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Entidades da Educação discutem problemas das categorias no programa de TV da Fespesp

Representantes da Educação gravam programa de TV - Foto: Sylvio Micelli (Fespesp)por Sylvio Micelli / FESPESP

O programa “Cidadania & Serviço Público” da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp) do próximo domingo, 21 de fevereiro, traz o segundo programa com representantes de diversas entidades ligadas à Educação paulista. Nos programas, gravados no início do mês, cinco representantes discutiram o descaso do governo do estado de São Paulo, não apenas com as reivindicações das diversas categorias como os problemas da própria Educação no maior estado do país.

Participaram das gravações: Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto (presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo – Udemo [diretores de escola]); José Maria Cancelliero (presidente do Centro do Professorado Paulista – CPP [professores]); Maria Cecília Mello Sarno (diretora-presidente do Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo – Apase [supervisores de ensino]); Guilherme Coelho de Souza Nascimento (presidente do Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo – Capesp [professores]) e Wally Ferreira Lühmann de Jesuz (1ª Vice-presidente da Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo – Apampesp [professores aposentados]). O bate-papo teve o comando de José Gozze, presidente da Fespesp.

O professor Luiz Gonzaga (Udemo) fez severas críticas ao governador José Serra e à falta de comando na Educação. Também rechaçou aquilo que denominou de “meritocracia enganosa” e decretou que o atual governo é um “desastre total”. Fez críticas à Imprensa que “se deixa enganar” com as informações “equivocadas” do governo. O presidente do CPP, professor José Maria Cancelliero também endossou as críticas. “Muitos dizem que somos corporativistas, mas na verdade queremos uma Educação de verdade”, criticou.

Maria Cecília Sarno (Apase) falou da necessidade de mobilização, especialmente num ano eleitoral. “Vamos visitar os candidatos ao governo e à presidência e cobrar compromissos”, analisou. Afirmou, também, que a defasagem salarial da Educação é de 32,5% desde 1998. A professora Wally Lühmann (Apampesp) discorreu sobre a carreira do Magistério. “Hoje os professores são pobres e insatisfeitos. E ninguém procura mais pela carreira”, opinou. Lühmann fez críticas à política de gratificações feita pelo governo. “Parece que estamos pedindo esmolas e a situação fica ainda pior quando se trata do professor aposentado”.

O professor Guilherme Nascimento (Capesp), que é tesoureiro da Fespesp, falou da crise de descontinuidade na Secretaria da Educação. “Em três anos tivemos três secretários. Isso não dá condições de trabalho e cria uma grande confusão nas escolas e na relação com os pais dos nossos alunos”, avaliou. Nascimento não dispensou críticas à grande mídia que “blinda José Serra e seu total desgoverno.” Ele sugeriu que urge a necessidade de total mudança nas políticas educacionais do estado de São Paulo.

As entidades trabalham para realizar uma manifestação conjunta de todas as categorias para o próximo dia 05 de março.

A Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), procurando oferecer mais recursos às entidades filiadas apresenta, semanalmente, um programa de TV. O Programa “Cidadania & Serviço Público” vai ao ar todos os domingos às 9 da noite, pela TV Aberta (ex-Canal Comunitário de São Paulo). Está no ar, ininterruptamente, desde 10 de janeiro de 1999, há 11 anos, portanto, sempre discutindo todos os assuntos que interessam na defesa do cidadão e do servidor público. Traz à tona importantes temas de cidadania, sempre em na luta pela boa prestação dos serviços públicos. O acesso é feito pelos canais 9 (Net) e 72 / 186 (TVA). O programa também é veiculado na cidade de São José dos Campos e na região do Vale do Paraíba. Vai ao ar às segundas às 8 da noite e às quartas às 11 da noite. É produzido pelo jornalista Sylvio Micelli, diretor de Imprensa da Fespesp. O programa tem a direção geral e a apresentação de José Gozze, presidente da Federação. O noticiário é apresentado pelo jornalista Antonio Carlos Duarte Moreira, secretário geral da Fespesp.

