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Quem disser que a São Silvestre permaneceu igual está mentindo 0

Quem disser que a São Silvestre permaneceu igual está mentindo

por Sylvio Micelli

Toda vez que alguém se levanta em defesa da tradição, logo é chamado de saudosista. Sentimental, meus amigos, eu sou demais como já diria o finado Altemar Dutra.

O que se viu nesta 87ª Corrida Internacional de São Silvestre foi uma aberração tão grande, que até os deuses choraram, tamanha a chuva que caiu ao longo de todo o dia aqui em São Paulo, mas principalmente na hora da prova.

A mudança na parte final do trajeto, jogando no lixo quase um século de história, foi patética. Não! Nada contra o Ibirapuera, nosso tão querido pulmão numa cidade poluída como a nossa, mas trazer o final da prova da Avenida Paulista para a Avenida Pedro Álvares Cabral foi de terrível mau gosto.

Sei que há, por trás da mudança, diversos interesses econômicos envolvidos. Há TV, direitos de transmissão, comemorações do réveillon na Avenida Paulista com o apoio da Prefeitura, mas nada disso, repito, reitero e ratifico, nada disso justifica jogar a tradição da São Silvestre na lata do lixo.

Em nome da tal modernidade, estamos abrindo mão de nossa história e Paulinho da Viola já nos ensinou em “Dança da Solidão”, que “quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. Por enquanto, só resta a desilusão.

Que a Prefeitura e todas as empresas envolvidas revejam seus conceitos e devolvam à Paulista, o glamour da chegada da São Silvestre.

Ou então, fica uma sugestão. Já que mataram a Corrida de São Silvestre, que as próximas edições sejam feitas em Nairobi. Dessa forma, os quenianos comemorão em casa.

O corinthiano Ayrton Senna, 17 anos depois 0

O corinthiano Ayrton Senna, 17 anos depois


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Há dezessete anos (sim! também me assustei como o tempo passa!) morria Ayrton Senna da Silva, um dos maiores pilotos da história do Brasil.

Eu me lembro muito bem. Foi num domingo assim, ensolarado, que de óculos escuros após a balada da noite anterior (sim, eu ainda ía em baladas), que vi, atônito, Senna se esborrachar no muro de Ímola, naquela maldita e fatídica curva Tamburello. Eu e o mundo perguntávamos se seria possível acontecer aquilo. Não podíamos crer que um piloto daquele porte, um profissional exímio, tivesse aquele fim tão trágico.

Mas aconteceu. E de nada adianta lastimar. A morte, assim como a derrota, são órfãs. Buscamos respostas, mas todas em vão.

Senna foi e sempre será, um dos maiores esportistas do mundo. Tricampeão mundial de Fórmula 1, num tempo em que a concorrência era muito mais acirrada, ele foi além. Para mim e muitos de meus amigos, era o único cara que fazia com que acordássemos cedo aos domingos (ou nem dormíssemos) para ver mais uma disputa com Alain Prost, Nigel Mansell e tantos outros. De caráter íntegro, bom moço, deixou de legado uma fundação que leva o seu nome e que presta o bem às crianças carentes.

Para nós, corinthianos, Senna ainda tinha esta qualidade. Fiel Torcedor confesso era comum vê-lo com o manto alvinegro pelos autódromos do mundo.

Então, meu caro Senna, de onde você estiver e sei que você só pode estar ao lado Dele, dê uma força ao nosso Coringão logo mais. Esse time que você amou e cuja torcida jamais te esquece. Faça com que o time, num dos jogos mais importantes do ano, lembre você nas corridas da vida.

Que o goleiro Julio Cesar, já recuperado da falha da semana passada, use as mãos com a firmeza e a destreza que você usava e que desvie as bolas palmeirenses, da mesma forma como você fazia pelas curvas ultrapassando os retardatários que teimavam em ficar à sua frente.

Que o Alessandro, nosso valente lateral direito, seja igual ao seu Toleman no GP de Mônaco em 1984. Um carro, que ainda limitado, pode dar muita dor de cabeça aos adversários.

Que Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos sejam os freios dos ataques palestrinos e que se o Valdívia inventar de chutar o vácuo, que usemos o vácuo a nosso favor, em mais um ataque, como você fazia tão bem na “orelha” do Alain Prost.

Que Ralf, Paulinho, Bruno César acelerem ao máximo nas retas e nas avenidas do nosso tão querido Pacaembu, deixando para trás qualquer meio de campo ou lateral adversário.

