Quem disser que a São Silvestre permaneceu igual está mentindo
- dezembro 31st, 2011
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Toda vez que alguém se levanta em defesa da tradição, logo é chamado de saudosista. Sentimental, meus amigos, eu sou demais como já diria o finado Altemar Dutra.
O que se viu nesta 87ª Corrida Internacional de São Silvestre foi uma aberração tão grande, que até os deuses choraram, tamanha a chuva que caiu ao longo de todo o dia aqui em São Paulo, mas principalmente na hora da prova.
A mudança na parte final do trajeto, jogando no lixo quase um século de história, foi patética. Não! Nada contra o Ibirapuera, nosso tão querido pulmão numa cidade poluída como a nossa, mas trazer o final da prova da Avenida Paulista para a Avenida Pedro Álvares Cabral foi de terrível mau gosto.
Sei que há, por trás da mudança, diversos interesses econômicos envolvidos. Há TV, direitos de transmissão, comemorações do réveillon na Avenida Paulista com o apoio da Prefeitura, mas nada disso, repito, reitero e ratifico, nada disso justifica jogar a tradição da São Silvestre na lata do lixo.
Em nome da tal modernidade, estamos abrindo mão de nossa história e Paulinho da Viola já nos ensinou em “Dança da Solidão”, que “quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. Por enquanto, só resta a desilusão.
Que a Prefeitura e todas as empresas envolvidas revejam seus conceitos e devolvam à Paulista, o glamour da chegada da São Silvestre.
Ou então, fica uma sugestão. Já que mataram a Corrida de São Silvestre, que as próximas edições sejam feitas em Nairobi. Dessa forma, os quenianos comemorão em casa.


Para nós, corinthianos, Senna ainda tinha esta qualidade. Fiel Torcedor confesso era comum vê-lo com o manto alvinegro pelos autódromos do mundo.