O programa pode também ser assistido, em tempo real, no site da TV Aberta no link http://www.tvaberta.com/ ou no site da Federação no link http://www.fespesp.org/home.php?secao=tv

VISITE O SITE DA FESPESP: http://www.fespesp.org/

CONFIRA OS PRÓXIMOS PROGRAMAS JÁ GRAVADOS!

21/02/2010 – Programa nº 568 – Entidades da Educação
Tema: Campanha Salarial da Educação – Programa II

28/02/2010 – Programa nº 569 – Osmar Marchese, Sindicato de Trabalhadores da Unicamp
Tema: PEC da Reforma Constitucional

Entidades da Educação discutem problemas das categorias no programa de TV da Fespesp

Representantes da Educação gravam programa de TV - Foto: Sylvio Micelli (Fespesp)por Sylvio Micelli / FESPESP

O programa “Cidadania & Serviço Público” da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp) dos dois próximos domingos, 14 e 21 de fevereiro, traz representantes de diversas entidades ligadas à Educação paulista. Nos programas, gravados na semana passada, cinco representantes discutiram o descaso do governo do estado de São Paulo, não apenas com as reivindicações das diversas categorias como os problemas da própria Educação no maior estado do país.

Participaram das gravações: Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto (presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo – Udemo [diretores de escola]); José Maria Cancelliero (presidente do Centro do Professorado Paulista – CPP [professores]); Maria Cecília Mello Sarno (diretora-presidente do Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo – Apase [supervisores de ensino]); Guilherme Coelho de Souza Nascimento (presidente do Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo – Capesp [professores]) e Wally Ferreira Lühmann de Jesuz (1ª Vice-presidente da Associação dos Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo – Apampesp [professores aposentados]). O bate-papo teve o comando de José Gozze, presidente da Fespesp.

O professor Luiz Gonzaga (Udemo) fez severas críticas ao governador José Serra e à falta de comando na Educação. Também rechaçou aquilo que denominou de “meritocracia enganosa” e decretou que o atual governo é um “desastre total”. Fez críticas à Imprensa que “se deixa enganar” com as informações “equivocadas” do governo. O presidente do CPP, professor José Maria Cancelliero também endossou as críticas. “Muitos dizem que somos corporativistas, mas na verdade queremos uma Educação de verdade”, criticou.

Maria Cecília Sarno (Apase) falou da necessidade de mobilização, especialmente num ano eleitoral. “Vamos visitar os candidatos ao governo e à presidência e cobrar compromissos”, analisou. Afirmou, também, que a defasagem salarial da Educação é de 32,5% desde 1998. A professora Wally Lühmann (Apampesp) discorreu sobre a carreira do Magistério. “Hoje os professores são pobres e insatisfeitos. E ninguém procura mais pela carreira”, opinou. Lühmann fez críticas à política de gratificações feita pelo governo. “Parece que estamos pedindo esmolas e a situação fica ainda pior quando se trata do professor aposentado”.

O professor Guilherme Nascimento (Capesp), que é tesoureiro da Fespesp, falou da crise de descontinuidade na Secretaria da Educação. “Em três anos tivemos três secretários. Isso não dá condições de trabalho e cria uma grande confusão nas escolas e na relação com os pais dos nossos alunos”, avaliou. Nascimento não dispensou críticas à grande mídia que “blinda José Serra e seu total desgoverno.” Ele sugeriu que urge a necessidade de total mudança nas políticas educacionais do estado de São Paulo.

As entidades trabalham para realizar uma manifestação conjunta de todas as categorias para o próximo dia 05 de março.

A Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), procurando oferecer mais recursos às entidades filiadas apresenta, semanalmente, um programa de TV. O Programa “Cidadania & Serviço Público” vai ao ar todos os domingos às 9 da noite, pela TV Aberta (ex-Canal Comunitário de São Paulo). Está no ar, ininterruptamente, desde 10 de janeiro de 1999, há 11 anos, portanto, sempre discutindo todos os assuntos que interessam na defesa do cidadão e do servidor público. Traz à tona importantes temas de cidadania, sempre em na luta pela boa prestação dos serviços públicos. O acesso é feito pelos canais 9 (Net) e 72 / 186 (TVA). O programa também é veiculado na cidade de São José dos Campos e na região do Vale do Paraíba. Vai ao ar às segundas às 8 da noite e às quartas às 11 da noite. É produzido pelo jornalista Sylvio Micelli, diretor de Imprensa da Fespesp. O programa tem a direção geral e a apresentação de José Gozze, presidente da Federação. O noticiário é apresentado pelo jornalista Antonio Carlos Duarte Moreira, secretário geral da Fespesp.

O programa pode também ser assistido, em tempo real, no site da TV Aberta no link http://www.tvaberta.com/ ou no site da Federação no link http://www.fespesp.org/home.php?secao=tv

VISITE O SITE DA FESPESP: http://www.fespesp.org/

CONFIRA OS PRÓXIMOS PROGRAMAS JÁ GRAVADOS!

14/02/2010 – Programa nº 567 – Entidades da Educação
Tema: Campanha Salarial da Educação – Programa I

21/02/2010 – Programa nº 568 – Entidades da Educação
Tema: Campanha Salarial da Educação – Programa II

28/02/2010 – Programa nº 569 – Osmar Marchese, Sindicato de Trabalhadores da Unicamp
Tema: PEC da Reforma Constitucional

Ano Judiciário: cerimônia com pompa e circunstância resolverá os problemas do maior TJ do país?

O governador José Serra e o presidente do TJ-SP, desembargador Antonio Carlos Viana Santos - Foto: Sylvio Micelli (Assetj)

por Sylvio Micelli / ASSETJ

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo realizou a cerimônia oficial de abertura do Ano Judiciário 2010. O evento aconteceu na majestosa Sala São Paulo, no centro da Capital na última sexta (05). Fazendo jus à sua fama de articulador político, o novo presidente do maior Judiciário do país, desembargador Antonio Carlos Viana Santos foi prestigiado por diversas autoridades e centenas de pessoas, entre desembargadores e convidados, que lotaram o teatro.

Com cerca de uma hora de atraso, a mesa principal foi montada com nada menos que 23 autoridades dos três poderes. Destaque para as presenças do governador José Serra; do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e do futuro presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Antonio Cezar Peluso. Toda a nova cúpula do Tribunal, também compôs a mesa. Além disso, muitos políticos e autoridades em geral também estiveram no evento.

A primeira manifestação foi feita pelo novo presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti. O magistrado teceu críticas ao que falam sobre a morosidade do Judiciário de São Paulo. Citou números de feitos e decisões proferidas, sempre na casa dos milhares. Chamou a magistratura paulista de “idealista” e afirmou que o TJ precisa de um “choque de gestão”. Destacou a necessidade da aprovação do Plano de Cargos e Carreiras e a valorização dos servidores e finalizou informando que a Apamagis fará campanha institucional em prol do Judiciário.

De “colibri” a “elefante”

Em seguida, o desembargador Alceu Penteado Navarro, Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral foi o orador oficial do Tribunal de Justiça. Iniciou sua fala defendendo o TJ-SP e discorrendo sobre ocupação e reforma de prédios como o Palácio da Justiça, o Fórum João Mendes e o Gabinete dos Desembargadores na Rua Conselheiro Furtado.

Destacou a necessidade de aporte financeiro para a “urgente” informatização do Judiciário. Criticou as constantes dificuldades orçamentárias pelas quais o TJ tem sido submetido ao longo dos anos. E afirmou que a Justiça paulista precisa usar as recentes correntes líquidas (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal até o limite prudencial de 5,7%. Hoje, o TJ-SP usa menos de 4%.

