Tagged: Imprensa

Entidades do Judiciário de São Paulo serão recebidas em audiência no CNJ 0

Entidades do Judiciário de São Paulo serão recebidas em audiência no CNJ

Foto de Sylvio Micelli

por Sylvio Micelli / ASSETJ

O Corregedor Geral da Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ministro Gilson Dipp receberá as entidades representativas de Servidores do Judiciário de São Paulo. A audiência acontece nesta quarta (25) às 15 horas, na sede do CNJ em Brasília.

O encontro é um desdobramento do trabalho que vem sendo desenvolvido pelas entidades e que teve início no último dia 12, quando os representantes participaram da Audiência Pública do CNJ realizada em Curitiba, na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Durante aquele evento, as entidades de São Paulo protocolaram um documento denunciando o Judiciário de São Paulo por uma série de abusos que vão desde o não cumprimento da data-base da categoria, até as precárias condições de trabalho dos servidores.

José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) e da Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário dos Estados e Distrito Federal (Fenasj), manifestou-se durante a audiência e cobrou uma urgente inspeção do CNJ no Judiciário de São Paulo.

Gozze recebeu a confirmação da audiência de amanhã, na última sexta-feira (20). “Ficamos felizes com o retorno rápido do ministro [Gilson] Dipp. Acredito que ele deve ter iniciado a análise dos documentos que encaminhamos e pode perceber o estado caótico em que se encontra o maior Tribunal do país”.

Confira mais notícias sobre o tema:

Confira a íntegra da manifestação da Assetj junto ao CNJ

HISTÓRICO: Confira a íntegra da denúncia do TJ/SP feita ao CNJ

Ministro Dipp falou com a Imprensa das Entidades do Judiciário

José Gozze é entrevistado pelo CNJ

Entidades do Judiciário entregam documento-denúncia contra o TJ-SP

Entidades do Judiciário vão entregar documento denunciando o TJ paulista no CNJ

Entidades do Judiciário entregam documento-denúncia contra o TJ-SP 0

Entidades do Judiciário entregam documento-denúncia contra o TJ-SP

<b>Entidades protocolam documento em Curitiba</b>por Sylvio Micelli / ASSETJ

CLIQUE NO ARQUIVO E LEIA A CARTA DA FENASJ AO MINISTRO DO CNJ

CONFIRA O DOCUMENTO ENTREGUE PELAS ENTIDADES

CONFIRA O VÍDEO GRAVADO NA AUDIÊNCIA DO CNJ

CURITIBA/PR – O conjunto de entidades representativas de servidores do Judiciário de São Paulo participaram, nesta quinta (12), da audiência pública que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, em sua Capital. O evento foi parte integrante da inspeção promovida pelo CNJ no Judiciário daquele estado.

Os representantes dos servidores de São Paulo chegaram à sede do Judiciário paranaense por volta do meio-dia. Antes, houve uma reunião prévia para que o documento a ser entregue ao CNJ fosse fechado e aprovado por todos. Já no Tribunal, José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) e da Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário dos Estados e Distrito Federal (Fenasj) protocolou, acompanhado por representantes das demais entidades, uma série de documentos que denunciam o Tribunal de Justiça paulista.

Em seguida, Gozze foi entrevistado pela Imprensa do próprio Conselho. “A nossa preocupação é que haja a inspeção do CNJ, com a máxima urgência, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Dentre tantos problemas temos a falta de transparência no Orçamento, um plano de cargos que há cinco anos está em tramitação na Assembleia [Legislativa do Estado de São Paulo] sendo que ele mesmo [Tribunal de Justiça] mandou e não se mexe para aprová-lo, uma defasagem salarial enorme devido ao não cumprimento do Artigo 37, inciso X [da Constituição Federal]. O TJ paulista não se reúne com as entidades, não há mesa de negociação, há uma relação desigual entre juizes e servidores. O governador [José] Serra tem cortado o Orçamento e o TJ nada faz sendo subserviente e, por fim, há uma falta imensa de servidores”.

Audiência Pública em São Paulo

As entidades foram reivindicar, além da inspeção do CNJ no Judiciário paulista, a realização de audiências públicas no estado. Segundo Gozze, “o Judiciário paulista é extremamente vagaroso e acabamos por ter o enfrentamento entre população e servidores, porque somos nós que estamos do outro lado do balcão. Há uma enorme falta de funcionários e equipamentos”.

Já em audiência pública no Paraná, o presidente da Assetj teve a oportunidade de falar, diretamente, com o Corregedor Geral da Justiça, Ministro Gilson Dipp, reiterando e ratificando todas as reivindicações.

