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Corinthians vence primeira “final antecipada” e amplia vantagem

Ouça a narração de Ulisses Costa com reportagens de Leandro Quesada
(Grupo Bandeirantes de Rádio)

Willian (76′)

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por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

No melhor jogo do campeonato até aqui, com um Pacaembu embalado por mais de 35 mil torcedores, o Sport Club Corinthians Paulista venceu o Sport Club Internacional, em partida antecipada da 12ª rodada. O resultado de 1 a 0 foi de suma importância, porque fez com o Timão atingisse o mesmo número de jogos dos demais clubes.

A equipe gaúcha veio com a missão de parar o alvinegro e não deixar que o Corinthians disparasse no campeonato. Foi em vão. Num jogo de xadrez, como afirmou o técnico Tite ao final da partida, o Inter cometeu apenas um erro de marcação e foi fatal.

Foi mais uma vitória do grupo, daquilo que o técnico corinthiano chama de “futebol solidário”. Nove jogos, oito vitórias e o Corinthians beira a perfeição. Em menos de um quarto do campeonato, já ganhou um terço de pontos de uma equipe campeã. E este é o caminho. Sempre com lealdade, humildade e procedimento.


O jogo

O primeiro tempo foi marcado por acirrada disputa no meio de campo, até com alguns lances mais ríspidos.

A primeira grande chance da partida foi do alvinegro. Numa troca de passes, Jorge Henrique deixou Willian de cara para o gol. O atacante mandou para fora, muito perto do gol de Muriel.

No lance seguinte, quase o Colorado abriu o marcador. Leandro Damião foi lançado em profundidade, driblou Julio Cesar na velocidade e na hora de cruzar para Zé Roberto, sozinho na pequena área, Fábio Santos salvou o primeiro gol gaúcho.

D’Alessandro ainda tentaria um chute de dentro da área e o Timão pressionaria, sem êxito, até o final do primeiro tempo.

De volta para a etapa final, o Timão quase abriu o placar. Logo a dois minutos, Alex cobrou uma falta fechada e Muriel espalmou para fora.

Aos 12 minutos, quase Oscar abriu o placar para os gaúchos. Cobrança de escanteio de D’Alessandro, Chicão afastou parcialmente de cabeça. No rebote, Oscar mandou a bomba que triscou a trave corinthiana.

Até metade do segundo tempo, o Colorado teve algum domínio do jogo, mas sem transformar isso em jogadas de perigo.

Aos 27 minutos, o Timão armou um contra-ataque. Numa troca de passes entre Jorge Henrique e Emerson na área, a bola é rolada para Willian que falhou na hora de bater para o gol.

No lance seguinte, Willian não perdoou. Numa jogada iniciada com Emerson, a bola é passada para Paulinho. Ele rolou para Willian que, mesmo cercado por dois marcadores, chutou cruzado sem chance para Muriel fazendo explodir o Pacaembu. 1 a 0.

Nos quinze minutos finais, o Corinthians se fechou e o Inter teve posse de bola, mas sem conseguir esboçar reação.

Fim de papo. Mais uma vitória do líder, num jogo fantástico, marcado, aguerrido como é comum da história de Corinthians e Internacional.

Pela décima rodada, em jogo adiado devido à participação do Brasil na Copa América, o Timão viaja ao Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo, na próxima quarta-feira.


Notas do Micelli

1 Julio Cesar - Não houve comprometimento e o arqueiro esteve atento ao ataque colorado. Nota 7

18 Welder - Mais uma vez, esbanjou um belo futebol. Apoiou muito no ataque e foi firme na marcação. Nota 8
S25 Wallace - Pouco tempo. Sem nota.
3 Chicão - O velho capitão e xerife de sempre. Fez uma marcação implacável em D’Alessandro. Nota 8
4 Leandro Castan - Um jogador de conjunto. É uma espécie de “puxador” da linha de zagueiros. Nota 7
6 Fábio Santos - Forte no apoio, foi fundamental ao evitar um gol do Inter no primeiro tempo. Nota 7

5 Ralf - Continua jogando muito. Deveria estar na Argentina. Para nossa sorte, está aqui. É, seguramente, no momento, o melhor volante do futebol brasileiro. Nota 8
8 Paulinho - Mostrou inteligência no lance do gol e é sempre um perigo nos chutes à distância. Nota 7
12 Alex - Substituiu Danilo, suspenso, sem a mesma categoria. Quase fez um gol de falta no início do segundo tempo. Nota 7
23 Jorge Henrique - Velocidade com a intenção de infernizar a defesa adversária. Nota 7

7 Willian - O talismã. Decidiu no final de semana. Decidiu hoje. Perdeu um gol incrível. Não perdoou no segundo. Ótima fase. Nota 8
S21 Edenílson - Pouco tempo. Sem nota.
9 Liedson - Foi abaixo da média. Não conseguiu se livrar da marcação e abusou das faltas. Deveria, até, ter tomado um cartão amarelo. Nota 6
S11 Emerson - Entrou na metade do segundo tempo para resolver o jogo. Arisco, infernizou o Inter e participou da jogada do gol. Nota 7


SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA 1 X 0 SPORT CLUB INTERNACIONAL

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 14 de julho de 2011 (quinta)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e
Guilherme Dias Camilo (MG)

Público: 35.158 pessoas
Renda: R$ 1.197.674,50

Gol: Willian [C] (76′)
Cartões amarelos: Zé Roberto e Gilberto [I]

CORINTHIANS: Julio Cesar; Welder (Wallace), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Alex; Willian (Edenílson), Jorge Henrique e Liédson (Emerson)
Técnico: Tite

INTERNACIONAL: Muriel; Nei (Gilberto), Bolívar, Juan e Kleber; Guiñazu, Bolatti, Oscar e D’Alessandro; Zé Roberto (Alex) e Leandro Damião
Técnico: Paulo Roberto Falcão

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

Colocação: 1ª posição com 25 pontos
Campanha: 9 J – 8 V – 1 E – 0 D – 17 GF – 4 GC – 13 SG
Artilheiros: Willian (5 gols); Liédson (4 gols); Chicão, Danilo e Paulinho (2 gols cada);
Jorge Henrique e Ralf (1 gol cada)

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Ana Luiza, Theodoro e o teatro da vida

por Sylvio Micelli

Texto originalmente escrito para o Blog Canelada

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance, ria e viva intensamente; antes que a cortina se feche e a peça acabe sem aplausos.”