Sobre os servidores criticou a disparidade salarial da categoria na relação com os servidores da Justiça Federal e do Trabalho, afirmou que é necessário o cumprimento do Artigo 37, X da Constituição Federal e que os judiciários paulistas estão sem reposição desde março do ano passado, numa clara referência ao índice de 14,69% apurado na Campanha Salarial 2009.

Sobre o maior Tribunal do país e o segundo maior do mundo usou como retórica a comparação entre um colibri e um elefante. “Cobram de nós a agilidade de um colibri. Mas elefantes não voam”, ironizou. Navarro relatou sobre o aumento das ações em “proporções geométricas” e o número enorme de processos. Afirmou, também, que “não há modelos estereotipados para a aplicação da justiça” e que o TJ-SP “é único”. Por fim, fez críticas àquilo que chamou de “tratamento igual a estados que são desiguais” e também alfinetou a Imprensa. Finalizou dizendo “que os recursos financeiros devem ser proporcionais ao tamanho [do Estado de São Paulo] para que o elefante não voe, mas que possa caminhar e servir à Themis [deusa grega da Justiça]“. O desembargador foi muito aplaudido.

OAB e Procuradoria

Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção São Paulo, recentemente eleito para o terceiro mandato afirmou que a Justiça paulista vive um “ciclo profícuo”. Destacou os 5,5 milhões de processos que deram entrada no Judiciário no ano passado.

O advogado resolveu polemizar. Afirmou ser urgente a reforma do Código Penal que data da época do “Estado Novo” e decretou que o “dinheiro das custas processuais é da justiça”.

Entrou em atrito com procuradores ao citar o Projeto de Lei 5080/90, que trata da criação da figura da execução prévia. A proposta determina que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional poderia executar os contribuintes sem direito de defesa na Justiça. D’Urso disse que cassaria “a inscrição na Ordem de todos os procuradores da Fazenda Nacional, advogados da instituição, uma vez que passariam a exercer funções exclusivas da magistratura”. A plateia aplaudiu o presidente da OAB que encerrou sua manifestação defendendo o que chamou de ”princípio dos regimes democráticos: o direito ao contraditório, que somente a tramitação judiciária dos processos pode assegurar”.

Fernando Grella Vieira, Procurador-geral de Justiça de São Paulo discursou em seguida e não respondeu aos ataques do presidente da OAB-SP. Optou por uma fala padrão desejando sorte à nova cúpula do Judiciário. O mesmo tom foi adotado, rapidamente, pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab.

Serra se diz “sensível” ao Judiciário

Chegou a vez, enfim, do governador José Serra. Enalteceu o TJ paulista e foi o único a citar a antiga gestão de Vallim Bellocchi, que não compareceu ao evento. O governador lembrou que Bellocchi ocupou, brevemente, o Governo do Estado de São Paulo.

Serra começou a citar os currículos de Viana Santos e dos demais membros do Conselho Superior da Magistratura e das Câmaras. Falou da relação do novo presidente com a cidade de São Luiz do Paraitinga, do trabalho junto ao Serviço Psicossocial desenvolvido pelo atual Corregedor Geral, desembargador Munhoz Soares e sorriu ao afirmar que o Tacrim (Tribunal de Alçada Criminal, extinto pela Emenda Constitucional nº 45) estava no poder, devido à quantidade de membros da cúpula atual que vieram daquele Tribunal.

O governador defendeu o cumprimento da lei como “garantia da segurança jurídica” e a independência da Magistratura que deve ser “atualizada” e “moderna”. Sugeriu que as leis devem ser mudadas pois os juízes “aplicam as leis e não as criam”. Destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que afirmou ser “racionalizador e correto” desde que “não fira o federalismo e a autonomia dos tribunais”. Ponderou que a edição das Súmulas Vinculantes e a Lei dos Recursos Repetitivos “colaboram para a redução” do número de processos. Também parabenizou o Supremo Tribunal Federal (STF) que, desde a semana passada, deu início à tramitação eletrônica de seus feitos.

