por Sylvio Micelli (*)
Parabéns a você que, a meu exemplo, resolveu seguir a profissão que o mestre Ruy Barbosa assim definiu:
“Cada jornalista é para o comum do povo, ao mesmo tempo um mestre de primeiras letras e um catedrático de democracia em ação, um advogado e um censor, um familiar e um magistrado. Bebidas com o primeiro pão do dia, as suas lições penetram até ao fundo das consciências inexpertas, onde vão elaborar a moral usual, os rudimentos e os impulsos, de que depende a sorte dos governos e das nações.”
Pausa para um parêntese. Não confuda o jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro, Ruy Barbosa com o autor de novelas Benedito Ruy Barbosa. Fecho o parêntese. Escrevo isso porque já vi “coleguinhas” perguntarem cada coisa… Aliás, odeio o termo “coleguinha”. Se usar e quando usar, saibam todos que é puro cinismo.
Hoje é dia do Jornalista. Como define o site O Jornalista, 7 de abril é o nosso dia e aniversário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Fundada no Rio de Janeiro (RJ), em 1908, a ABI completa 102 anos de existência e, devido a sua importância na vida da categoria e da vida nacional, o dia de sua fundação foi definido como o Dia Nacional do Jornalista.
Pela gama de atividades que todos nós jornalistas desenvolvemos é comum sermos parabenizados em outras ocasiões como 16 de fevereiro (Dia do Repórter) ou 10 de setembro (Dia da Imprensa), entre tantas outras datas caso sejamos radialistas, locutores, diagramadores etc etc e bota etc nisso.
Tantas datas para comemorar e, paradoxalmente, nada a comemorar.
A carreira e a profissão de jornalista passam pelo pior momento de sua história. Fruto, em muito, de uma desunião intrínseca à nossa categoria. Muitos podem até estranhar minha opinião porque há uma assertiva, conhecida por todos os “coleguinhas”, de que jornalista sempre anda junto. Isso é fato. Mas há uma grande diferença entre andar junto, beber junto, sair junto, talvez viver junto e… lutar junto, brigar junto.
Hoje, nosso diploma não vale nada, ainda que sub judice. O patético ministro Gilmar Mendes, quase ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (ainda bem!), chegou a nos comparar a cozinheiros, ano passado, quando se julgou a ação da obrigatoriedade do diploma para o exercício da nossa profissão. O próprio presidente Lula, que deve muito de sua vitoriosa história à boa parte da Imprensa, vive dizendo que só gostamos de “publicar desgraças” (sic). Nós, jornalistas, que nos orgulhávamos de pertencer a um simbólico quarto poder em meados dos anos 80, no processo de redemocratização do Brasil, estamos hoje inseridos e diluídos em meio aos três poderes.
Sobre a questão do diploma, que ainda caminha tropegamente no Congresso Nacional, acredito que cairá em definitivo, apesar de torcer e trabalhar pelo contrário. Isso porque a não exigência do diploma é de interesse da grande mídia e da mídia nepotista do interior do Brasil. Empobrece salários e as garantias da profissão e permite a qualquer mané achar que, para fazer jornalismo, basta saber que uma lauda tem 1400 toques. Isso quando sabe… Lamentavelmente teremos, cada vez mais, um jornalismo tendencioso e que em nada contribui para o crescimento do País. Não menos lamentável é a postura de alguns dos nossos sindicatos (São Paulo e Santa Catarina) que até iniciaram o aceite de todo e qualquer cidadão que se diz jornalista. Ainda bem que a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) obstou, mesmo que provisoriamente, tal atitude. Daí reitero a necessidade de refletirmos sobre a nossa contumaz desunião.
A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), ao final, é uma grande ilusão. Ou desilusão. Vendida como o bálsamo para a cura de todos os males da Comunicação, no final do ano passado, ela anda meio esquecida. Eu mesmo, em entrevista que participei pela Fenaj com o Celso Schröder, coordenador do evento, critiquei o resultado do evento. Um compêndio de quase 700 propostas foi uma grande bobagem para agraciar a maior parte de interesses envolvidos e tentou, realmente, agradar a gregos e troianos. Schröder acredita que tantas propostas são uma agenda política. Que seja. Mas de difícil execução. Boa parte da grande mídia deu as costas para o evento provando que não está nem aí para que tenhamos uma Comunicação e, por consequência, um Jornalismo de qualidade.
Por fim, a aberração do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) é uma outra bobagem. Um programa que discute até o sexo dos anjos, não serve para muita coisa exceto para servir como balão de ensaio. Foi, até prova em contrário, abandonado pelo próprio governo que não deseja muitas discussões, digamos, existenciais, num ano eleitoral.
