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Deputado Major Olímpio é o entrevistado do programa “Cidadania & Serviço Público” da Fespesp

Sérgio Olímpio Gomes (PDT), deputado estadual reeleito com 135.409 votos no último dia 03 de outubro, será o entrevistado das próximas duas semanas no programa “Cidadania & Serviço Público”, uma produção da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp). Gravado na semana passada, os programas vão ao ar nos domingos 17 e 24 de outubro.

Entrevistado pelo presidente da Fespesp, José Gozze, Major Olímpio – como ficou conhecido no funcionalismo – agradeceu a expressiva votação recebida e fez severas críticas ao tratamento que o Governo do Estado de São Paulo dá ao funcionalismo. Segundo ele, “é preciso acabar com essa satanização dos servidores e parar de tratar o Servidor Público como problema”.

Olímpio Gomes fez uma análise da próxima legislatura e ironizou a Assembleia Legislativa com o jargão usado pelo palhaço Tiririca, eleito deputado federal por São Paulo. “Pior que tá, não fica. Ao menos houve um sensível aumento na bancada da oposição, mas a governador [Geraldo] Alckmin, ainda terá a imensa maioria na Alesp e tenho certeza de que o funcionalismo não terá vida fácil nos próximos quatro anos”.

O parlamentar também fez críticas ao Orçamento do Estado proposto pelo governo para o próximo ano. “É uma peça de ficção científica. Poderíamos até chamar de ‘bem-vindo ao mundo encantado da Assembleia Legislativa’. Aquilo não existe. Como o Executivo pode cortar o Orçamento do Judiciário – um corte histórico de 54%? É um total desrespeito. Mais vergonhoso, ainda, se o TJ-SP não for ao STF [Supremo Tribunal Federal]“, analisou. Ainda sobre a “péssima” orçamentária, o deputado informou que houve cortes importantes na área de segurança. “Eles cortaram uma verba minúscula de 700 mil reais para o Proerd [Programa da Polícia Militar que orienta alunos de diversas idades no combate às drogas]“.

A Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), procurando oferecer mais recursos às entidades filiadas apresenta, semanalmente, um programa de TV. O Programa “Cidadania &  Serviço Público” vai ao ar todos os domingos às 9 da noite, pela TV Aberta (ex-Canal Comunitário de São Paulo). Está no ar, ininterruptamente, desde 10 de janeiro de 1999, há 11 anos, portanto, sempre discutindo todos os assuntos que interessam na defesa do cidadão e do Servidor Público. Traz à tona importantes temas de cidadania, sempre na luta pela boa prestação dos serviços públicos. O acesso é feito pelos canais 9 (Net) e 72 / 186 (TVA). O programa também é veiculado na cidade de São José dos Campos e na região do Vale do Paraíba. Vai ao ar às segundas às 8 da noite e às quartas às 11 da noite. É produzido pelo jornalista Sylvio Micelli, diretor de Imprensa da Fespesp. O programa tem a direção geral e a apresentação de José Gozze, presidente da Federação.

O programa pode também ser assistido, em tempo real, no site da TV Aberta no link http://www.tvaberta.tv.br/pages/webtv.

VISITE O SITE DA FESPESP: http://www.fespesp.org/

CONFIRA OS PRÓXIMOS PROGRAMAS JÁ GRAVADOS!

17/10/2010 – Programa nº 602 – Deputado Estadual Major Olímpio Gomes
Tema: Funcionalismo, Legislativo e Orçamento – Parte I

24/10/2010 – Programa nº 603 – Deputado Estadual Major Olímpio Gomes
Tema: Funcionalismo, Legislativo e Orçamento – Parte II

Dilma X Serra: debate de pouca solução e muita tergiversação


por Sylvio Micelli

O primeiro debate do segundo turno para a presidência da República, entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff, não tratou dos grandes temas nacionais como as reformas que todos afirmam, peremptoriamente, que são necessárias, mas que ninguém ousa fazê-las. Alterações tributárias e econômicas, reformas políticas e sociais e até a questão ambiental, estiveram ausentes da discussão.

Os candidatos preferiram destinar o precioso tempo dos eleitores com temas subjacentes, cuja análise deve ser feita muito mais sob a ótica social e deram prosseguimento à baixaria generalizada que se tem observado nos debates políticos. Parafraseando Plínio Marcos (*), o debate de Dilma e Serra foi a batalha de dois perdidos numa urna suja.

Assuntos como o aborto ou a criminalidade, por exemplo, foram debatidos com dogmas éticos, morais e até religiosos sendo que ambos os temas deveriam ser analisados no conjunto de reformas sociais que, há muito tempo, o estado brasileiro deve à sociedade. Aborto deve ser tratado como problema de saúde pública e não da forma hipócrita com que vem sendo discutido. Criminalidade, também, deveria ser analisada como resultado das enormes discrepâncias sociais do Brasil. Ambos os candidatos preferiram tratá-la como uma questão meramente quantitativa e que pode ser “resolvida” dependendo do número de policiais nas ruas. Qualquer brasileiro sabe que o abismo social em que vive o estado brasileiro só se resolve com políticas de saúde e educação sérias, que preparem a criança de hoje para ser o futuro de amanhã.

