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Com 96,6% dos votos, chapa “Liderança no Judiciário” é eleita na Assetj

por Sylvio Micelli / ASSETJ

A chapa “Liderança no Judiciário – Trabalho, Credibilidade e Perseverança” foi eleita com 96,6% dos votos totais, nas eleições ocorridas na Assetj na última quarta (13). A apuração foi encerrada pela Junta Eleitoral no final da tarde desta quinta (14), com a apuração dos votos postais vindo de todo o Interior do Estado, além dos votos feitos em todas as sedes da Associação na Capital, Campinas e Ribeirão Preto. Foram eleitos os membros da Diretoria Executiva, Conselhos Deliberativo e Fiscal, para o período 2011/2015. Formada em boa parte por membros da atual Diretoria Executiva e respectivos Conselhos, o grupo eleito tomará posse em 1º de janeiro de 2011.

Mesmo sendo uma eleição em chapa única, muitos associados exerceram seu direito a voto em todas as regiões do estado.

Confira os representantes eleitos:

DIRETORIA EXECUTIVA

Presidente: JOSÉ GOZZE
Vice-Presidente: SYLVIO MICELLI
Secretario Geral: MAGALY BRUXELLAS
1º Secretario: LISENA VENTURINI VARÃO MONTEIRO
2º Secretario: CARLOS COLAMEGO
Diretor Financeiro: SEBASTIÃO JOSÉ DOS SANTOS
1º Tesoureiro: EUCLIDES DE CASTRO
2º Tesoureiro: JOSÉ AMÉRICO NETO

CONSELHOS

Conselho Deliberativo – Membros Efetivos

IRANI APPARECIDA GAGLIARDI
WILSON GUARNIERI MORELLI
JOSÉ CARLOS GALBIATTI COSTA
JOSÉ DA SILVA MIRALDO
CARLOS JOSÉ R DE ARAUJO
EDSON DE OLIVEIRA CAVALCANTE
MARCELO DE MACEDO SAVI
LUIZ CARLOS DOS SANTOS
MÁRIO STIVAL JUNIOR
PATRICIA CARLA CARLINI E SILVA

Conselho Deliberativo – Membros Suplentes

RAQUEL DI FALCO
NEREIDA ABRAHÃO PEIXOTO
VITOR DONIZETTI DOS SANTOS
SONIA MARIA SASSANO
ELIZABETH GOMES
ISABEL NATALINA DIAS
JOÃO CARLOS DE F. BARBOSA
MARIA DO SOCORRO ARRAIS
ELZA HILÁRIO CARDOSO
NEUZA PEREIRA DA SILVA HOPP

Conselho Fiscal – Membros Efetivos

JOSÉ JOÃO DA SILVA
ROBERTO SIMONI
SOZARA ALVES
MILTON CILES FERRAGONIO
ROSELI APARECIDA DA SILVA

Conselho Fiscal – Membros Suplentes

ISAIAS CELESTINO
JULIANA CRISTINA DE SOUZA
MARIA CRISTINA DA SILVA
JOÃO LOPES DA PALMA FILHO
ALVINA GRAÇA FORTES

Dilma X Serra: debate de pouca solução e muita tergiversação


por Sylvio Micelli

O primeiro debate do segundo turno para a presidência da República, entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff, não tratou dos grandes temas nacionais como as reformas que todos afirmam, peremptoriamente, que são necessárias, mas que ninguém ousa fazê-las. Alterações tributárias e econômicas, reformas políticas e sociais e até a questão ambiental, estiveram ausentes da discussão.

Os candidatos preferiram destinar o precioso tempo dos eleitores com temas subjacentes, cuja análise deve ser feita muito mais sob a ótica social e deram prosseguimento à baixaria generalizada que se tem observado nos debates políticos. Parafraseando Plínio Marcos (*), o debate de Dilma e Serra foi a batalha de dois perdidos numa urna suja.

Assuntos como o aborto ou a criminalidade, por exemplo, foram debatidos com dogmas éticos, morais e até religiosos sendo que ambos os temas deveriam ser analisados no conjunto de reformas sociais que, há muito tempo, o estado brasileiro deve à sociedade. Aborto deve ser tratado como problema de saúde pública e não da forma hipócrita com que vem sendo discutido. Criminalidade, também, deveria ser analisada como resultado das enormes discrepâncias sociais do Brasil. Ambos os candidatos preferiram tratá-la como uma questão meramente quantitativa e que pode ser “resolvida” dependendo do número de policiais nas ruas. Qualquer brasileiro sabe que o abismo social em que vive o estado brasileiro só se resolve com políticas de saúde e educação sérias, que preparem a criança de hoje para ser o futuro de amanhã.