O que realmente o Jornalismo Brasileiro precisa hoje é de um Conselho Nacional de Jornalistas e seus braços estaduais. Não que seja o mesmo bálsamo vendido como a Confecom, mas um Conselho seria o início da regulamentação definitiva da profissão e da ação de informar a ser auto-regulamentada dentro de preceitos debatidos de ética e moral.
Acredito, hoje, que há quatro grandes categorias de jornalistas:
1. os que trabalham na chamada grande mídia: que não podem, não querem ou não se interessam em lutar contra o establishment do grande poder midiático, afinal tem que ganhar o pão. Fazem textos que, na imensa maioria das vezes, apenas refletem o pensamento (?) dos veículos que estão. Ouvir o outro lado? Ponderar, questionar, evitar o circo midiático e matérias que mostram apenas um lado da história? Com raríssimas e honrosas exceções, nada disso! Quando trabalham com os dois lados da história o fazem, geralmente, para ratificar o lado defendido pelo veículo em que estão. Formar opinião? Só se for a chamada a “opinião pública”, algo um tanto subjetivo e moldável a interesses diversos;
2. os que trabalham contra a chamada grande mídia: são exatamente iguais aos anteriores, mas em sentido inverso. Estão do outro lado do balcão. Para equilibrar a aberração do primeiro, também “esquecem” das lições mais comezinhas do bom jornalismo. Cometem os mesmos erros, mas acreditam firmemente que, desta forma equivocada, também com raríssimas exceções, formarão um mundo melhor (moldado aos interesses que defendem);
3. os meus queridos Assessores de Imprensa que, antes de tudo, são “vendedores” de um produto e que são considerados subproduto do jornalismo… o que é uma grande bobagem. Os dois primeiros que citei também vendem produtos, mas “ideológicos”. Os assessores, parece-me, são os que mais sofrem. Muitas vezes tem cada abacaxi para assessorar, isso sem falar no modus operandi que começa com o release e chega ao follow up com os “coleguinhas”. Já vi muitos amigos assessores serem espezinhados por outros “coleguinhas”. Já vi, também, jornalistas que já foram “de redação” e hoje, atuando em assessorias de Imprensa, arrependem-se do que fizeram no passado;
4. sobra, então, o “resto”. Revoltados em geral, jornalistas contra tudo e contra todos, arrependidos e por aí vai. Tentam ainda exercer o jornalismo reflexivo e formar opinião. São uns raros missionários que nos brindam com importantes lições.
Permito-me não me inserir em nenhum dos grupos que apontei. Acho que cada um que conhece meu trabalho pode dar a definição que quiser. Posso afirmar, com tranquila consciência, que sempre tento observar os dois ou múltiplos lados da moeda e hoje, meu trabalho consiste, principalmente, em tentar orientar a grande mídia sobre o generalismo pobre que se faz do serviço público e de seus servidores.
Seja como for, amo o Jornalismo, mais do que qualquer coisa, excetuando-se, obviamente, a família que é a base de tudo. Minha opção pela carreira nasceu ainda na mais tenra idade quando achava que escrever o dia-a-dia dos fatos era uma forma de preservar a história e sedimentar o futuro. Acertei na escolha. Ainda que mal remunerado, mal compreendido, com horários díspares de qualquer outro mortal e sempre com a sensação de que faltou alguma coisa. Mas é só – bem ou mal – o que sei fazer. Um jornalista e nada mais, como indico no meu blog, é o que sou. E com muita honra. Tudo o que venha – antes ou depois – terá sido apenas calhau para encher página ou nariz-de-cera que leva do nada a lugar nenhum.
Abraços, amigos e amigas do Jornalismo.
Em tempo, para os não jornalistas que perderam seu tempo e chegaram até aqui:
1. Release ou Press-Release é um comunicado, matéria ou convite, muito usual nas assessorias de Imprensa. Serve para divulgar uma notícia ou acontecimento, pelo qual os jornalistas decidem se vão ou não divulgar.
2. Follow up é a busca da resposta ao release enviado. Quando se faz o follow up se quer um retorno daquilo que você enviou e que ainda não obteve resposta.
3. Calhau designa, no jargão jornalístico, matérias engavetadas ou “frias” que servem para preencher os espaços vazios das páginas e o lugar não preenchido pelos anunciantes. Normalmente é preenchido por anúncios da própria empresa, em busca de mais anunciantes e assinantes.
4. Nariz-de-cera, um tanto em desuso (ou será que não?), era o início rebuscado de matérias do chamado “velho” jornalismo. Com o advento do new journalism e do lead (do quem, que, quando, como, onde e por quê), tal introdução foi aposentada.
(*) O autor, 39, é Servidor Público e Jornalista. É diretor de Imprensa da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) e da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), além de outras “militâncias”. Mantém o blog “Um jornalista (diplomado) e nada mais” e é membro ativo de redes sociais como o Twitter e o Facebook.