Outro tema apresentado à ribalta eleitoral foi a discussão sobre privatização envolvendo telefonia, pré-sal e assuntos correlatos. Mas isso foi usado para ataques mútuos e pouco analisou-se do tema como forma de desenvolvimento do estado brasileiro. Obviamente que sou contra a privatização. Mas que projeto, por exemplo, é oferecido que não seja a venda das instituições nacionais?

Observando cada candidato de per si, José Serra promete coisas que não cumpre. Fala da valorização de professores, educação e saúde, assuntos espinhosos que, sendo prefeito e governador de São Paulo, deixou muito a desejar.

Dilma Rousseff limita-se a dar prosseguimento às obras e feitos do governo a que pertence e a se defender dos ataques promovidos pelo seu adversário.

Tudo muito fraco. Tudo muito comezinho.

Vendo o debate senti-me um cidadão dinamarquês comendo biscoitos amanteigados Jacobsens. Não há problemas no Brasil. É tudo factóide!

E de tergiversação em tergiversação (verbo repetido à exaustão durante o encontro), percebe-se cada vez mais que há apenas projetos de poder e não projetos de Estado. E para que não for partidário de um ou de outro, fica muito difícil decidir em quem votar no segundo turno.

Pobre, Brasil!

Nota do Autor: (*) “Dois Perdidos numa Noite Suja” é uma peça de teatro do autor Plínio Marcos, um dos maiores gênios incompreendidos do teatro brasileiro. Escrita no ano de 1966, a peça foi apresentada pela primeira vez no mesmo ano, no Bar Ponto de Encontro, para uma pequena plateia. Foi adaptada para o cinema duas vezes, sendo a primeira no ano de 1970 sob a direção de Braz Chediak e a mais recente no ano de 2002 sob a direção de José Joffily. É uma das peças mais famosas de Plínio, tendo sido montada inúmeras vezes tanto no Brasil como em outros países. O texto é inspirado no conto “O terror de Roma” do escritor italiano Alberto Moravia. Dois personagens — Paco e Tonho — dividem um quarto numa hospedaria barata e durante o dia trabalham de carregadores no mercado. Todas as cenas se passam no quarto durante as noites. As personagens discutem sobre suas vidas, trabalho e perspectivas, mantendo uma relação conflituosa. O tema da marginalidade permeia todo o texto. Tonho se lamenta constantemente por não possuir um par de sapatos decente, fato ao qual atribui sua condição de pobreza. Ele inveja Paco que possui um bom par de sapatos e este, por sua vez, vive a provocar Tonho chamando-o de homossexual ao mesmo tempo que o considera como um parceiro. Paco, que já havia trabalhado como flautista, certa noite teve sua flauta roubada quando estava muito embriagado, entorpecido. No final, na tentativa de melhorar suas vidas, ambos são compelidos à realização de um ato que modificará radicalmente suas vidas. Fonte: Wikipedia

Dois artigos do jornalista Sylvio Micelli são publicados no Observatório da Imprensa

O site Observatório da Imprensa, especializado na visão crítica do trabalho da mídia, publicou dois artigos do jornalista Sylvio Micelli:  “Liberdade de imprensa e a imprensa liberta” e “O pobre menino rico”.


No primeiro artigo, Micelli faz uma análise das atuais discussões sobre o comportamento da grande mídia, critica reportagem da Revista Veja e destaca o crescimento da chamada mídia alternativa, alicerçada por blogues e redes sociais, como forma de equilibrar a prática do Jornalismo no Brasil.

No segundo artigo, o jornalista comenta as discussões que envolveram o caso Neymar criticando a postura do atleta e da diretoria do clube que preferiu demitir o técnico a dar o suporte psicológico necessário ao jogador.


Para publicação no site do OI, ambos os textos foram adaptados ao formato do portal.

O Observatório da Imprensa é uma iniciativa do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É um veículo jornalístico focado na crítica da mídia, com presença regular na internet desde abril de 1996.

Nascido como site na web, em maio de 1998 o Observatório da Imprensa ganhou uma versão televisiva, produzida pela TVE do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo, e transmitida semanalmente pela Rede Pública de Televisão (confira a grade horária no site do programa).

Em maio de 2005, o Observatório da Imprensa chegou ao rádio, com um programa diário transmitido pela rádio Cultura FM de São Paulo, rádios MEC AM e FM do Rio de Janeiro, e rádios Nacional AM e FM de Brasília. Os áudios dos programas, na forma de um blog, estão disponíveis no site do OI.

Leia o artigo “Liberdade de imprensa e a imprensa liberta” no site Observatório da Imprensa

Leia o artigo “O pobre menino rico” no site Observatório da Imprensa

Leia o artigo “Liberdade de imprensa e a imprensa liberta” no blog do jornalista Sylvio Micelli

Leia o artigo “O pobre menino rico” no blog do jornalista Sylvio Micelli

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