Posts Tagged ‘Opinião’

Grupo e estreia do Corinthians na Libertadores 2012 estão definidos


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

Está tudo pronto! Exceto se a Conmebol, que adora uma confusão, mudar as coisas de última hora.

O Sport Club Corinthians Paulista fará sua estreia na Copa Santander Libertadores 2012, no próximo dia 15 de fevereiro. E será longe de casa, contra o Deportivo Táchira da Venezuela em San Cristóbal.

O Timão jogará diante de sua torcida, no dia 7 de março, contra o Nacional do Paraguai no Pacaembu. E na semana seguinte faz o terceiro jogo no México contra o Cruz Azul.

No segundo turno da primeira fase, os jogos e os mandos são invertidos e o Corinthians encara o Cruz Azul em casa, o Nacional fora e encerra a participação na primeira fase, e se Deus quiser classificado, contra o Táchira no “Monumental” do Pacaembu.

Conhecendo os adversários

Club Deportivo Social y Cultural Cruz Azul

Segundo melhor colocado na fase classificatória do Torneio Apertura 2011 do rico futebol mexicano, o Cruz Azul é o terceiro time mais popular de seu país e um dos maiores campeões mexicanos, nas diversas competições nacionais ou interamericanas de que participa. Foi a primeira equipe do México a chegar na final da Copa Libertadores da América, em 2001, e teve a “ousadia” de vencer o Boca Júniors em plena La Bombonera e levar a decisão para os pênaltis quando a equipe portenha sagrou-se campeã. Está um pouco ausente da Libertadores. Sua última participação foi em 2003, quando foi eliminado pelo Santos (BRA) nas quartas-de-final. É um time perigoso e impõe aos seus adversários, a cansativa viagem até o México.

Club Nacional do Paraguay

O atual campeão do Torneio Apertura do Paraguai é um dos mais tradicionais clube do país, com 107 anos de existência, mas amargou uma fila de 63 anos sem títulos, entre 1946 e 2009. Sendo assim, há poucas participações do Nacional na Libertadores. A última, em 2010, foi um fiasco. Fez a pior campanha no seu grupo de primeira fase contra Once Caldas (COL), São Paulo (BRA) e Monterrey (MEX). As anteriores também foram no mesmo nível. Deve ser, ao lados dos venezuelano, um figurante no grupo.

Deportivo Táchira Fútbol Club

O atual campeão venezuelano já participou 14 vezes do torneio sulamericano. Sua melhor posição foi em 2004, quando caiu nas quartas-de-final. Reflete a (ainda) inocência do futebol do país e deve, mais uma vez, participar apenas da primeira fase da competição. Em 2011, o Táchira participou da Libertadores. Caiu no grupo 5, ao lado de Cerro Porteño (PAR), Colo-Colo (CHI) e Santos (BRA) e ficou na última posição do grupo, fazendo a segunda pior campanha no geral.

Mas, todo o cuidado é pouco e respeito é bom e todo mundo merece.

Anote:

15/02 – Deportivo Táchira (VEN) X CORINTHIANS – Estadio Polideportivo de Pueblo Nuevo, San Cristóbal, Venezuela
07/03 - CORINTHIANS X Nacional (PAR) – Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), São Paulo, Brasil
14/03 – Cruz Azul (MEX) X CORINTHIANS – Estádio Azul, Cidade do México, México
21/03 - CORINTHIANS X Cruz Azul (MEX) – Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), São Paulo, Brasil
11/04 – Nacional (PAR) X CORINTHIANS – Estádio Defensores del Chaco, Assunção, Paraguai
18/04 - CORINTHIANS X Deportivo Táchira (VEN) – Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), São Paulo, Brasil

Sartori representará o novo ou cairá na mesmice de seus antecessores?

A eleição de Ivan Sartori para a presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo pode ser o prenúncio de novos ventos no maior Judiciário do País. Ele é novo, em relação aos seus antecessores, sempre se mostrou um democrata nas suas posições firmemente defendidas e agiu com transparência até criando um canal de comunicação com a sociedade por meio de um blog na Internet.

