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TJ-SP realiza, neste momento, reunião com Entidades do Judiciário

por Sylvio Micelli / ASSETJ

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo convocou as Entidades representativas de Servidores do Judiciário para uma reunião que acontece neste momento no Palácio da Justiça, sede do Judiciário paulista.

O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze, não tem muitas perspectivas sobre o encontro. “Desde o início da greve, já tivemos muitas reuniões. Vamos comparecer, mas espero que o TJ venha com uma proposta efetiva e não com uma série de promessas que não depende de sua aprovação”.

Daqui a pouco, às 14 horas, na Praça João Mendes, acontece mais uma Assembleia Estadual. Será a 13ª desde iniciada a greve em 28 de abril último. A categoria está com as atividades paralisadas há 85 dias. Esta, já é a segunda maior greve da história, desbancando o movimento de 2001, quando os Servidores ficaram parados por 80 dias. A maior greve permanece sendo a de 2004 com 91 dias.

É sempre importante destacar que a principal reivindicação dos Servidores do Judiciário é a reposição total das perdas salariais num montante de 20,16% advindos do descumprimento das datas-base de 2009 e 2010 por parte do TJ. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que também não foi paga. A reposição salarial anual é um mandamento constitucional (Artigo 37, X da CF).

Servidores do Judiciário de SP, debaixo de forte chuva, mantém greve

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Aconteceu na tarde desta quarta (14), a décima-segunda Assembleia Geral Estadual dos Servidores do Judiciário, na Praça João Mendes, no Centro da Capital. O evento foi rápido, em relação às outras assembleias, devido ao intenso frio e à forte chuva que caía na cidade. Mesmo assim, cerca de 2 mil servidores deliberaram pela continuidade da greve.

O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze afirmou que “nada havia de novo para a categoria” e que “a presidência do TJ-SP proibiu qualquer reunião de juizes ou desembargadores com os representantes”. Encerrou dizendo: “vocês sabem o que fazer” e parabenizou a presença de uma boa quantidade de servidores, mesmo numa condição adversa de tempo.

Os demais representantes manifestaram-se no mesmo sentido, não faltando críticas ao comportamento da Polícia Militar, vinculada à presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que atacou manifestantes na semana passada.

O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) compareceu à Assembleia mais uma vez dando apoio ao movimento. Criticou a postura da PM na semana passada e falou do pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Segundo o deputado, o pedido “permanece com as 19 assinaturas” conquistadas até a semana passada. Parabenizou os servidores que têm visitado os parlamentares nas regiões. Para a instalação da CPI do Judiciário é preciso a assinatura de 1/3 dos deputados, ou seja, 32 parlamentares.

Finalizado os informes, por ampla maioria, deliberou-se a continuidade da greve com nova Assembleia Estadual (a décima-terceira) marcada para a próxima quarta, dia 21 de julho, às 14 horas, na Praça João Mendes, quando a categoria completará 85 dias de greve.

Além destas propostas principais, a Assembleia aprovou, em conjunto, atividades a serem desenvolvidas pelo conjunto das entidades:

1. Pedido de intervenção, por meio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a presidência da República;

2. Instalação de barracas para a coleta de assinaturas ao pedido de CPI do Judiciário com esclarecimento à população;

3. Divulgação de índices de paralisação no Estado (*);

4. Ofício à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB);

5. Divulgação na mídia da realidade dos Servidores do Judiciário;

6. Divulgação de vídeos em frente aos fóruns;

7. Que nas assembleias estaduais todos os servidores portem crachás.

AGENDE-SE

21 DE JULHO – 85º DA GREVE – QUARTA-FEIRA – 14 HORAS – DÉCIMA-TERCEIRA ASSEMBLEIA GERAL ESTADUAL NA PRAÇA JOÃO MENDES

Quer saber como a PM da presidência do TJ-SP trabalha? Aprenda!

por Sylvio Micelli / ASSETJ (*)

Após as cenas de violência da Polícia Militar, vinculada à presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, durante a Assembleia Geral de Servidores do Judiciário realizada ontem (07), é importante conhecer como o trabalho é desenvolvido. Afinal, conhecimento é tudo. Então, dá próxima vez que nós, servidores, tomarmos porrada já saberemos, na teoria, do que se trata. Na prática, aprendemos nesta quarta-feira.

