi arrebatador.

O disco em si é uma grande brincadeira de jovens em busca de conquistar o mundo e é recheado de canções de amor, marca registrada do grupo. São 14 músicas, oito delas da dupla John Lennon e Paul McCartney, que se consagraria na década de 60. “Love me Do” é, disparado, o maior clássico do álbum. Mas ainda tem “I Saw Her Standing There”, a faixa-título e a cover de “Twist and Shout”, canção escrita por Phil Medley e Bert Russell e que todos já dançaram um dia (exceto se estiveram em outra galáxia nos últimos 45 anos). Curiosamente, John Lennon estava com gripe no dia da gravação de “Twist” e usava pastilhas para a garganta. Sua performance vocal, rouca e frenética entrou para a história.

Artist: The Beatles
Album: Please Please Me
Release Date: Mar 22, 1963
Label: Capitol Records

Lado A

1 I Saw Her Standing There – Lennon, McCartney – 2:53
2 Misery – Lennon, McCartney – 1:48
3 Anna (Go to Him) – Alexander – 2:57
4 Chains – Goffin, King – 2:25
5 Boys – Dixon, Farrell – 2:26
6 Ask Me Why – Lennon, McCartney – 2:26
7 Please Please Me – Lennon, McCartney – 2:00

Lado B

8 Love Me Do – Lennon, McCartney – 2:21
9 P.S. I Love You – Lennon, McCartney – 2:04
10 Baby It’s You – Bacharach, David, Williams – 2:40
11 Do You Want to Know a Secret – Lennon, McCartney – 1:57
12 A Taste of Honey – Marlow, Scott – 2:03
13 There’s a Place – Lennon, McCartney – 1:50
14 Twist and Shout – Medley, Russell – 2:37

Com informações do Allmusic.com

A Imprensa Imigrante em exposição em São Paulo

Cartaz da Exposição - por Sylvio Micellipor Sylvio Micelli (*)

O Memorial do Imigrante, vinculado à Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, apresenta até o final de janeiro a exposição “A Imprensa Imigrante em São Paulo”. Fui conferir. Trata-se de uma viagem pela Imprensa do final do séc. XIX e início do séc. XX. Para quem é jornalista vale o aprendizado. E se você tiver, como eu, ancestrais que vieram da Europa tentar a vida, vale a emoção.

A exposição é bem detalhada com a reprodução e a mostra de jornais da época de maneira cronologicamente organizada. Entre os impressos originais, reproduções e fotografias estão o histórico italiano “Fanfulla” (1893), o “Portugal Democrático” (1956), o alemão “Deutsche Zeitung” (1897), o “El Diário Español” (1912), a revista tcheca “Slovan” (1915), o primeiro jornal japonês “Shukan Nambei” (1916), o árabe “Al Afkar” (1903) o lituano “Musu Lietuva” (1948) e diversos italianos, espanhóis, búlgaros, tchecos, húngaros, lituanos, alemães, portugueses, árabes, da comunidade judaica, entre outros. A exposição também exibe ilustrações e caricaturas retratadas pelo desenhista, caricaturista e jornalista português, Rafael Bordalo Pinheiro no jornal “O Mosquito” (1875), um dos primeiros pasquins do país.

A mostra conta com mais de 50 exemplares de jornais e revistas do século XIX, XX e XXI produzidos por pessoas das comunidades imigrantes em São Paulo, além de equipamentos originais antigos utilizados para a confecção dos impressos, como as máquinas de escrever, prensas, máquinas de impressão, pautadeira, linotipo e clichês utilizados na redação do Jornal “Fanfulla”, fundado pelo jornalista Vitaliano Rotellini em 1893. Para quem não sabe, o “Fanfulla” existe até hoje e é considerado um dos mais importantes registros das primeiras partidas do futebol paulista que aconteciam na Várzea do Carmo. Nem precisaria dizer que o foco do jornal era acompanhar os jogos do Palestra Itália, hoje, a gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras.

As publicações mostram que ofertas de emprego, moradia, serviços médicos, farmácias, remédios, hotelaria e comércio em geral ocupavam boa parte dos espaços reservados aos anúncios das publicações.