Outro tema apresentado à ribalta eleitoral foi a discussão sobre privatização envolvendo telefonia, pré-sal e assuntos correlatos. Mas isso foi usado para ataques mútuos e pouco analisou-se do tema como forma de desenvolvimento do estado brasileiro. Obviamente que sou contra a privatização. Mas que projeto, por exemplo, é oferecido que não seja a venda das instituições nacionais?

Observando cada candidato de per si, José Serra promete coisas que não cumpre. Fala da valorização de professores, educação e saúde, assuntos espinhosos que, sendo prefeito e governador de São Paulo, deixou muito a desejar.

Dilma Rousseff limita-se a dar prosseguimento às obras e feitos do governo a que pertence e a se defender dos ataques promovidos pelo seu adversário.

Tudo muito fraco. Tudo muito comezinho.

Vendo o debate senti-me um cidadão dinamarquês comendo biscoitos amanteigados Jacobsens. Não há problemas no Brasil. É tudo factóide!

E de tergiversação em tergiversação (verbo repetido à exaustão durante o encontro), percebe-se cada vez mais que há apenas projetos de poder e não projetos de Estado. E para que não for partidário de um ou de outro, fica muito difícil decidir em quem votar no segundo turno.

Pobre, Brasil!

Nota do Autor: (*) “Dois Perdidos numa Noite Suja” é uma peça de teatro do autor Plínio Marcos, um dos maiores gênios incompreendidos do teatro brasileiro. Escrita no ano de 1966, a peça foi apresentada pela primeira vez no mesmo ano, no Bar Ponto de Encontro, para uma pequena plateia. Foi adaptada para o cinema duas vezes, sendo a primeira no ano de 1970 sob a direção de Braz Chediak e a mais recente no ano de 2002 sob a direção de José Joffily. É uma das peças mais famosas de Plínio, tendo sido montada inúmeras vezes tanto no Brasil como em outros países. O texto é inspirado no conto “O terror de Roma” do escritor italiano Alberto Moravia. Dois personagens — Paco e Tonho — dividem um quarto numa hospedaria barata e durante o dia trabalham de carregadores no mercado. Todas as cenas se passam no quarto durante as noites. As personagens discutem sobre suas vidas, trabalho e perspectivas, mantendo uma relação conflituosa. O tema da marginalidade permeia todo o texto. Tonho se lamenta constantemente por não possuir um par de sapatos decente, fato ao qual atribui sua condição de pobreza. Ele inveja Paco que possui um bom par de sapatos e este, por sua vez, vive a provocar Tonho chamando-o de homossexual ao mesmo tempo que o considera como um parceiro. Paco, que já havia trabalhado como flautista, certa noite teve sua flauta roubada quando estava muito embriagado, entorpecido. No final, na tentativa de melhorar suas vidas, ambos são compelidos à realização de um ato que modificará radicalmente suas vidas. Fonte: Wikipedia

Eleito em 1º turno, Alckmin fala de funcionalismo e precatórios em programa de rádio

por Sylvio Micelli / ASSETJ (*)

O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) foi eleito, neste domingo (03), governador do estado de São Paulo para os próximos quatro anos. Será seu terceiro mandato. Ele teve 11.519.314 votos ou 50,62% dos votos válidos, o que lhe garantiu a vitória no primeiro turno, contra 35,23% do segundo colocado, Aloizio Mercadante (PT).

Entrevistado na manhã desta segunda (04), pelo Jornal Gente da Rádio Bandeirantes de São Paulo, o candidato eleito foi questionado sobre funcionalismo, progressão continuada e precatórios pelos apresentadores José Paulo de Andrade, Salomão Esper e Rafael Colombo.

O governador eleito de São Paulo garante que vai cumprir promessas, como a que prevê aumento real, acima da inflação, para o funcionalismo público, com atenção especial para os professores. O jornalista José Paulo de Andrade ressaltou o receio que o funcionalismo, em especial magistério e segurança, tem de um novo mandato do tucano.

Alckmin alegou que haverá valorização dos servidores e destacou que há muito funcionários públicos de qualidade em São Paulo, que são referências para o Brasil. O governador eleito afirmou, também, que priorizará o pagamento de precatórios, em especial os de natureza alimentar.

Sobre progressão continuada, o tucano disse que não será extinguida, pois o regime não significa aprovação automática; para ele, o que é preciso é melhorar o reforço aos alunos que têm dificuldades de aprendizagem.

A eleição de Alckmin formará um ciclo de duas décadas do PSDB no comando de São Paulo. Nos últimos 16 anos, o salário dos servidores encontra-se achatado e nem mesmo a data-base anual tem sido cumprida.

(*) Com informações da Rádio Bandeirantes

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