Que Jorge Henrique e Dentinho façam as manobras audaciosas com as quais você conquistou o mundo e que enlouqueçam a defesa palmeirense.

E que Liédson, nosso Senna no ataque, esteja à frente para mais uma bandeirada com a vitória consagradora.

Tudo isso extensivo aos reservas que entrarem. Que eles levem o nome, a raça, a gana, a garra do Corinthians durante os minutos que for, igual você que não desistia da corrida até que ela acabasse.

E que ao final, exaustos, mas vitoriosos, possamos cantar o Hino da Vitória mais uma vez!

Jogos da Assetj começam nesta quinta (07) 0

Jogos da Assetj começam nesta quinta (07)


por Sylvio Micelli / ASSETJ

A partir da próxima quinta, dia 07 de abril, acontece a Fase Estadual da XXII Edição dos Jogos promovida pela Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj). A disputa acontece na cidade de Ubatuba, litoral norte paulista, até o domingo, dia 10 de abril.

Os atletas já inscritos de diversas partes do estado poderão se hospedar no Água Doce Praia Hotel, nesta quarta (06), à partir das 22 horas. O hotel fica na Rodovia Doutor Manuel Hipólito Rego (SP 55) km 68,5, na Praia Dura, na cidade de Ubatuba, no Litoral Norte do estado.

A cerimônia de abertura acontece na quinta (07), às 9 horas na Escola Municipal Nativa Fernandes de Faria, na Rua José Pedro, 80, na Praia de Maranduba. Em seguida ocorrem o sorteio das chaves e o início dos jogos.

Após uma reestruturação feita pela diretoria da entidade, a disputa que se realizava no mês de dezembro, foi transferida para abril. Um dos principais motivos da alteração foi o pedido de atletas, principalmente do Interior, que se viam impedidos de participar do evento, pois no final do ano ocorrem as correições nos cartórios do TJ-SP.

Desta forma, a Fase Estadual se refere ao biênio 2010 / 2011, ou seja, com as equipes qualificadas na Fase Capital disputada no ano passado e com os times que se inscreverem para a disputa estadual. No segundo semestre será realizada a Fase Capital do biênio 2011 / 2012, e assim, sucessivamente.

Todas as informações sobre o evento podem ser acessadas no hotsite dos Jogos.

Um pouco mais sobre os Jogos

Disputados desde 1988 e composto por duas fases distintas – Capital e Estadual – os Jogos do Judiciário promovidos pela Assetj tem por finalidade promover o incentivo às práticas desportivas e proporcionar a integração social da família forense, bem como de todo o funcionalismo publico paulista. É disputado nas categorias sênior, master e adulto, nas modalidades de Futsal, Basquetebol e Voleibol, masculino e feminino.

A Fase Estadual até a edição anterior era disputada em dezembro, em homenagem ao Dia da Justiça. A partir de agora será sempre no primeiro semestre e contará com a participação dos mais bem classificados na Fase Capital que se unem às equipes do Interior e do Litoral paulista, com a presença de cerca de 400 atletas e 200 familiares/dependentes, acomodados sempre em cidades com boa infra-estrutura (ginásios de esportes e rede hoteleira), contando com farta Agenda Esportiva e Social como bailes, passeios, confraternizações diversas e festa de encerramento.

A Fase Capital acontecerá sempre no segundo semestre e qualificará as equipes da cidade de São Paulo para a disputa estadual na sequência da competição.

Ambas as fases contam com Cerimônias de Abertura e Encerramento, além da distribuição de troféus e medalhas.

Inscrições para a Fase Estadual dos Jogos da Assetj vão até o dia 15 de março 0

Inscrições para a Fase Estadual dos Jogos da Assetj vão até o dia 15 de março


por Sylvio Micelli / ASSETJ

Estão abertas, até o próximo dia 15 de março, as inscrições para a Fase Estadual da XXII Edição dos Jogos promovida pela Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj). A disputa acontece na cidade de Ubatuba, litoral norte paulista, entre os dias 07 e 10 de abril.

Após uma reestruturação feita para diretoria da entidade, a disputa que se realizava no mês de dezembro, foi transferida para abril. Um dos principais motivos da alteração foi o pedido de atletas, principalmente do Interior, que se viam impedidos de participar do evento, pois no final do ano ocorrem as correições nos cartórios do TJ-SP.

Desta forma, a Fase Estadual se refere ao biênio 2010 / 2011, ou seja, com as equipes qualificadas na Fase Capital disputada no ano passado e com os times que se inscreverem para a disputa estadual. No segundo semestre será realizada a Fase Capital do biênio 2011 / 2012, e assim, sucessivamente.

