Urna não é penico. Veja lá o que você vai fazer!
- outubro 2nd, 2010
- Write comment

por Sylvio Micelli / ASSETJ
Como todos sabem, dia 03 de outubro teremos eleições para todos os cargos do Brasil, exceção feita às prefeituras e câmaras municipais. O eleitor votará para presidente da República, governador de Estado, dois senadores e deputados federal e estadual.
A campanha já está nas ruas, nas discussões do bar e na casa da gente. Muitos candidatos adentram em nossos lares prometendo o que podem e o que não podem. Esta eleição, mais uma vez, traz candidatos que viram motivo de piada, mas que devem ser consagrados nas urnas.
Vamos deixar bem claro. A democracia permite que qualquer cidadão brasileiro, nato ou naturalizado, em plena fruição de seus direitos políticos, pode se candidatar a qualquer cargo que desejar. Portanto, o fato de termos candidatos pouco ortodoxos ou fanfarrões é, absolutamente, normal.
O problema reside em nós, eleitores. O que desejamos para o Brasil? O que queremos para o nosso estado? E no caso de nós, servidores públicos, quem poderá nos representar?
Urge a necessidade, não é de hoje, de que o funcionalismo público tenha uma bancada a defender seus interesses, tanto no Congresso Nacional como nas Assembleias Legislativas. Muitos acreditam que isso seja corporativismo, mas é uma bruta hipocrisia. Hoje, seja no Congresso seja na Assembleia, tem bancadas fortes defendendo interesses diversos.
Nossa greve, recém suspensa, foi bastante pedagógica. Não só aprendemos como resistir bravamente a todas as intempéries do caminho durante enormes 127 dias, como pudemos observar parlamentares que, realmente, estão em defesa do Serviço e do Servidor públicos.
O dever que temos com nossa própria consciência, no próximo dia 03 de outubro, é reeleger os parlamentares que já defendem as causas do funcionalismo público e ampliar nossa representação.
Temos um inimigo único – o governante – que dispõe de mídia, recursos e opinião pública, contra o servidor. Nosso poder virá de nossa mobilização e do tamanho da representação que teremos no Congresso e nas assembleias de todo o País.
No caso específico do nosso Judiciário, a primeira lição já sabemos. Temos 30 parlamentares que assinaram o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. Então vamos combinar? Quem não assinou, pelo motivo que seja ou pela explicação que tenha, não merece o seu voto. Desta forma começaremos a Reforma Política que deve ter início em nós mesmos para que no futuro tenha reflexo sobre toda a sociedade.
Bom voto. E lembre-se de que urna não é penico. Mesmo que a maioria de nossos políticos faça na vida pública, aquilo que só deveria fazer na privada.
EDITORIAL ORIGINALMENTE PUBLICADO NO JORNAL ASSETJ NOTÍCIAS Nº 133 (SETEMBRO/2010)


por Sylvio Micelli

