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Assetj realiza abertura dos Jogos do Judiciário no próximo sábado (08)

Jogos do Judiciário da Assetj - Arte: César Villamaior (Assetj)por Sylvio Micelli / ASSETJ

A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), por meio de sua Diretoria de Esportes, convida para a Abertura Oficial da XXII Edição dos Jogos do Judiciário – Fase Capital, em cerimônia que acontece no próximo sábado, 08 de maio à partir das 08 horas no Ginásio da Pró-Sport na Rua Rocha, 583, na Bela Vista em São Paulo.

Devido a uma reestruturação no calendário de eventos da associação, a Fase Capital dos Jogos do Judiciário será realizada no primeiro semestre de 2010.

Confira o cronograma:

08/05/2010 – 08 horas – Cerimônia de Abertura

08/05/2010 – 10 horas – Partida  Inaugural. Em seguida serão realizados três jogos entre 11 e 13 horas.

As rodadas 15/05/2010 à 19/06/2010 terá jogos todos sábados das 08 às 13 horas

Os jogos finais serão realizados no dia 26/06/2010, assim dispostos:

08 às 11 horas – Jogos Finais

12 horas – Cerimônia de Encerramento

Para a Fase Capital inscreveram-se as seguintes equipes:

Futsal Principal: Alphavella, Artigo 288, Asejesp, Black Star, Grêmio Justiça da Penha e Poder Negro
Futsal Master: Asejesp e Poder Negro
Futsal Sênior: Asejesp e Black Star

Um pouco mais sobre os Jogos

Composto  por duas fases distintas – Capital e Estadual – os Jogos do Judiciário tem por finalidade promover o incentivo às práticas desportivas e proporcionar a integração social da família forense, bem como de todo o funcionalismo publico paulista. É disputado nas categorias sênior, master e adulto, nas modalidades de Futsal, Basquetebol e Voleibol, masculino e feminino.

A Fase Estadual é disputada entre os dias 04 a 08 de Dezembro, em homenagem ao Dia da Justiça e conta com a participação dos mais bem classificados na Fase Capital que se unem às equipes do Interior e do Litoral paulista, com a presença de cerca de 400 atletas e 200 familiares/dependentes, acomodados sempre em cidades com boa infra-estrutura (ginásios de esportes e rede hoteleira), contando com farta Agenda Esportiva e Social como bailes, passeios, confraternizações diversas e festa de encerramento.

Ambas as fases contam com Cerimônias de Abertura e Encerramento, além da distribuição de troféus e medalhas.

Mais informações podem ser obtidas com César pelo (11) 3291-4077 ramal 216.

Corinthians, Flamengo e Nelson Rodrigues no duelo das multidões

Corinthians X Flamengopor Sylvio Micelli

Esta noite no estádio Mário Filho (irmão de Nelson Rodrigues), o bom e velho Maracanã, outrora chamado “Maior do Mundo”, Flamengo e Corinthians fazem a primeira partida pelas oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores. Fossem outros tempos e, certamente, o Maracanã teria mais de 100 mil pessoas.

O estádio carioca traz ótimas recordações para nós, corinthianos.

Em 05 de dezembro de 1976, um domingo paradoxalmente chuvoso na capital mais ensolarada do mundo – o Rio de Janeiro -, aconteceu a chamada “Invasão Corinthiana” no jogo semifinal contra o Fluminense. Quase 150 mil pessoas, metade corinthiana, dividiu o Maracanã pau-a-pau com a torcida do Fluminense. Carlos Alberto Pintinho marcou para o tricolor do nosso inesquecível Nelson Rodrigues. Mas Ruço, o “beijinho doce” imortalizado pelo não menos imortal Osmar Santos, selou o empate. Nos pênaltis, o goleiro Tobias defendeu duas cobranças e o Corinthians classificou-se para a final do Brasileiro daquele ano. Foi derrotado depois pelo muito superior time do Internacional gaúcho, que conquistaria o bicampeonato em 1976 com a maravilhosa equipe comandada por Paulo Roberto Falcão. Independente disso, a “Invasão” está na história, na alma e no coração de qualquer corinthiano e, quiçá, de qualquer um que adore futebol.

Mais de 24 anos depois, o alvinegro do Parque São Jorge voltou a fazer festa no Rio. Em 14 de janeiro de 2000, o Corinthians venceria o I Mundial Interclubes promovido pela Fifa. O jogo contra o Vasco da Gama foi para os pênaltis depois de um empate em 0 a 0. Nos pênaltis, Dida defendeu a cobrança de Gilberto. Os corinthianos Rincón, Fernando Baiano, Luizão e Edu converteram. Marcelinho Carioca, o “pé-de-anjo” da Fiel, perdeu quando teve a chance de decidir. Os vascaínos Romário, Alex e Viola marcaram. Edmundo perdeu quando poderia empatar a disputa. Corinthians campeão do mundo, mesmo tendo o título contestado por aqueles que não têm. A argumentação é pífia. O Corinthians não pode ser campeão do mundo, segundo nossos contrários, porque não venceu uma Libertadores e “porque não tem passaporte”. Pura inveja. Foi um torneio organizado pela entidade máxima de futebol. A final foi no mais famoso estádio do mundo e o Corinthians representou o Brasil como bicampeão brasileiro (1998-1999). Acho que o Campeonato Brasileiro é mais difícil que a Libertadores. Enfim, cada um com o seu cada qual…

As maiores torcidas do mundo – algo em torno de 70 milhões – jamais viram uma decisão de Campeonato Brasileiro, mas poderão ver hoje e na semana que vem, a decisão de quem permanece na disputa continental em 2010.