José Serra diz estar “sensível” às demandas do Judiciário, “porque as carências da justiça é a carência do povo”. Analisou que “nunca faltarão recursos para a informatização” e que já liberou R$ 68 milhões. “Há mais R$ 240 milhões consignados em Orçamento para as reformas de fóruns e comarcas e aprovamos a lei de subsídios da magistratura”. Fez uma longa explanação sobre o uso dos recursos orçamentários e, sem citar o nome, criticou o PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos). Definiu que a questão agrária deve ser de competência do Judiciário e que não se pode defender as “ameaças às instituições”.

Viana Santos sugere que advogados usem computadores

Último a discursar, Viana Santos emocionou-se diversas vezes. Começou falando das “metas” do Judiciário que, segundo ele, “é o tema da moda”, numa referência ao Programa Meta 2 do STF cuja finalidade, no ano passado, era reduzir o número de feitos.

Afirmou que a primeira meta de sua gestão é resolver a “péssima e precária informatização”. Citou cidades como São José dos Campos e São José do Rio Preto que possuem milhares de execuções fiscais em tramitação com informatização iniciada apenas em outubro passado.

“Queria deixar meu mandato, daqui dois anos, com a informatização do Judiciário”, afirmou. Para isso, segundo ele, o TJ-SP precisa de R$ 400 milhões em investimentos. Viana Santos disse que pretende “mexer” no Arquivo do Ipiranga onde 500 mil processos devem ser informatizados.

O presidente do TJ-SP citou nominalmente o presidente da OAB e convocou os advogados a não usarem mais papel. “O Foro Regional de Nossa Senhora do Ó não funciona porque os advogados levam as petições em papel”, criticou. Viana Santos disse esperar “colher resultados diante da grande expectativa gerada por sua administração, porque as desilusões e os desencantos podem ser maiores”. Disse não ter medo, pois do contrário não teria chegado aonde chegou.

Falou de projetos já em andamento como o Núcleo de Gestão e Programação Estratégica, Plano Quinquenal, Planejamento e Controle Interno. “Quero amenizar o estigma de que juiz não sabe administrar”, opinou. Citou os servidores como parceiros e diz “ter fé”. “Não tenho a ilusão nem o devaneio de que tudo será resolvido, mas quero deixar o TJ com melhores rumos a seguir”.

Após a série de discursos, o evento foi abrilhantado com a apresentação da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e com o oferecimento de um coquetel pela Apamagis que, na mesma cerimônia, deu posse à sua nova diretoria.

Enfim…

Durante a cerimônia Viana Santos e José Serra trocaram muitas palavras e informações. É preciso saber se a habilidade política demonstrada pelo novo presidente, e ratificada pelo grande número de pessoas que o prestigiou, será transformada em plataforma de soluções para o maior Judiciário do país.

Os problemas, e Viana Santos sabe disso, são muitos. Ele herda um Tribunal anacrônico, com pífia informatização – sua principal bandeira -, servidores mal remunerados e desistimulados e milhares de processos novos todos os dias.

A solução para que o “elefante” apontado no discurso do desembargador Penteado Navarro caminhe para Themis é simples. Que o Poder Judiciário seja exercido de forma plena. Roga-se que a atual administração não se torne dependente dos desmandos do Legislativo e, principalmente, do Executivo.

Se o governador José Serra disse estar “sensível” às demandas do Judiciário e repetiu isso três vezes as coisas são mais fáceis do que se possa imaginar qualquer vã filosofia: aprovação do Plano de Cargos e Carreiras que completará 5 anos de tramitação, dormindo nos escaninhos da Assembleia Legislativa; cumprimento do Artigo 37, X da Constituição Federal, como Penteado Navarro citou e que haja recursos para a informatização do maior Tribunal do país e consequente qualificação de seus servidores, com novos concursos e nomeações.

Basta vontade política. Vamos aguardar para conferir.

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Sylvio Micelli

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