Sartori é, a grosso modo, a quebra do paradigma. Representa o novo, em detrimento do velho, daquele Tribunal cheirando a mofo, encarcerado no séc. XIX, que todos já amplamente conhecemos.

Sua eleição, portanto, poderia ser comemorada por nós, servidores, até pela sua manifestação em defesa da categoria, na primeira entrevista dada após o resultado.

A ASSETJ já teve a oportunidade de contar com o apoio do novo presidente, quando nossa Entidade, em 2007, impetrou um mandado de segurança para obrigar que o TJ/SP colocasse na peça orçamentária tudo o que era devido aos servidores. De lá para cá pouco recebemos, é verdade, mas ao menos o TJ/SP jamais deixou de postular em seus orçamentos, desde então, tudo o que nos é devido. Ao menos, o Poder Executivo sabe das reais necessidades do Judiciário paulista e acaba se submetendo ao constante desgate político, quando corta esse orçamento.

A questão a conferir é saber se Sartori quebrará os paradigmas que ele representa. É saber se ele vai querer e se ele vai poder colocar o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no “rumo certo” como afirmou em seu discurso, instantes depois de sua eleição.

O presidente recém eleito sabe que as dificuldades são muitas. Tem sob o seu comando um Judiciário enorme com problemas estruturais diversos e com a auto-estima em baixa.

São mais de 20 milhões de processos, faltam juízes em primeira instância e, principalmente, faltam servidores.

Dos funcionários existentes, muitos estão desvalorizados, doentes, trabalhando em condições inadequadas e sem nenhuma perspectiva. Temos aqui no TJ/SP, sérios problemas com dependentes químicos e do álcool, suicidas em potencial e pessoas entregues ao ciclo vicioso em que seu transformou o local que deveria ser o berço da Justiça. Uma parcela ainda arruma forças para tentar outros concursos e sair daqui. O TJ paulista virou sinônimo de Via Crucis para todos.

Então, este é o cenário dantesco que Ivan Sartori assume em 1º de Janeiro. Resta saber se ele fará o que dele se espera e se o Órgão Especial deixará que ele faça o que deve ser feito.

EDITORIAL PUBLICADO NA EDIÇÃO Nº 139 DO JORNAL ASSETJ NOTÍCIAS – DEZEMBRO/2011

Do Tolima ao Penta: o ano (passado) do Corinthians


por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada


Passa a régua e chama a conta porque 2011 já era. Virou passado e estará engavetado para sempre nos “hds” de nossa memória. Uso o 1º de janeiro de 2012, nesse meu primeiro de muitos posts (se Deus quiser) ao longo do ano, para saudar você, torcedor do Corinthians, e para relembrarmos e fazermos um balanço do ano alvinegro que acabou ontem.

Dizer: “quanta emoção” é chover no molhado. Até por isso mesmo, é que somos corinthianos e, desta forma, saímos da tragédia grega para a consagração plena, em apenas dez meses.

Vamos relembrar?


Copinha, Vice no Paulista e o desastre chamado Tolima

Tudo começou na Copinha. O Corinthians fez uma campanha arrebatadora na primeira fase. Marcou 17 gols e sofreu apenas um. Fez 7 a 1 no Cacerense (MT), 8 a 0 no Juventude (MA) e 2 a 0 no Barueri. Na fase seguinte acabou eliminado pelo Desportivo Brasil, time basicamente de empresários. Perdeu por um único e maldito gol e acabou a competição com o maior saldo de todos os participantes. Em vão.

O Timão começou o Campeonato Paulista, ainda em janeiro, contra a Lusa. Apesar das desconfianças do ano anterior, quando encerramos o Campeonato Brasileiro na terceira colocação, o Corinthians não teve muitos problemas neste início. Veio com aquilo que possuía de melhor.