Tanto lá como cá, maus fados há

A audiência pública do Paraná foi um retrato fiel do problema que ocorre no Judiciário em todo o país. Durante mais de quatro horas, representantes de servidores do estado, associações locais, advogados e cidadãos em geral revezaram-se nas críticas. Na questão dos servidores, os problemas apresentados são os de sempre: falta de diálogo entre a cúpula do TJ Paraná e os servidores; tratamento desigual entre juizes e servidores; arrogância de magistrados; ausência de plano de cargos para o funcionalismo e outros assuntos afins.

Não faltaram críticas aos concursos realizados no Paraná. Uma advogada afirmou que no estado “tudo ocorre em segredo de Justiça”. Ironizou que os concursos trazem “sobrenomes de juizes e desembagadores” e que tais listas “são previamente conhecidas”. Outros advogados reclamaram da falta de estrutura, da carente informatização e da não instalação de varas já criadas.

Os cidadãos que se manifestaram teceram críticas à lentidão da Justiça paranaense. Um aposentado se emocionou a relatar que aguardava, há mais de 20 anos, pelo encerramento de um processo de sua autoria.

Além das entidades do Judiciário paulista, a Fenasj também esteve representada pelo seu 1º Vice-presidente, Paulo Sebastião Gonçalves Olympio, que preside a Associação dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (ASJ-RS).


Confira as notícias do CNJ sobre a Audiência Pública em Curitiba

Cidadãos e entidades denunciam situação dos cartórios, em audiência pública no PR

Aposentado espera há 22 anos pela conclusão de um processo no PR

Corregedor nacional defende estatização de cartórios judiciais em audiência pública no Paraná


Confira as notícias do TJ paranaense sobre a audiência

Presidente do TJ manifesta-se na audiência pública realizada pelo CNJ

Corregedoria do CNJ ouve cerca de 500 pessoas no Paraná


Confira as notícias da Imprensa paranaense sobre o evento

Audiência do CNJ revela os problemas do Judiciário do PR

CNJ ouve reclamações de 150 pessoas sobre funcionamento da Justiça no PR

Concurso é regra para cartórios, diz CNJ

Ministro lamenta falta de estrutura da Justiça do Paraná

Ministro Dipp falou com a Imprensa das Entidades do Judiciário 0

Ministro Dipp falou com a Imprensa das Entidades do Judiciário

Sylvio Micelli entrevista o ministro Gilson Dipppor Sylvio Micelli / ASSETJ

CLIQUE NO ARQUIVO E OUÇA A ENTREVISTA!

CURITIBA/PR – Antes de iniciar a audiência pública que o Conselho Nacional de Justiça realizou no Tribunal de Justiça do Paraná na última quinta (12), o ministro Gilson Dipp, Corregedor Nacional de Justiça foi rapidamente entrevistado por jornalistas de entidades paulistas ao final de uma coletiva de Imprensa para a mídia paranaense.

O diretor de Imprensa da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), Sylvio Micelli e o jornalista Carlos Mello da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp) trataram de problemas de Judiciário paulista. Mello questionou o ministro sobre o uso de funcionários e a dependência de prefeituras. “Terrível, terrível”, afirmou Dipp. “Nós temos que fazer concursos públicos, independente de orçamento, precisamos privilegiar essa questão”. O ministro acredita que a dependência de prefeituras fere a autonomia do Judiciário na sua capacidade de julgar.

Dipp surpreendeu-se com a presença de diversas entidades paulistas em Curitiba. Sobre a realização de inspeção no TJ paulista, o ministro afirmou que “uma inspeção em São Paulo [a exemplo do Paraná] demoraria uns dois meses. Estamos agindo de forma pontual e de vários tipos”. O ministro acredita que no estado deve haver inspeções parciais. “Devemos realizar audiências em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto”. Finalizou com a sugestiva afirmação: “São Paulo é um mundo um pouco diferente.

Segundo Gilson Dipp “a inspeção diz respeito a contratos, licitações, concursos, serventias. É um trabalho de fôlego, com uma equipe pequena e que o Brasil não estava acostumado com isso e agora vai ter que se acostumar”.

7 visitantes online agora
0 visitantes, 7 bots, 0 membros
Máx. de visitantes hoje: 12 às 09:08 am BRST
Este mês: 25 às 11-02-2017 07:12 am BRST
Este ano: 31 às 03-30-2017 10:25 am BRT
No total: 111 às 03-18-2011 02:35 am BRT