7 de abril, Dia do Jornalista… mas sem nada a comemorar!
por Sylvio Micelli (*)
Parabéns a você que, a meu exemplo, resolveu seguir a profissão que o mestre Ruy Barbosa assim definiu:
“Cada jornalista é para o comum do povo, ao mesmo tempo um mestre de primeiras letras e um catedrático de democracia em ação, um advogado e um censor, um familiar e um magistrado. Bebidas com o primeiro pão do dia, as suas lições penetram até ao fundo das consciências inexpertas, onde vão elaborar a moral usual, os rudimentos e os impulsos, de que depende a sorte dos governos e das nações.”
Pausa para um parêntese. Não confuda o jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro, Ruy Barbosa com o autor de novelas Benedito Ruy Barbosa. Fecho o parêntese. Escrevo isso porque já vi “coleguinhas” perguntarem cada coisa… Aliás, odeio o termo “coleguinha”. Se usar e quando usar, saibam todos que é puro cinismo.
Hoje é dia do Jornalista. Como define o site O Jornalista, 7 de abril é o nosso dia e aniversário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Fundada no Rio de Janeiro (RJ), em 1908, a ABI completa 102 anos de existência e, devido a sua importância na vida da categoria e da vida nacional, o dia de sua fundação foi definido como o Dia Nacional do Jornalista.
Pela gama de atividades que todos nós jornalistas desenvolvemos é comum sermos parabenizados em outras ocasiões como 16 de fevereiro (Dia do Repórter) ou 10 de setembro (Dia da Imprensa), entre tantas outras datas caso sejamos radialistas, locutores, diagramadores etc etc e bota etc nisso.
Tantas datas para comemorar e, paradoxalmente, nada a comemorar.
A carreira e a profissão de jornalista passam pelo pior momento de sua história. Fruto, em muito, de uma desunião intrínseca à nossa categoria. Muitos podem até estranhar minha opinião porque há uma assertiva, conhecida por todos os “coleguinhas”, de que jornalista sempre anda junto. Isso é fato. Mas há uma grande diferença entre andar junto, beber junto, sair junto, talvez viver junto e… lutar junto, brigar junto.
Hoje, nosso diploma não vale nada, ainda que sub judice. O patético ministro Gilmar Mendes, quase ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (ainda bem!), chegou a nos comparar a cozinheiros, ano passado, quando se julgou a ação da obrigatoriedade do diploma para o exercício da nossa profissão. O próprio presidente Lula, que deve muito de sua vitoriosa história à boa parte da Imprensa, vive dizendo que só gostamos de “publicar desgraças” (sic). Nós, jornalistas, que nos orgulhávamos de pertencer a um simbólico quarto poder em meados dos anos 80, no processo de redemocratização do Brasil, estamos hoje inseridos e diluídos em meio aos três poderes.
Sobre a questão do diploma, que ainda caminha tropegamente no Congresso Nacional, acredito que cairá em definitivo, apesar de torcer e trabalhar pelo contrário. Isso porque a não exigência do diploma é de interesse da grande mídia e da mídia nepotista do interior do Brasil. Empobrece salários e as garantias da profissão e permite a qualquer mané achar que, para fazer jornalismo, basta saber que uma lauda tem 1400 toques. Isso quando sabe… Lamentavelmente teremos, cada vez mais, um jornalismo tendencioso e que em nada contribui para o crescimento do País. Não menos lamentável é a postura de alguns dos nossos sindicatos (São Paulo e Santa Catarina) que até iniciaram o aceite de todo e qualquer cidadão que se diz jornalista. Ainda bem que a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) obstou, mesmo que provisoriamente, tal atitude. Daí reitero a necessidade de refletirmos sobre a nossa contumaz desunião.
A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), ao final, é uma grande ilusão. Ou desilusão. Vendida como o bálsamo para a cura de todos os males da Comunicação, no final do ano passado, ela anda meio esquecida. Eu mesmo, em entrevista que participei pela Fenaj com o Celso Schröder, coordenador do evento, critiquei o resultado do evento. Um compêndio de quase 700 propostas foi uma grande bobagem para agraciar a maior parte de interesses envolvidos e tentou, realmente, agradar a gregos e troianos. Schröder acredita que tantas propostas são uma agenda política. Que seja. Mas de difícil execução. Boa parte da grande mídia deu as costas para o evento provando que não está nem aí para que tenhamos uma Comunicação e, por consequência, um Jornalismo de qualidade.
Por fim, a aberração do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) é uma outra bobagem. Um programa que discute até o sexo dos anjos, não serve para muita coisa exceto para servir como balão de ensaio. Foi, até prova em contrário, abandonado pelo próprio governo que não deseja muitas discussões, digamos, existenciais, num ano eleitoral.