Todas as informações sobre o evento, tais como regulamento, inscrição e contato, podem ser acessadas no Hotsite dos Jogos na Internet.

Mais informações podem ser obtidas com César pelo (11) 3291-4077 ramal 216.


Um pouco mais sobre os Jogos

Disputados desde 1988 e composto por duas fases distintas – Capital e Estadual – os Jogos do Judiciário promovidos pela Assetj tem por finalidade promover o incentivo às práticas desportivas e proporcionar a integração social da família forense, bem como de todo o funcionalismo publico paulista. É disputado nas categorias sênior, master e adulto, nas modalidades de Futsal, Basquetebol e Voleibol, masculino e feminino.

A Fase Estadual até a edição anterior era disputada em dezembro, em homenagem ao Dia da Justiça. A partir de agora será sempre no primeiro semestre e contará com a participação dos mais bem classificados na Fase Capital que se unem às equipes do Interior e do Litoral paulista, com a presença de cerca de 400 atletas e 200 familiares/dependentes, acomodados sempre em cidades com boa infra-estrutura (ginásios de esportes e rede hoteleira), contando com farta Agenda Esportiva e Social como bailes, passeios, confraternizações diversas e festa de encerramento.

A Fase Capital acontecerá sempre no segundo semestre e qualificará as equipes da cidade de São Paulo para a disputa estadual na sequência da competição.

Ambas as fases contam com Cerimônias de Abertura e Encerramento, além da distribuição de troféus e medalhas.

Ronaldo Gaúcho e a ética aplicada à bola 1

Ronaldo Gaúcho e a ética aplicada à bola

por Sylvio Micelli

Acabou a novela! Afinal… como ía começar o “importantíssimo” BBB, ninguém mais ía lembrar do assunto. Ronaldo de Assis Moreira, vulgo Ronaldinho Gaúcho é atleta do Clube de Regatas Flamengo de tanta gente e de tanta glória.

O fim da história, a mim traz alívio. Não aguentava mais o mesmo assunto nas últimas três semanas, até porque sem bola rolando, o que restava à mídia esportiva era falar do jogador. Assuntos como a unificação dos títulos feita pela CBF e o retorno do jogador Adriano foram rapidamente escanteados (se me permitem o trocadilho).

Seu retorno ao futebol brasileiro após 10 anos, tendo passado por três times importantes da Europa (Paris Saint-Germain, Barcelona e Milan), foi cercado de muita discussão. Três times ou, que seja, quatro times disputaram o passe do atacante: Grêmio, Palmeiras, Flamengo e o Corinthians que entrou no final sabe-se-lá-porquê…

Acredito que existam quatro tipos de jogadores: os excepcionais sem marketing (principalmente os mais antigos), os excepcionais com marketing, os comuns e os jogadores onde o marketing prepondera. Gaúcho se encaixa nesta última categoria. E vou na contramão (como sempre) da maioria. Nunca achei Ronaldo Gaúcho um jogador excepcional. É, obviamente, um jogador que os “entendidos” dizem ser acima da média, mas, mesmo assim, não valia todo esse leilão que vimos.

Outra questão importante é a discussão sobre ética na escolha feita pelo jogador. Os três clubes acreditavam, firmemente, que teriam o futebol do atleta, empresariado por seu irmão, que é um ex-jogador. Parece-me que os três times receberam garantias firmes de que a negociação estava próxima do acerto.

Bom… se analisarmos do ponto de vista da ética e da moral, coisas em desuso, houve um sério desrespeito ao Palmeiras e mais ainda ao Grêmio, clube que revelou o atleta para o mundo. O ponto mais importante não é a escolha feita por Gáucho, mas toda a romaria que cercou a definição. Parecia (quase) a disputa entre PT e PMDB pelos cargos de segundo e terceiro escalões do Governo Federal.

Mas… é apenas futebol. E há muito tempo ele virou apenas business. Big business.

Portanto amigos, ética, moral, amor à camisa etc é coisa para poucos como as lendas Yashin, Uwe Seeler, Pelé, Roberto Dinamite, Zico e Nilton Santos ou os candidatos à lenda que fizeram história por um único clube como Puyol, Carragher ou os goleiros Rogério Ceni e Marcos.

Acho que Ronaldo Gaúcho falhará no Flamengo, assim como falhou o ataque dos sonhos formado por Romário, Edmundo e Sávio, 16 anos atrás.

A conferir.

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