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Eleições TJ/SP: Presidente e Corregedor eleitos. Vice terá segundo turno


por Sylvio Micelli / ASSETJ

Acabou, há pouco, o primeiro escrutínio das eleições do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Candidato único ao cargo de presidente, o desembargador José Roberto Bedran obteve 288 votos dos 305 votantes. Nove votos foram em branco e oito, nulos.

Numa eleição folgada, o desembargador Maurício da Costa Carvalho Vidigal obteve 196 votos e foi eleito para o cargo de Corregedor Geral da Justiça. O desembargador Oliveira Santos obteve 50 votos e o desembargador Damião Cogan, 52. AInda foram apurados mais sete votos, sendo dois brancos e cinco nulos.

Disputa acirrada aconteceu para o cargo de Vice-Presidente. O desembargador David Haddad teve 130 votos, enquanto seu concorrente, desembargador José Santana, 157. Apurou-se, ainda, 11 votos em branco e sete nulos. Como nenhum dos dois atingiu maioria absoluta, um segundo escrutínio já acontece no Salão dos Passos Perdidos, no Palácio da Justiça, sede do Judiciário Paulista.

O resultado final está previsto para às 14:30 horas. Em seguida, o novo presidente deverá conceder uma coletiva à Imprensa.

Manifestação

Durante a leitura dos votos do primeiro turno das eleições, um grupo com cerca de 100 servidores realizou um apitaço em frente ao Palácio da Justiça e que foi ouvido ao longo da apuração. O desembargador Antonio Carlos Malheiros avaliou o ato afirmando que “já começou” a Campanha Salarial.

Vice-Presidente da ASSETJ é reeleito presidente da CCM Iamspe


Representantes do Funcionalismo, usuários do instituto, fazem parte da entidade que se reúne mensalmente

Por decisão unânime da plenária da Comissão Consultiva Mista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual [CCM-Iamspe], no último dia 24 de fevereiro, o atual presidente Sylvio Micelli, Vice-Presidente e Diretor de Comunicação da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), foi reconduzido ao cargo para o período 2011 / 2013. Ao seu lado atuarão como primeiro e segundo vice-presidente, José Luiz Moreno Prado Leite (Comissão Municipal de Tremembé e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – Apeoesp) e João Elisio Fonseca (Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Aspal), respectivamente.

A CCM Iamspe é um órgão consultivo que reúne cerca de 50 entidades representativas do funcionalismo público estadual, além de várias comissões regionais e municipais, que se encontram mensalmente para interagir com as ações administrativas e discutir propostas de melhoria para o Iamspe. Completou 27 anos de existência no mês de janeiro e durante seu VII Encontro Estadual, realizado no ano passado, foi feito o lançamento do livro “CCM Iamspe: muito mais que 2%” de autoria de Sylvio Micelli.

Também foram eleitos para compor as coordenadorias de apoio à Mesa Diretora:

Capital: Célia Regina Palma Martins (Associação dos Funcionários da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Afalesp) e Maria da Guarda Rocha (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo – Sindsaúde)

Grande São Paulo: Maria Antonia de Oliveira Vedovato (Sindicato de Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo – Apase) e Rosalina Chinone (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo – Udemo)

Interior: Idenilde de Almeida Conceição (Comissão Regional de Bauru e Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – Apeoesp) e Luiz da Silva Filho (Comissão Municipal de Presidente Venceslau e Sindicato dos Funcionários dos Sistema Prisional do Estado de São Paulo – Sifuspesp)

Litoral: Guilherme Coelho de Souza Nascimento (Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo – Capesp) e Jupyra Dias de Campos Junqueira (Comissão Municipal de Caraguatatuba e Centro do Professorado Paulista – CPP)

Informou a CCM Iamspe com boletim da Comunicação Instituicional do Iamspe

José Serra: o mal perdedor mau

por Sylvio Micelli

Antes que os censores tucanos de plantão me critiquem, que fique bem claro: não sou petista, nem lulista, nem dilmista. Meu candidato a presidente não chegou ao segundo turno. Não cabe aqui informar meu voto, mas tenham certeza de que sempre votei com a esquerda, desde 1989 quando pude exercer o direito/dever de votar. E para bom entendedor, meia cédula já basta.

No segundo turno das eleições presidenciais anulei meu voto. Cumpri com o tal do dever cívico, apenas. Não quero aqui convencer um ou outro lado sobre os motivos. Até porque, o baixo nível da campanha transformou a eleição num jogo de futebol inconsequente onde todos reclamavam e ninguém tinha razão. Não vi, enfim, em nenhum dos dois candidatos, uma oportunidade, ainda que mínima, de real mudança.

Passado o pleito, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil. E ponto final, gostem ou não. Será a continuidade de Lula (para o bem ou para o mal) como, aliás, deixou bem claro durante a campanha (ela não enganou ninguém) e ratificou esta postura com a manutenção de peças chaves nos ministérios mais complexos.