Saiba como a PM do TJ-SP, que agride servidores desarmados age:

Gás lacrimogêneo é um nome genérico dado a vários tipos de substâncias irritantes da pele, tais como o brometo de benzilo, ou o gás CS (o-clorobenzilideno malononitrilo); olhos (pode causar cegueira  temporária) e vias respiratórias. O uso crescente do gás lacrimogêneo, pela polícia e exército, como arma de “controle de multidões” deveu-se ao fato de, supostamente, ser capaz de dispersar multidões sem causar efeitos letais (mortes). Os primeiros estudos clínicos mostravam que o gás causava irritação e mal-estar e em concentração controlada era incapaz de deixar marcas ou causar óbitos. Por isso era chamado de arma “não letal”. Porém, em crianças de colo o efeito pode ser consideravelmente perigoso. Gases lacrimogênios populares são os irritantes oculares CS, CN e CR, e o irritante respiratório aerosol de pimenta.

O “spray” de pimenta ou gás-pimenta é um agente lacrimogênio (composto químico que irrita os olhos e causa lacrimejo, dor e mesmo cegueira temporária) usado pelas forças de segurança para controle de distúrbios civis ou mesmo, em alguns países, para defesa pessoal. Geralmente é obtida com o extrato de pimenta natural e acondicionada em sprays ou bombas de efeito moral. O gás pimenta atua nas mucosas dos olhos, nariz e da boca, causando irritação, ardor e sensação de pânico. Geralmente, o principio ativo é o “Oleoresin Capsicum”, que é uma mistura entre o principio ativo natural da pimenta, a capsaicina ou “Capsicum”, obtido da pele da semente (que também é um anestésico natural), que é o que causa o ardor, com uma espécie de óleo sintético, para dificultar a retirada do produto. Por isso quando uma pessoa é atingida, não é efetivo em retirar o produto a lavagem com água da área atingida.

A Bala de Borracha é geralmente utilizadas para conter tumultos violentos ou manifestações onde a intenção é de dispersar a turba. É como uma munição normal, ela tem uma cápsula com pólvora para impulsioná-la e uma ponta – a parte que atinge o alvo. A diferença é que a ponta não é de metal como nas munições comuns, mas de borracha. A vantagem desse material é que ele não perfura a pele. Mas a munição de borracha pode causar ferimentos graves se atingir o rosto ou até mesmo ser fatal em pontos como a garganta. Por isso os tiros só devem ser dados na direção das pernas. No caso da PM do TJ-SP, os tiros foram dados na altura do tórax como fotos já amplamente divulgadas. Uma bala de borracha consiste de um projétil de látex. O nome técnico desse tipo de munição é elastômero e pode apresentar-se em vários formatos e tipos. Basicamente é encontrado no calibre 12gauge, podendo constituir-se de projétil singular ou em vários fragmentos.

Cassetete, porrete, porra, clava ou bastão é um tipo de taco ou bastão, mais grosso numa das extremidades e geralmente feito de algum material sólido – podendo ser de madeira, pedra, ou metal – normalmente utilizado para fins de necessária força física ou em batalhas de estilo corpo-a-corpo, em especial pelas forças policiais. Seu nome vem do francês “casse-tête”, que significa literalmente “quebra-cabeça”. É um bastão utilizado por policiais ou militares, podendo ser usado também para segurança pessoal.

Agora, meus colegas, vocês já aprenderam na teoria, aquilo que aprenderam na prática.

N.R.: Caso você tenha fotos ou vídeos da “aula” demonstrada pela PM do TJ-SP por favor envie-nos! É sempre um aprendizado importate. Mande para o e-mail imprensa@assetj.org.br.

Texto: Sylvio Micelli – Fonte: Wikipedia e sites especializados

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