O que realmente o Jornalismo Brasileiro precisa hoje é de um Conselho Nacional de Jornalistas e seus braços estaduais. Não que seja o mesmo bálsamo vendido como a Confecom, mas um Conselho seria o início da regulamentação definitiva da profissão e da ação de informar a ser auto-regulamentada dentro de preceitos debatidos de ética e moral.
Acredito, hoje, que há quatro grandes categorias de jornalistas:
1. os que trabalham na chamada grande mídia: que não podem, não querem ou não se interessam em lutar contra o establishment do grande poder midiático, afinal tem que ganhar o pão. Fazem textos que, na imensa maioria das vezes, apenas refletem o pensamento (?) dos veículos que estão. Ouvir o outro lado? Ponderar, questionar, evitar o circo midiático e matérias que mostram apenas um lado da história? Com raríssimas e honrosas exceções, nada disso! Quando trabalham com os dois lados da história o fazem, geralmente, para ratificar o lado defendido pelo veículo em que estão. Formar opinião? Só se for a chamada a “opinião pública”, algo um tanto subjetivo e moldável a interesses diversos;
2. os que trabalham contra a chamada grande mídia: são exatamente iguais aos anteriores, mas em sentido inverso. Estão do outro lado do balcão. Para equilibrar a aberração do primeiro, também “esquecem” das lições mais comezinhas do bom jornalismo. Cometem os mesmos erros, mas acreditam firmemente que, desta forma equivocada, também com raríssimas exceções, formarão um mundo melhor (moldado aos interesses que defendem);
3. os meus queridos Assessores de Imprensa que, antes de tudo, são “vendedores” de um produto e que são considerados subproduto do jornalismo… o que é uma grande bobagem. Os dois primeiros que citei também vendem produtos, mas “ideológicos”. Os assessores, parece-me, são os que mais sofrem. Muitas vezes tem cada abacaxi para assessorar, isso sem falar no modus operandi que começa com o release e chega ao follow up com os “coleguinhas”. Já vi muitos amigos assessores serem espezinhados por outros “coleguinhas”. Já vi, também, jornalistas que já foram “de redação” e hoje, atuando em assessorias de Imprensa, arrependem-se do que fizeram no passado;
4. sobra, então, o “resto”. Revoltados em geral, jornalistas contra tudo e contra todos, arrependidos e por aí vai. Tentam ainda exercer o jornalismo reflexivo e formar opinião. São uns raros missionários que nos brindam com importantes lições.
Permito-me não me inserir em nenhum dos grupos que apontei. Acho que cada um que conhece meu trabalho pode dar a definição que quiser. Posso afirmar, com tranquila consciência, que sempre tento observar os dois ou múltiplos lados da moeda e hoje, meu trabalho consiste, principalmente, em tentar orientar a grande mídia sobre o generalismo pobre que se faz do serviço público e de seus servidores.
Seja como for, amo o Jornalismo, mais do que qualquer coisa, excetuando-se, obviamente, a família que é a base de tudo. Minha opção pela carreira nasceu ainda na mais tenra idade quando achava que escrever o dia-a-dia dos fatos era uma forma de preservar a história e sedimentar o futuro. Acertei na escolha. Ainda que mal remunerado, mal compreendido, com horários díspares de qualquer outro mortal e sempre com a sensação de que faltou alguma coisa. Mas é só – bem ou mal – o que sei fazer. Um jornalista e nada mais, como indico no meu blog, é o que sou. E com muita honra. Tudo o que venha – antes ou depois – terá sido apenas calhau para encher página ou nariz-de-cera que leva do nada a lugar nenhum.
Abraços, amigos e amigas do Jornalismo.
Em tempo, para os não jornalistas que perderam seu tempo e chegaram até aqui:
1. Release ou Press-Release é um comunicado, matéria ou convite, muito usual nas assessorias de Imprensa. Serve para divulgar uma notícia ou acontecimento, pelo qual os jornalistas decidem se vão ou não divulgar.
2. Follow up é a busca da resposta ao release enviado. Quando se faz o follow up se quer um retorno daquilo que você enviou e que ainda não obteve resposta.
3. Calhau designa, no jargão jornalístico, matérias engavetadas ou “frias” que servem para preencher os espaços vazios das páginas e o lugar não preenchido pelos anunciantes. Normalmente é preenchido por anúncios da própria empresa, em busca de mais anunciantes e assinantes.
4. Nariz-de-cera, um tanto em desuso (ou será que não?), era o início rebuscado de matérias do chamado “velho” jornalismo. Com o advento do new journalism e do lead (do quem, que, quando, como, onde e por quê), tal introdução foi aposentada.
(*) O autor, 39, é Servidor Público e Jornalista. É diretor de Imprensa da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) e da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), além de outras “militâncias”. Mantém o blog “Um jornalista (diplomado) e nada mais” e é membro ativo de redes sociais como o Twitter e o Facebook.