Habitué da rede social Twitter, o candidato derrotado José Serra tem aparecido nos últimos tempos apenas para alfinetar e espicaçar (com seu bico tucano) o atual governo. Já usou as chuvas torrenciais que devem, ao final da contagem dos corpos, totalizar mais de mil mortos. Também fez uso do frágil argumento dos juros altos para defenestrar o governo Dilma e fez analogias sobre o “fisiologismo” na disputa de cargos. Escreve, ainda, sobre “incompetência” e “corrupção”.

Analisemos.

Escreveu Serra no Twitter em 12 de janeiro: “Enquanto a Saúde no Brasil vai muito mal, como mostram todas as pesquisas, Ministério da Saúde está paralisado pela briga fisiológica.”

Será que ele se esqueceu que, sob sua gestão, o Brasil teve altos índices de dengue o que lhe rendeu o nada honroso apelido de Ministro da Dengue? Dados confirmam que em 2001, como ministro da Saúde e que na propaganda era o “melhor ministro da Saúde da história”, ele gastou R$ 81 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas de combate à dengue. Como parte do plano econômico, demitiu seis mil “mata-mosquitos” contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti (transmissor da dengue). Resultado: em 2002 o estado do Rio de Janeiro, o mesmo que está submerso na tragédia das águas, registrou 207.521 casos de dengue, com 63 mortes.

Sobre o fisiologismo, a disputa de cargos sempre existiu. Inclusive nos oito anos de FHC. E não só lá. Tanto que o fisiológico José Serra optou por apoiar Gilberto Kassab para o cargo de prefeito de São Paulo em 2008, mesmo com o seu partido – o PSDB – tendo Geraldo Alckmin como candidato. A opção, que Serra acreditou ter sido a melhor, mostra agora seu erro estratégico. Ele está isolado dentro de seu próprio partido o que, certamente, gera a necessidade de maior consumo de antiácidos e digestivos em geral para o nosso ex-governador.

Mas o destemido José Serra, sobre as chuvas, em 16 de janeiro, ataca: “As tragédias não serão atenuadas com o gogó. Não bastam anúncios, como os feitos pelo gov. Lula-Dilma há 1 ano e nada acontecer”.

Obviamente que os estragos da enchente aqui em São Paulo são menores, mas existem e matam. Ano passado foi São Luiz do Paraitinga e boa parte do Vale Histórico. Este ano, Jundiaí e Mauá. Será que em 16 anos de governo, o PSDB não poderia ter sanado o problema das enchentes? E o caso da São Paulo governada (?) por Kassab (apoiado por ele)? Melhor eu parar por aqui…

Serra volta ao Twitter em 19 de janeiro para gritar: “Como eu disse mil vezes o PT destruiu a Funasa e a Anvisa, com fisiologismo, corrupção e incompetência”.

E aí, governador… Aliás, ex-governador… O que o senhor tem a dizer sobre o Banespa? E sobre a “entrega” da Nossa Caixa ao Banco do Brasil? E a Cesp? E tantos outros esqueletos no armário tucano? Melhor nem comentar, não é mesmo? O PSDB dilapidou o patrimônio do povo paulista sempre com a visão privatista-neoliberal-caolha que o senhor e seus asseclas trabalharam.

Serra retorna ao Twitter, enfim, para criticar os juros e o Copom no dia 20 de janeiro: “Os juros reais brasileiros,que já eram os mais altos do mundo,cresceram mais.Até agora,esta foi a medida mais importante do atual governo.”

Concordo que os juros no Brasil estão, realmente, abusivos e há, certamente, uma tendência inflacionária. O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou, nesta semana, a taxa de juros para 11,25% (*). Mas mesmo sendo um índice alto, durante o governo FHC do qual Serra participou ativamente (tanto que impôs sua candidatura em 2002), nunca tivemos tal índice. A taxa do Copom mais baixa foi um 15,25% em fevereiro de 2001, sem que nos esqueçamos dos absurdos 45% de março de 1999 (que os tucanos vão botar a culpa na crise das bolsas da Rússia e da Ásia no período de 1997 a 2000). O governo FHC entregou a Lula, em janeiro de 2003, um índice de 25%. Apenas para que o leitor tenha referência, durante a crise econômica vivida pela Europa e Estados Unidos em 2008, o índice máximo que o Copom atingiu foi 13,75%.

É por essas e por outras, que José Serra demonstra, cada vez mais, ser um político em final de carreira. Novamente derrotado nas urnas (perdeu de Lula em 2002 e de Dilma em 2010), comporta-se como um mal perdedor. Com o devido respeito, de índole má, age com o fígado, é amargo e parece torcer para que tudo dê errado. Dá a sensação de que ele quer sorrir matreiramente e, ao final de tudo afirmar do modo mais tosco destinado aos perdedores, “eu não disse…”

Antes que os censores tucanos de plantão me ataquem, afirmando que Serra está fazendo o discurso de oposição, questiono: por que ele não faz propostas reais, uma espécie de governo paralelo? Por que ele não faz uma oposição no campo das ideias? Por que ele não aprende até com “caciques” de seu partido? Que ele seja crítico, ok. Mas ele deixa claro, nestas e noutras mensagens, que quer que tudo vá para o inferno. Quem perde não é a Dilma ou o PT. Perdemos todos, ele incluso.

(*) Com informações do Banco Central do Brasil

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Sylvio Micelli

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