É muito injusto! Corinthians e Flamengo deveriam fazer uma final de Libertadores. Não uma partida intermediária. Mas quis o destino assim.

O Corinthians fez sua parte. Mesmo não mostrando um futebol convincente classificou-se, sem maiores problemas, num grupo fraco com o dobro de pontos do segundo colocado. Foi a melhor equipe dentre as 32 que disputam e levará a vantagem de jogar em casa todas as decisões até onde conseguir chegar.

Nelson Rodrigues, o mestre, o mago, o... tudo! Foto: ArquivoO Flamengo, por sua vez, classificou-se na velha e tosca “bacia das almas” dependendo de uma combinação de três resultados para continuar vivo na Libertadores.

Dois times de respeito. Dois times de história. Dois times com problemas.

Ronaldo e Adriano, duas estrelas mundiais, estão muito aquém de todo o futebol que sabem. Mas os outros jogadores dos dois times têm qualidades. E todo cuidado é pouco.

Que me perdoem as outras torcidas. Mas Corinthians e Flamengo é o maior clássico do planeta. Ouso complementar o que mestre Nelson Rodrigues afirmou com o “Fla-Flu começou 40 minutos antes do Nada”. Se ele estiver correto – e os mestres sempre estão – Palmeiras e Corinthians fizeram a preliminar. Corinthians e Flamengo fizeram o jogo principal.

É que nós, brasileiros, adoramos exaltar o que vem de fora e preferimos outros duelos como Barcelona X Real Madrid, Milan X Internazionale ou, até, Boca Jrs. X River Plate. Fosse esse jogo num país europeu e o mundo pararia.

Seja como for. O Brasil vai parar. Exceto para os torcedores que sobrarem das outras equipes que estiverem jogando no mesmo horário.

Nelson diria que “cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.” Será hoje o ideal dos anti-corinthianos.

Se fosse um jogo de truco seríamos nós e eles. E assim será sempre quando o Corinthians estiver envolvido.

Que vença o melhor. E que o Corinthians seja esse melhor.

O “Senhor Centenário” do Corinthians

Marcelinho Carioca e sua marca registradapor Sylvio Micelli

Ahhhh! Os nomes, listas e escolhas… Cada um tem a sua. Mas não tenho dúvidas de que a opção da diretoria do Corinthians em nomear Marcelinho Carioca, o “pé-de-anjo” da Fiel, como “embaixador” do clube em seu Centenário, foi a mais acertada.

A escolha de Marcelo Pereira Surcin, um jovem senhor de quase 39 anos, foi baseada em marketing esportivo, empatia e números.

Ainda em forma e não menos perfeito na cobrança de faltas e escanteios, Marcelinho está na ativa. Ou seja, pode participar de jogos amistosos e, a exclusivo critério do sério técnico Mano Menezes pode, eventualmente, entrar em partidas oficiais. O atleta sempre foi excelente em marketing pessoal. A cada gol marcado gesticulava para as câmeras para que a imagem fosse aproximada. Isso virou sua marca registrada.

A empatia entre a Fiel Torcida e o jogador é inegável. Sua camisa oficial de número 100 é a mais cara do clube e estava esgotada na primeira semana de vendas, desbancando as camisas 9 do atacante Ronaldo “Fenômeno” e 6, do recém contratado lateral esquerdo Roberto Carlos. Além disso, há um respeito mútuo. O jogador, atuando por outras equipes, chegou a marcar contra o Corinthians, e jamais comemorou. E o torcedor sempre gostou do jeito Marcelinho de ser. Muito articulado, às vezes controvertido, encrenqueiro, por vezes até petulante, mas extremamente corinthiano.

Por fim, os números. E a matemática não mente. Em 8 anos, foram 427 jogos com 206 gols marcados, muitos decisivos. Títulos, ninguém ganhou mais que ele. Foram dez, ao todo: um Mundial da Fifa (2000), dois títulos brasileiros (1998, 1999), uma Copa do Brasil (1995), quatro edições do Campeonato Paulista (1995, 1997, 1999 e 2001), uma Copa Bandeirantes (1994) e um Troféu Ramón de Carranza (1996).

É possível que seja uma jogada para que Marcelinho inicie sua carreira política? Sim. Ele não contaria com o meu voto. Mas não seria o primeiro atleta a tentar a empreitada. E a vida política é aberta a todos que a queiram.

Claro que a lista é grande. Uma equipe como o Corinthians tem vários candidatos a embaixador. Como esquecer de Sócrates, mentor da Democracia Corinthiana? E Basílio, o outro “pé-de-anjo” da Fiel, e seu gol inesquecível de 1977? E o querido Neto, que carregou um modesto Corinthians nas costas para sagrar-se campeão brasileiro em 1990? Mas se os fins, justificam os meios, o perfil de Marcelinho é inigualável. E a nação corinthiana, certamente, estará bem representada. E basta ele marcar um gol de falta para que o Pacaembu venha abaixo.

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Sylvio Micelli

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