Deveria encarar, numa pré-fase de Libertadores o fraco e desconhecido Deportes Tolima. O empate de 0 a 0 no Pacaembu acendeu o luz amarela. O time deveria ter feito o resultado em casa para viajar à Colômbia, quase classificado. De repente, o fracasso. Naquele maldito 2 de fevereiro, o Timão foi derrotado em Ibagué pelo placar de 2 a 0. Mais uma vez, a maldição da Libertadores se apoderava do time do povo.

O fiasco diante do Tolima teve um efeito devastador. Ronaldo, o Fenômeno, se aposentou. Roberto Carlos optou por se “exilar” na Rússica jogando pelo desconhecido Anzhi Makhachkala, alegando ter recebido ameaças. Bruno César, destaque do time em 2010, caiu em desgraça e terminou no Benfica. Tite se segurou e o Corinthians teve apenas o Paulistão para cuidar.

Após o jogo contra o Tolima, uma vitória na raça contra o Palmeiras, mostrou que era preciso sacudir a poeira e dar a volta por cima.

O Corinthians foi meio a reboque no Campeonato Paulista. Conseguiu eliminar o Palmeiras na semifinal em disputa de penalidades e encarou o Santos na final. Ou melhor: não encarou. Mesmo reconhecendo que a equipe praiana era mais acertada e contando com Neymar, tecnicamente o Timão só jogou os últimos dez minutos da segunda partida, quando a viola já tinha ido pro saco.

Enfim, um vice-campeonato paulista que, se não foi o ideal, ao menos provou que não estávamos mortos.


A Copa em Itaquera e o Pentacampeonato

O Corinthians teve um início fulminante no Campeonato Brasileiro. Em 10 jogos, nove vitórias e um empate, fizeram com que o Timão disparasse na liderança, com direito a uma exibição de gala e goleada sobre o São Paulo por 5 a 0. Paradoxalmente, a equipe despencou na segunda metade do primeiro turno mas, mesmo assim, o Corinthians encerrou a primeira fase do Brasileirão na frente.

Enquanto o Campeonato Brasileiro se desenrolava, o Corinthians teve a alegria de obter a confirmação, após muita discussão enviesada e poluída, de que o futuro estádio, em Itaquera, sediaria a abertura da Copa do Mundo de 2014. Mais que uma vitória política do clube, foi a consagração de uma administração profissional a que o Corinthians foi submetido nos últimos três anos.

No segundo turno da disputa do Brasileirão, o Corinthians foi alternando maus e bons momentos. Quando se imaginava que a equipe voltaria a disparar na liderança e ganhar o campeonato por antecipação, vinha um resultado absurdo e tudo era colocado em cheque. Mas com altos e baixos, o Corinthians esteve no G-4 do campeonato durante 37 das 38 rodadas e liderou 27 semanas.

E foi assim, até o último instante, com nossos adversários jogando tudo o que podiam e o que não podiam contra nós. Erros de arbitragem, justamente contra nós que sempre fomos acusados do contrário, jogos estranhíssimos, uma união de todos contra nós… Mas nada disso adiantou.

Corinthians pentacampeão brasileiro. Em campo, sem invenções, nem faxes da CBF unificando qualquer coisa.

No frigir dos ovos 2011 trouxe um remédio amargo e a alegria de mais um título.

E que o desastre Tolima sirva de lição e que deste sofrimento tenhamos o aprendizado necessário para conquistar a América.

Ei, corinthiano, seu lindo! Feliz 2012 e tudo de bom pra você.

Return top








Sylvio Micelli

Criar seu atalho


INFORMATION

Change this sentence and title from admin Theme option page.
8 visitantes online agora
0 visitantes, 8 bots, 0 membros
Máx. de visitantes hoje: 12 às 02:14 am BRST
Este mês: 67 às 02-09-2012 12:26 am BRST
Este ano: 94 às 01-07-2012 08:36 pm BRST
No total: 111 às 03-18-2011 02:35 am BRT