Enfim, diversão barata e aprendizado importante.

Apenas um problema: evitem o horário do almoço. De repente a funcionária do Memorial saiu para almoçar e você fica sem a possibilidade de comprar o jornal da exposição.

VEJA AS FOTOS DA EXPOSIÇÃO PELO JORNALISTA SYLVIO MICELLI

Serviço

Exposição: “A Imprensa Imigrante em São Paulo”
Até 24/01/2010
Local: Memorial do Imigrante
Rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca, praticamento ao lado do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866
Ingressos: R$ 4,00 e ½ entrada para estudantes
Aberto: De terça a domingo (inclusive aos feriados).
Horário: 10h às 17h

(*) Com informações de Flavia Louzane da Fator F Inteligência em Comunicação

Visite o site do Memorial do Imigrante

Acompanhe o Memorial do Imigrante no Twitter

Ei, Casoy! Pede prá sair!

O jornalista Bóris Casoypor Sylvio Micelli

Que ótima forma de começar o Ano Novo! Comentando uma terrível gafe de um colega de profissão. Colega que não gosto mas, afinal, faz parte da minha pseudo-categoria.

Ontem, véspera de Ano Novo, o jornalista Bóris Casoy, após uma reportagem do Jornal da Band que ele ancora na Rede Bandeirantes de televisão, comentou em tom cínico e malicioso as imagens exibidas durante uma reportagem, que mostravam uma dupla de garis dando felicitações de Ano Novo. Eis a reprodução de sua fala: “Que merda… dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho…”

Pois bem. De todas as pessoas do mundo do jornalismo, Casoy seria a última, a tecer qualquer comentário preconceituoso. Casoy é de origem judia, uma das etnias mais perseguidas do mundo. Ele, quando criança, foi vitimado pela poliomielite e só começou a andar após os nove anos de idade. Ou seja, apenas esses dois fatos já deveriam dar a ele uma humildade que nem o homem, nem o profissional têm.

Mas é plenamente compreensível. Bóris Casoy é um dos mais importantes e dignos representantes da burguesia brasileira. Quase um porta-voz dos que acham que estão a salvos em assistí-lo, ao invés de optarem pelo Jornal Nacional da Rede Globo. E quando uso burguesia, aqui, passo longe do discurso panfletário utilizado politicamente.

Casoy foi secretário de Imprensa de diversos representantes da Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido que deu sustentação ao Regime Militar. Entre 1968 e 1972, auge da ditadura no país, Casoy passou pela Secretaria de Agricultura paulista, pelo Ministério da Agricultura e pela prefeitura paulistana. É apontado com um dos responsáveis pelas “grandes transformações” do jornal Folha de São Paulo e pelo sucesso da coluna Painel na década de 80. E está em diversos canais de TV, há mais de duas décadas, sempre “formando opinião”.

O mais preocupante no comentário que Casoy fez, e que vazou na era da informação total, é que ele reflete o pensamento da mesma burguesia que lhe dá o status de conteúdo. Ele até pediu desculpas hoje. O problema não é o Casoy falar bobagem. Ele pensa assim. Mesmo pedindo desculpas é isso que ele pensa… E desculpas televisivas não apagam o pensamento que se tem.

Encerro aqui utilizando-me de dois bordões famosos do jornalista. E rogo que ele aproveite a oportunidade para se aposentar. “É preciso passar o Brasil a limpo”, não é mesmo? E vamos aproveitar os garis para que a sujeira não fique debaixo do tapete. Do contrário “isto é uma vergonha”.

Espero que o Grupo Bandeirantes manifeste-se sobre o assunto de forma clara para que seu jornalismo, até sério e respeitável, não seja jogado na vala comum. E que o jocoso programa CQC, da mesma emissora, não seja corporativo e coloque o dedo na ferida, assim como faz com outros vídeos e situações inusitados.

CONFIRA O VÍDEO COM A GAFE COMETIDA POR CASOY EM 31/12/2009

CONFIRA O PEDIDO DE DESCULPAS DO JORNALISTA EM 01/01/2010

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