Charles Chaplin

Todos estamos aqui cumprindo uma missão, muitas vezes até sem saber o porquê das coisas.

Nesta semana que se encerra a família Canelada se depara com o contraste dessas coisas. É o confronto do branco e do preto. É a luta da afirmação e da negação. É o veredicto do sim e do não. É, enfim, o tudo e o nada.

Mas seria muito mais fácil se a vida fosse algo, assim, tão maniqueísta. A realidade dos fatos é bem diferente. Porque a realidade não é racional. Ela traz sentimento consigo.

Na quarta, bem na hora do futebol que seus pais tanto apreciam, Theodoro desceu dos céus. Fruto do amor de Charys e Anderson, veio trazer alegria direta e indiretamente às pessoas que o cercam e ao mundo em geral. Afinal, quem não se encanta com um recém-nascido?

Theo, assim carinhosamente chamado pelos pais e por todos do Canelada, nasce num mundo complicado sob a ótica da moral e da ética, mas ainda assim promissor. Com saúde e o desenvolvimento tecnológico, Theodoro poderá facilmente ver a virada do próximo século, em 89 anos.

Seus olhos, ainda entreabertos no colo da mãe ou nos braços do pai, poderão ver coisas que os filmes imaginam há anos. Ele não fará parte da geração Y, mas de uma geração Z ainda por nascer.

Ele é o novo. Ele é o futuro. Ele é o abrir de cortinas que o lendário locutor Fiori Gigliotti iniciava suas narrações esportivas na rádio Bandeirantes décadas atrás. Lembro-me de Fiori, aqui na zona abissal do meu cérebro, bradando: “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo, torcida brasileira…

Pois bem. Theo está descortinando a vida. Tem sua missão a cumprir.

De outro lado, temos a querida Aninha, cuja chama se apagou nesta sexta à noite.

Ana Luiza mobilizou um país inteiro e o Canelada junto, em especial pelo trabalho da querida Simone Mozzilli e pela colaboração direta de Iago Schaper e de todos nós, por oração, mentalização e, nessas horas e nas outras também, pouco importa a religião que se tem.

Sua vida foi curta, do ponto de vista terreno. Mas vejamos a luta, a entrega, a dedicação.

Ela não veio com a missão de ser o futuro que Theo simboliza. Ela representou o hoje, o agora, o instante.

Ela fez com que extraíssemos o melhor de nossas mentes e corações porque na tentativa de ajudá-la, foi ela quem ajudou a todos nós. Foi ela que fez com que a Simone quase abandonasse o Corinthians e, certamente, fez com que pessoas se encorajassem a doar sangue, doar uma palavra, doar vida.

Ela é o etéreo. Ela é o eterno. Ela é o que fica para sempre. E por ela e com ela, a mesquinhez humana foi minimizada.

Fiori Gigliotti diria: “fecham-se as cortinas e encerra-se o espetáculo, torcida brasileira“.

Pois bem. Ana está descortinando o outro lado da vida. Por aqui, sua missão está cumprida.

TJ/SP e a história da faz o que eu mando, mas não o que eu faço

por Sylvio Micelli / ASSETJ

É no mínimo curiosa, para não usarmos outro verbete, a decisão da 13ª Vara de Fazenda Pública proferida em maio numa ação contra o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Por meio de decisão da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, foi deferido pelo Tribunal o mandado de segurança obrigando a nomeação de aprovados em concurso daquela autarquia. Entretanto, o mesmo Tribunal não nomeia os seus concursados, que aguardam, ansiosamente pela nomeação, em especial para o Interior do Estado, aonde o déficit funcional mostra-se mais latente.

As informações são do próprio TJ/SP.

Aprovados em concurso ganham direito à posse no cargo

Por TJ-SP

A 13ª Vara da Fazenda Pública da capital julgou favorável no último dia (23) o mandado de segurança impetrado por três candidatos aprovados em concurso do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Os três pleiteiam seu ingresso nos quadros da instituição, pois foram aprovados dentro do número de vagas previstas no edital, para o preenchimento de oito vagas de Engenheiro I, na cidade de Ribeirão Preto. Eles alegam que a aprovação em concurso dentro do número de vagas previsto expressamente em edital gera o direito liquido e certo à nomeação e posse do cargo.

A juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, responsável pelo julgamento da ação, afirma ser incontroverso que das oito vagas abertas, sete candidatos foram chamados, sendo que desses, apenas três tomaram posse; dessa maneira, prossegue ela, restam cinco, de forma que todos os co-impetrantes devem ser chamados.

A magistrada diz, ainda, em sua decisão que “o número de vagas dado por disponíveis e aptas a preenchimento, segundo provas ou provas e títulos, vincula a administração, conquanto trata-se de oferta… Afinal, tratando-se, o edital, da ‘lei’ do concurso, fica, a Administração, adstrita ao seu cumprimento, prevalecendo o caráter vinculatório da previsão editalícia e a discricionariedade em relação ao aproveitamento dos aprovados excedentes, os quais serão nomeados caso haja disponibilidade/necessidade no período de validade da prova”.

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